Artigo discute os males do narguilé e seu uso por alunos da área da saúde

Atualmente, o tabagismo é fortemente combatido pelos médicos, com o respaldo de várias campanhas que defendem o abandono desse vício que, comprovadamente, é prejudicial à saúde. Para além do uso do cigarro convencional, tem crescido uma outra modalidade de tabagismo: o narguilé, conhecido popularmente como “cachimbo d´água”. Um artigo publicado na Revista de Medicina buscou identificar a prevalência, a frequência e os malefícios do uso do narguilé entre estudantes universitários da área da saúde de Curitiba, no Paraná.

A prática secular da antiga Pérsia e da Índia rompeu fronteiras e hoje é comum em vários lugares do mundo, inclusive no Brasil. No Oriente Médio, o uso do narguilé ultrapassa o do consumo de cigarro convencional. E nos Estados Unidos, França, Reino Unido e Brasil responde pela segunda forma mais consumida de tabaco. O preparo do fumo é feito com o tabaco sendo aquecido pela água, gerando uma fumaça que é carregada pela mangueira do narguilé até o fumante.

O artigo descreve uma pesquisa que foi realizada com 106 estudantes de Medicina, Biomedicina e Enfermagem de uma faculdade em Curitiba. Entre os resultados, “33,8% se considerava tabagista, com utilização regular; 92,8% consumiam narguilé; 61,5% acreditavam que o cachimbo d’água não causaria danos quando comparado ao cigarro; e 89,75% nunca foram aconselhados a abandonar o vício”.

O consumo crescente desse tipo de tabagismo levou o Ministério da Saúde, em 2012, a escolher o tema Alerta para os malefícios do narguilé no Dia Nacional do Combate ao Fumo. Fazer parte de um grupo, integrar-se e ser aceito é o motivo principal de os jovens aumentarem seu interesse por esse tipo de prática que seria “aparentemente mais leve que o cigarro”, mas não é.

O ditado “as aparências enganam” cabe perfeitamente ao narguilé, pois seus perfumes e seus variados sabores disponíveis no mercado estimulam e atraem fortemente os consumidores, camuflando os efeitos nocivos da fumaça. De acordo com o artigo, “uma sessão de narguilé, de 60 minutos, equivale a um consumo médio de 119 litros de fumaça, o que corresponde a 4 vezes mais nicotina, de 60 a 100 vezes mais alcatrão e 15 vezes mais monóxido de carbono quando comparado ao cigarro tradicional”.

A pesquisa Prevalência do uso de narguilé entre universitários da área da saúde mostrou ainda que 92,1% dos jovens entrevistados acreditam que o narguilé é menos prejudicial que o cigarro e não se consideram dependentes de um vício. Estudos evidenciam que o narguilé está associado com o câncer de pulmão e doenças respiratórias – “uma única sessão de fumo (45 minutos) causa disfunção transitória da regulação cardíaca autonômica, o que eleva os riscos de eventos cardíacos”, aponta o artigo.

O narguilé não causa menos efeitos negativos à saúde do que o cigarro, daí a urgência da intervenção de órgãos da saúde na conscientização da população, sobretudo dos jovens, da verdadeira natureza desse tipo de prática e a “importância do papel dos profissionais da saúde na abordagem e repasse de informações aos pacientes usuários”, afirmam os autores.

O artigo cita a Pesquisa Nacional de Saúde, que mostrou que “dentre os 212 mil usuários de narguilé no país, 112 mil (53%) fumam esporadicamente; 27,5 mil (13%) fazem uso uma vez por mês; 57,2 mil (27%), semanalmente, e 14,8 mil (7%) consomem diariamente”.

O uso do narguilé pode causar infertilidade, herpes, tuberculose, hepatite, gripe e até H1N1. A Sociedade de Pneumologia e Tisiologia do Rio de Janeiro atesta que a fumaça por ele expelida contém quantidades superiores de nicotina, monóxido de carbono, metais pesados e substâncias cancerígenas “se comparadas ao cigarro”. E pode causar, além de dependência, “taquicardia, elevação da pressão arterial e aumento do risco de aterosclerose; por isso os índices de alterações cardíacas são mais elevados entre os fumantes”.

Segundo a Organização Mundial da Saúde, “o tabagismo é a principal causa de morte evitável em todo o planeta”, alertam os autores. Para eles, os estudantes das áreas médicas necessitam de “medidas de conscientização e conhecimento” que possam diminuir o uso de narguilé, na “prevenção e promoção em saúde” não só nos hospitais e unidades ambulatoriais, mas que sejam difundidas amplamente na sociedade.

Como conclusão, os autores ressaltam a relevância da existência de cursos para os profissionais da área, criando capacitação daqueles na orientação da população, no sentido de gerar programas de sensibilização na busca da “eficácia e efetividade das ações em saúde”.

Artigo Original:

PAIVA, Michelle Oliveira; LIMA, André Brito de; VAZ, Rogério Saad; GRANEMANN, Priscila. Prevalência do uso de narguilé entre universitários da área da saúde. Revista de Medicina, v. 99, n. 4, 2020. ISSN: 1679-9836. DOI: https://doi.org/10.11606/issn.1679-9836.v99i4p335-341. Disponível em https://www.revistas.usp.br/revistadc/article/view/163543

Fonte: Jornal da USP

Reabilitação de crianças e adolescentes com mielomeningocele: relato de experiência de atuação da enfermagem

O artigo foi desenvolvido por enfermeiras com mais de cinco anos de atuação, em uma rede de hospitais de reabilitação no Brasil, referência em toda América Latina. O objetivo do presente estudo é de relatar a atuação de enfermeiras na reabilitação, de crianças e adolescentes com mielomeningocele. As autoras realizaram reuniões presenciais e por videoconferência, discussões e troca de experiências até o consenso e validação do conteúdo. O relato foi organizado e dividido em três tópicos: capacitação para as atividades de vida diária, capacitação para a reabilitação vesicointestinal, capacitação para as atividades de vida prática: autonomia e participação. As famílias de indivíduos com mielomeningocele enfrentaram dificuldades relacionadas à condição crônica e à escassez de serviço estruturado e humanizado que garanta e capacite quanto ao cuidado domiciliar. O desafio é fornecer subsídios que orientem profissionais na manutenção do cuidado domiciliar, melhorando a comunicação e promovendo a capacitação dos familiares das crianças e adolescentes com mielomeningocele.

FREITAS, G. L. ; SENA, R. R. ; SILVA, J. C. F. E. ; OLIVEIRA, D. C. ; FALEIROS, F. . Reabilitação de crianças e adolescentes com mielomeningocele: relato de experiência de atuação da enfermagem/Rehabilitationofchildrenandadolescentswithmyelomeningocele: nursingpractice report. Ciência, Cuidado e Saúde (Online), v. 15, p. 768, 2016.

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Reabilitação intestinal de indivíduos com lesão medular – Produção de vídeo

A lesão medular gera uma condição crônica de saúde ao indivíduo que sofre a injúria e pode acarretar complicações, como o intestino neurogênico. A depender do nível neurológico da lesão, há expectativas de resultados para o funcionamento intestinal e medidas educativas devem ser implementadas ainda na fase aguda da lesão, visando a reabilitação. Estudo de delineamento metodológico que objetivou produzir vídeo educativo com as manobras de esvaziamento intestinal a ser utilizado no preparo de indivíduos com intestino neurogênico. A pesquisa, aprovada pelo Comitê de Ética, foi realizada em quatro etapas: etapa 1: Produção do roteiro e storyboard elaborados a partir das diretrizes do Guia traduzido: “Intestino Neurogênico: Guia para Pessoas com Lesão Medular”; etapa 2: Produção dos instrumentos; etapa 3: Coleta de dados; e por fim etapa 4: Produção do vídeo educativo. Foram utilizados dois instrumentos para a validação do roteiro e storyboard. O instrumento para validação de conteúdo continha 15 questões, divididas em quatro sessões e o de validação técnica possuía 11 questões, divididas em três sessões. Em cada sessão dos instrumentos tinha um campo para sugestões. A validade de conteúdo do roteiro e storyboard foi realizada por um comitê de dez juízes de conteúdo e três juízes técnicos. Os resultados demonstraram que todos os juízes de conteúdo eram do sexo feminino, com idade entre 30 a 58 anos. Quanto à atuação profissional atual e maior titulação acadêmica, a maioria trabalhava na área de reabilitação e tinha mestrado. As alternativas “discordo fortemente” e “não sei”, não foram sinalizadas e a porcentagem de respostas total à opção “concordo fortemente” foi de 57,3% e “concordo” foi de 36,7%. A maioria das sugestões foi relacionada à mudança na linguagem, visando adequação ao público-alvo e para incrementar o uso de fotografias, figuras e animações. Quanto aos juízes técnicos, a maioria era do sexo masculino, com idade entre 37 a 45 anos. Atuavam como analista em mídias digitais e tecnologias educacionais, produção multimídia e em sistemas de informação, com predomínio do título de especialização. A porcentagem total de respostas “concordo fortemente” foi de 78,8% e “concordo” de 21,2%. Ressaltaram nas sugestões, o cuidado na edição e escolha dos recursos audiovisuais, de maneira a favorecer o interesse e a atenção do usuário. Cada item do instrumento de validação do roteiro e storyboard do vídeo obteve mais de 70% do conceito “concordo fortemente” e/ou “concordo” pelos juízes. Posteriormente o roteiro e storyboard foram adequados e as sugestões analisadas e acatadas conforme pertinência. A gravação do vídeo ocorreu no Centro de Simulação e no Centro de Informática de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo. A produção do vídeo favoreceu a utilização da prática baseada em evidência e contribuirá para o aprimoramento da assistência de enfermagem, com enfoque na educação de indivíduos com intestino neurogênico e seus cuidadores, além de se constituir em ferramenta tecnológica que poderá ser utilizada em ambiente de aprendizagem virtual e presencial.

CAMPOY, L. ; RABEH, S. A. N. ; NOGUEIRA, P. ; FALEIROS, F. . Reabilitação intestinal de indivíduos com lesão medular: produção de vídeo. Revista Brasileira de Enfermagem, v. 71, p. 01, 2018.

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Tradução para língua portuguesa do data set trato urinário inferior para indivíduos com Lesão Medular

A lesão medular (LM) é um evento catastrófico e incapacitante com importante impacto físico e psicológico, influenciando significativamente a qualidade e expectativa de vida das pessoas acometidas. Nos últimos anos, com o crescimento progressivo da violência urbana e da sobrevida das pessoas, houve um aumento importante dos casos de LM, com aproximadamente 2,5 milhões de pessoas afetadas no mundo, sendo 130.000 casos novos ao ano. As complicações decorrentes da LM são diversas, dentre elas, as disfunções do trato urinário merecem destaque, por serem responsáveis pela maior parte das morbidades e por cerca de 10% a 15% de mortalidade dessa população. No Brasil, não há instrumento específico para coleta de dados amplos para LM, como propõem os Data Sets da Spinal Cord InjuryAssociation (ISCoS). Assim, considerando o desafio da reabilitação vesical enfrentado por esta população, o presente estudo objetivou realizar o processo de tradução, adaptação e validação do Data Set do trato urinário inferior. Tratou-se de estudo quantitativo, metodológico, de delineamento transversal, dividido nas fases de tradução, realizado segundo as recomendações da ISCoS, e teste de confiabilidade inter e intraexaminadores, testado a partir do índice AC1 proposto por Gwet e o índice Kappa, contando com uma amostra de 50 participantes. Como resultado da fase de tradução, das nove questões que compunham o instrumento, apenas quatro termos apresentaram divergências e tiveram que ser revistos; e destes, um necessitou do acionamento do comitê da ISCoS. O perfil geral dos participantes foi composto de homens, com idade média de 39 anos, com LM de etiologia traumática e tempo de lesão inferior a dois anos. A confiabilidade interexaminadores mostrou-se adequada com valores acima de 0,5 em 100% das questões testadas com índice AC1 de Gwet; para o Kappa, o índice permaneceu acima de 0,5 em 70,5% das questões e foi observado que o índice AC1 de Gwet se mostrou superior ao Kappa em relação à prevalência de respostas com alta concordância. A avaliação da confiabilidade intraexaminador mostrou que o índice AC1 de Gwet, em oito das 17 questões avaliadas, ficou abaixo de 0,5. Já o índice Kappa ficou abaixo de 0,5 em cinco das 17 questões. Isso foi atribuído às temáticas das questões que tratavam dos temas de incontinência urinária e uso de dispositivos para incontinência e ao fato de os participantes estarem inseridos em programas de reabilitação, o que ocasionou mudanças no trato urinário durante o intervalo entre entrevistas, que foi de aproximadamente duas semanas. Foi observado ainda um alto índice de participantes que realizavam o cateterismo urinário (70%) e com uso de dispositivos para incontinência urinária (64%), assim é preciso avançar em estudos para o tratamento das disfunções que promovam também a continência urinária. Este estudo realizou a tradução e a validação para o português brasileiro do Data Set do trato urinário inferior segundo as recomendações da ISCoS, corroboradas pela literatura científica, gerando um instrumento confiável de coleta de dados clínicos sobre o trato urinário inferior para ser utilizado no Brasil, contribuindo para a reabilitação das pessoas com LM.

FALEIROS, F.; CORDEIRO, A. ; SILVA, J. C. F. E. ; TATE, D. G. ; GREVE, J. ; THOLL, A. D. . Tradução para língua portuguesa do Data Set Trato Urinário Inferior para indivíduos com Lesão Medular. Texto & Contexto Enfermagem, v. 27, p. 01, 2018.

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Relacionamento terapêutico com criança no período perioperatório: utilização do brinquedo e da dramatização

Este estudo de caso têm o objetivo de analisar o relacionamento terapêutico desenvolvido entre aluna de enfermagem e uma criança de três anos durante o período perioperatório, utilizando o brinquedo e a dramatização para facilitar a explicação dos procedimentos e dos objetos do hospital para a criança.

O uso do brinquedo mostrou-se uma forma adequada para comunicar-se efetivamente com a criança, e para prepará-la para a intervenção cirúrgica, pois, através da dramatização, ela participou ativamente dos procedimentos, mostrando que compreendia e aceitava o que estava acontecendo, não apresentando em nenhum momento medo ou ansiedade diante do ambiente do hospital e dos procedimentos cirúrgicos.

Ao final do relacionamento, a mãe e a equipe cirúrgica avaliaram positivamente o preparo da criança para a cirurgia.

Referência: CASTRO, F. F. S.SADALA, M. L. A. ; Rocha, Eliana Mara . Relacionamento terapêutico com criança no período perioperatório: utilização do brinquedo e da dramatização. Revista da Escola de Enfermagem da USP (Impresso), v. 36, p. 58-65, 2002.

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Reabilitação de crianças e adolescentes com Mielomeningocele: o cotidiano de mães cuidadoras

Objetivo: Analisar o cotidiano de cuidados praticados por mães de crianças e de adolescentes com mielomeningocele no domicílio.

Métodos: Estudo descritivo-exploratório, abordagem qualitativa. Os dados foram coletados com 16 mães de crianças e de adolescentes com mielomeningocele, por meio de entrevista e observação, de maio a agosto de 2015, em municípios de Minas Gerais, e submetidos à Análise de Conteúdo Temática.

Resultados: As categorias: “Do impacto do nascimento à naturalização dos cuidados” e “A mudança no cotidiano da mulher mãe” evidenciam um cotidiano materno marcado pelo cuidado, limitando suas possibilidades e atividades aos muros das próprias casas, sendo a independência dos filhos um desejo expresso pelas mães.

Conclusões: As transformações nos âmbitos emocional, econômico e social e as dificuldades enfrentadas pelas mães para garantir a continuidade do cuidado apontam a relevância de políticas públicas inclusivas e a importância dos profissionais de saúde na reabilitação de crianças e adolescentes com mielomeningocele e para suas famílias.

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FREITAS, G. L. ; SENA, R. R. ; SILVA, J. C. F. E. ; FALEIROS, F. . Reabilitação de crianças e adolescentes com mielomeningocele: o cotidiano de mães cuidadoras. Revista Gaúcha de Enfermagem (Online), v. 37, p. 00, 2016.

Paralisia cerebral tetraplégica e constipação intestinal: Avaliação da reeducação intestinal com uso de massagens e dieta laxante

A constipação intestinal afeta 74% dos pessoas com paralisia cerebral. O objetivo deste estudo foi avaliar resultados das intervenções de enfermagem no tratamento da constipação intestinal associada à paralisia cerebral. Trata-se de um estudo quantitativo, prospectivo e comparativo (antes-depois). A amostra foi composta por 50 pacientes com paralisia cerebral tetraplégica e constipação intestinal. As principais orientações conservadoras foram: consumo diário de alimentos laxantes e óleos vegetais, aumento da ingestão hídrica e execução de manobras intestinais diárias. Houve alívio total ou parcial da constipação em 90% dos participantes, com melhora de aspectos da qualidade de vida, como sono, apetite e irritabilidade, além de diminuição significativa de sangramento retal, fissura anal, retenção voluntária de fezes, choro e dor ao evacuar. Apenas 10% necessitaram de medicações laxantes. Recomenda-se que medidas conservadoras sejam preferencialmente utilizadas para o tratamento da constipação intestinal associada à paralisia cerebral e que medicamentos sejam apenas adjuvantes, quando necessário.

FALEIROS-CASTRO, Fabiana Santana; PAULA, Elenice Dias Ribeiro de. Paralisia cerebral tetraplégica e constipação intestinal: avaliação da reeducação intestinal com uso de massagens e dieta laxante. Rev. esc. enferm. USP,  São Paulo ,  v. 47, n. 4, p. 836-842,  Aug.  2013 .   

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Participação social e autonomia pessoal de indivíduos com Lesão Medular

Objetivo: Investigar, a partir da literatura, evidências acerca da participação social e autonomia pessoal de indivíduos com lesão medular.

Método: Revisão integrativa incluindo estudos publicados entre janeiro de 2006 e setembro de 2016 obtidos nas bases PubMed, CINAHL e LILACS. Definiu-se como questão norteadora: “Quais são as evidências disponibilizadas na literatura científica acerca da participação social e/ou da autonomia pessoal de indivíduos com lesão medular?”. Os dados foram processados pelo IraMuTeQ e analisados pela Classificação  Hierárquica Descendente em conformidade com a expertise dos pesquisadores no tema.

Resultados: Seis estudos selecionados discorreram sobre a participação social, um sobre a autonomia pessoal e dois sobre ambas. Foram retidos 107 segmentos de texto, resultando na formação de cinco classes.

Conclusão: Há pouca especificidade em relação às características da participação social e da autonomia pessoal de indivíduos com lesão medular. A existência de barreiras obriga-os a adotar táticas para participar de forma autônoma. Descritores: Participação da Comunidade; Participação Social; Autonomia Pessoal; Traumatismos da Medula Espinhal; Reabilitação.

ANDRADE, V. S. ; SANTOS, C. B. ; BALESTRERO, L. M. ; FALEIROS, F. . Participação Social e Autonomia pessoal de Indivíduos com Lesão Medular. Reben – Revista Brasileira De Enfermagem, v. 72, p. 01, 2018.

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Uso de questionário online e divulgação virtual como estratégia de coleta de dados em estudos científicos

Este estudo teve como objetivo descrever o uso de questionário online e sua divulgação virtual como estratégia de coleta de dados na Alemanha. O questionário online foi elaborado com uma plataforma virtual, criando um link que foi divulgado em ambientes virtuais. Participaram 100 indivíduos alemães com Espinha Bífida; 149 pessoas visitaram o link, dessas 83 oriundas de fóruns virtuais, 27 e-mails, 26 redes sociais, dez do site da associação da espinha bífida alemã e três do site da universidade. Com 55,7% dos participantes, o meio de divulgação mais ágil para captação foi o fórum virtual. Sugere-se que esse modo de coleta de dados seja utilizado para pesquisas futuras, envolvendo diversos países, devido à rapidez, economia, bom aproveitamento de respostas e por permitir ultrapassar a barreira linguística. Políticas públicas que apoiem o acesso da população à internet são necessárias, para que esses estudos sejam realizados com êxito.

FALEIROS, F.; KAPPLER, C. O. ; SILVA, S. S. C. ; PONTES, F. A. R. ; GOES, F. S. N. ; CUCICK, C. D. . Use of Virtual Questionnaire and Dissemination as a Data Collection Strategy in Scientific Studies. Texto e Contexto. (UFSC Impresso), v. 25, p. 01-06, 2016.

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Instrumento para coleta de dados de pacientes adultos com artrite reumatoide

A artrite reumatóide é uma doença potencialmente incapacitante que traz repercussões biopsicossociais. Este estudo foi desenvolvido em um hospital de reabilitação com objetivo elaborar e validar um instrumento de coleta de dados para pacientes adultos com artrite reumatóide. A pesquisa foi estruturada em quatro etapas: elaboração do instrumento fundamentada no referencial teórico de Callista Roy, validação desse instrumento por um grupo de enfermeiros, aplicação do instrumento em quatro pacientes adultos com artrite reumatóide, e avaliação final. A validação do conteúdo foi realizada por enfermeiros com experiência assistencial em artrite reumatóide e conhecimento da teoria. Para a análise utilizou-se o teste Qui-quadrado, que mostrou concordância entre os juízes na avaliação da versão final do instrumento(p=0,368), além de uma avaliação positiva em relação à clareza, coerência e organização. Este estudo demonstrou que o instrumento validado é adequado para a sistematização da assistência de enfermagem na reabilitação de pacientes com artrite reumatóide.

MIRANDA, A. R. A. ; ARAÚJO, C.S. ; FALEIROS-CASTRO, F.S. . Instrumento para coleta de dados de pacientes adultos com artrite reumatóide. Revista de Enfermagem do Centro-Oeste Mineiro (RECOM), v. 2, p. 228-242, 2012.

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