O medo que você cria

Ela tinha muito medo. 

Medo, ao qual se transformavam todos os dias em monstros intocáveis e vulnerabilidade era a palavra que a acompanhava. 

Medo das pessoas que a rodeava, aquele mimimi de sempre, aquele “falatório” que só quem passa por situações de risco, sim risco da  própia  vida , era como se fosse um papel em preto e branco rabiscado de cinza misturado com vermelho de um sangue que ela queria colocar de um jeito para fora do seu corpo. 

Era como se a alma   estivesse aprisionada em um local bem alto. A morte era a palavra mais interessante. Tudo havia acabado  não tinha sentido viver daquela maneira. 

Mas um dia ela resolveu enfrentar esse medo, dar uma de “fortona” estilo lutadora de um ringue da vida. Na verdade bem lá no fundo, no fundinho ela sabia que tinha forças mas algo a prendia não dava para prosseguir. 

Começou bem devagar, passinho por passinho, degrau por degrau. Foi encarando o medo como se fosse um sorvete em preto e branco;. Mas não existe sorvete assim,? pois é o medo também era algo da cabeça dela. 

Foi lutando dia após dia, horas contadas ao relógio, o seu coração quase não cabia ao peito. 

Indescritivelmente ela conseguiu a sua vitória.  

Qual a lição desse texto? Acredite em você, lutas vão vir, dias de choro de desespero também. Mas se sua vontade de vencer e crescer forem maior conseguirá passar por isso. 

Nosso cérebro é como uma folha de um papel em branco , pronto para receber informações sejam elas boas ou ruins. Você terá que escolher a cor predominante . E ai com que cor você fica? Ela optou pelas cores coloridas que engrandecem a alma e trará muita felicidade. 

Hoje o anseio de sua alma brotam cada dia um pouco de fé e positividade, pois ela sabe bem lá no cantinho do coração que vem vindo somente coisas boas. 

Com todo amor do mundo,

Solange 

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Quando o trauma uretral acontece, nem sempre precisa parar de realizar o cateterismo urinário intermitente limpo

O cateterismo intermitente limpo (CIL) é a técnica de esvaziamento periódico da bexiga através da inserção de um cateter e é a prática que mais se assemelha ao processo fisiológico de eliminação urinária. Por isso, na maioria das vezes, é o tratamento de primeira escolha na reabilitação vesical, indicado para o tratamento das disfunções urinárias associadas à lesão medular e a mielomeningocele.  

 Tem como objetivos promover a reabilitação vesical através de estímulos para a micção espontânea e realizar a retirada de urina residual para prevenir futuras complicações, como a estase urinária, que é quando a urina residual fica retida na bexiga, oferecendo um ambiente propício para o desenvolvimento de microorganismos, o que, consequentemente, promove infecção do trato urinário e deterioração da função renal. 

A realização do cateterismo intermitente limpo (CIL) está relacionada a melhores níveis de autoestima, autoeficácia, autocuidado, independência, qualidade de vida e melhor convivência social. 

Apesar de ser um procedimento simples, seguro e de baixo custo, trata-se de uma técnica invasiva e algumas dificuldades e complicações podem ser observadas em sua realização e podem estar relacionadas aos materiais utilizados, à técnica empregada e aos recursos materiais, físicos de acessibilidade encontrados por seus usuários.  

As dificuldades vivenciadas por usuários do cateterismo intermitente limpo são citadas na literatura e estão relacionadas à doença da pessoa, comorbidades, às habilidades física, motora e visual, dor, desconforto, questões psicológicas, como medo e insegurança, instalações inadequadas, falta de acesso aos materiais necessários, dificuldades financeiras e dificuldade de organizar a rotina. Estes são fatores que vão implicar na indicação do uso do cateterismo intermitente limpo ou não, da necessidade do cuidador para realização da técnica ou da possibilidade do autocateterismo e, também, podem contribuir ou não para o sucesso do procedimento e para sua continuidade.  

Quanto ao acesso aos materiais, é um direito de que sejam de aquisição gratuita para manutenção das necessidades, conforme avaliado e prescrito pela equipe de saúde. Para isso, indicamos a leitura de uma postagem prévia no Portal D+Informação que trata sobre os direitos e acesso aos materiais para o cateterismo intermitente limpo. Clique aqui  para acessar a postagem.

Como complicação, o trauma uretral é o um dos maiores riscos ao qual os usuários do CIL estão expostos. É caracterizado pelo atrito entre o cateter mal lubrificado e a mucosa uretral, que é um tecido sensível e bastante vascularizado. Assim, o trauma uretral é sucedido por dor e sangramento, que pode ser desde pequenas estrias de sangue na extensão do cateter urinário até hemorragia uretral. O trauma uretral oferece uma porta de entrada para microorganismos, aumentando o risco de desenvolvimento de infecções do trato urinário. Os usuários do sexo masculino são mais afetados pelo trauma uretral devido à anatomia de sua uretra, que é maior e mais sinuosa em relação à uretra feminina. 

 Para prevenir a ocorrência do trauma uretral, é indicado o uso de lubrificante em gel diretamente na uretra: 10ml na uretra masculina, 06ml na uretra feminina e de 0,5 a 2ml na uretra infantil. Amplamente utilizada, a lidocaína 2% em gel promove a lubrificação da uretra e, assim, diminui o atrito do cateter contra a mucosa uretral, reduzindo a ocorrência de trauma e, consequentemente, infecção do trato urinário. Neste uso, a lidocaína em gel não tem objetivo de promover anestesia, mas sim lubrificar para facilitar a passagem do cateter. 

Quando o trauma uretral acontece, não precisa parar de realizar o cateterismo.  É importante aumentar a ingesta hídrica, desde que não haja contraindicações e continuar realizando o cateterismo intermitente limpo nos próximos horários previstos com intensificação da lubrificação da uretra para impedir a estenose uretral, que é a cicatrização da uretra que pode levar ao estreitamento e até a sua total oclusão, tornando impossível a inserção do cateter. É necessário procurar um serviço de saúde quando há hemorragia, um sangramento uretral que não cessa. 

Para que haja sucesso na realização da técnica e continuidade no processo de reabilitação vesical, livre de complicações e dificuldades, é necessário treinamento que deve ser oferecido por equipe de saúde multiprofissional qualificada e preparada para responder às dúvidas dos usuários e/ou seus cuidadores e capaz de abordar questões biológicas, psicológicas e sociais. Se estiver com dúvidas ou dificuldade, procure a equipe de saúde que realiza o seu acompanhamento. 

SAIBA MAIS 

DI BENEDETTO, P. Clean intermittent self-catheterization in neuro-urology. European Journal of Physical and Rehabilitation Medicine, v. 47, n. 3, p. 651–659, 2011. 

FALEIROS, F.; PELOSI, G.; WARSCHAUSKY, S.; TATE, D.; KÄPPLER, C.; THOMAS, E. Factors influencing the use of intermittent bladder catheterization by individuals with spina bifida in Brazil and Germany. Rehabilitation Nursing, v. 43, n. 1, p. 46-51, 2018. doi: 10.1002/rnj.302. 

LOPES, M. A. L.; LIMA, E. D. R. P. Continuidade do Cateterismo Vesical Intermitente: pode o suporte social contribuir? Revista Latino-Americana de Enfermagem, Ribeirão Preto, v. 22, n. 3, p. 461-466, jun 2014. Disponível em: <https://www.revistas.usp.br/rlae/article/view/86600>.  

MAZZO, A.; PECCI, G. L.; FUMINCELLI, L.; NEVES, R. C.; SANTOS, R. C. R.; CASSINI, M. F.; TUCCI JUNIOR, S. Intermittent urethral catheterisation: the reality of the lubricants and catheters in the clinical practice of a Brazilian service. Journal of Clinical Nursing, v. 25, p. 3382-3390. doi: http://dx.doi.org/10.1111/jocn.13466

NEWMAN, D. K.; WILLSON, M. M. Review of intermittent catheterization and current best practices. Urologic Nursing, v. 31, n. 1, p. 12-28, 2011. 

PORTAL D+INFORMAÇÃO. Aquisição gratuita de material para cateterismo vesical é um direito. Acesso em 11 nov. 2019. Disponível em <https://demaisinformacao.com.br/objetivo-e-atrativo-para-populacao/>. 

VAHR, S.; COBUSSEN-BOEKHORST, H.; EIKENBOOM, J.; GENG, V.; HOLROYD, S.; LESTER, M.; PEARCE, I.; VANDEWINKEL, C. Catheterisation urethral intermittent in adults. European Association of Urology Nurses, Evidence-based Guidelines for Best Practice in Urological Health Care [Internet], 2013. Disponível em: <https://nurses.uroweb.org/guideline/catheterisation-urethral-intermittent-in-adults/

WYNDAELE, J. J. Complications of intermittent catheterization: their prevention and treatment. Spinal Cord, v. 40, n. 10, p. 536-541, 2002. Disponível em:  <http://www.nature.com/sc/journal/v40/n10/pdf/3101348a.pdf

Autores:  

Leonardo Orlandin. Enfermeiro bacharel e licenciado. Mestrando do Programa de Pós-Graduação em Enfermagem Fundamental da Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo. 

Profª Draª Fabiana Faleiros Santana Castro. Enfermeira. Professora Doutora do Departamento de Enfermagem Geral e Especializada da Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo. 

Profª Draª Marislei Sanches PanobiancoEnfermeira. Professora Associada do Departamento de Enfermagem Materno-Infantil e de Saúde Pública da Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo. 

Profª Draª Soraia Assad Nasbine RabehEnfermeira. Professora Doutora do Departamento de Enfermagem Geral e Especializada da Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo.

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Reabilitação vesical pós câncer de próstata

O câncer de próstata é o tipo mais comum entre os homens no Brasil, sem considerar o câncer de pele não melanoma. Estimativas indicam cerca de 68.220 novos casos para cada ano do biênio 2018-2019, sendo maior a prevalência em homens acima dos 55 anos de idade (INCA, 2018). 

Os fatores de risco para o desenvolvimento deste tipo de câncer são sobrepeso e obesidade e histórico de câncer de próstata entre parentes próximos. A importância em manter hábitos saudáveis como boa alimentação, praticar atividade física, evitar o uso de álcool e cigarro, são medidas para prevenir todos os tipos de câncer, inclusive o de próstata (INCA, 2017). 

Os sintomas deste tipo de câncer envolvem: dificuldade para urinar, demora ou hesitação para começar a urinar, presença de sangue na urina, diminuição do jato da urina e necessidade de urinar mais vezes do que o de costume, inclusive no período da noite (INCA, 2017; INSTITUTO ONCOGUIA, 2018). 

Para o diagnóstico do câncer de próstata, deve-se consultar o urologista que realizará o toque retal para avaliar o tamanho, forma e textura da próstata; realizar o exame de PSA. Este exame, quando alterado, não indicará necessariamente que a pessoa está com câncer; no entanto, a qualquer alteração deverá ser solicitada uma biópsia,a qual indicará se é uma doença benigna, ou maligna (câncer) (INCA, 2017).  

O tratamento para este tipo de câncer envolve, muitas vezes, a retirada cirúrgica da próstata (prostatectomia radical). Este tipo de intervenção, pode levar a efeitos colaterais como a incontinência urinária e a disfunção erétil. Nesse caso, a reabilitação precoce, poderá amenizar os sintomas da incontinência, proporcionando maior conforto à pessoa (ANDRADE, 2019).  

A reabilitação pós-prostatectomia radical, consiste em exercícios para fortalecimento dos músculos do assoalho pélvico (cinesioterapia), através da contração destes músculos para melhora da performance do esfíncter da uretra e, se necessário, uso de correntes elétricas de baixa intensidade para estímulos destes músculos. O tempo de reabilitação dura de 2 a 3 meses, e se os exercícios forem seguidos corretamente, poderão proporcionar uma recuperação mais rápida do controle urinário (ANDRADE,2019). 

Referências: 

ANDRADE, C.E.L.C. Fisioterapia na prostatectomia radical. OncoFisio. Acesso em 11/11/2019. Disponível em: http://www.oncofisio.com.br/fisioterapia-na-prostatectomia-radical 

INSTITUTO NACIONAL DE CÂNCER JOSÉ DE ALENCAR GOMES DA SILVA (INCA). Câncer de próstata: vamos falar sobre isso?. Cartilhas, 2017. Acesso em: 11/11/2019. Disponível em: https://www.inca.gov.br/publicacoes/cartilhas/cancer-de-prostata-vamos-falar-sobre-isso 

INSTITUTO NACIONAL DE CÂNCER JOSÉ DE ALENCAR GOMES DA SILVA (INCA). Estimativa Incidência de Câncer no Brasil, 2018. Acesso em: 11/11/2019. Disponível em: http://www1.inca.gov.br/estimativa/2018/sintese-de-resultados-comentarios.asp 

INSTITUTO ONCOGUIA. Fisioterapia auxilia no pós-operatório e tratamento do câncer de próstata, 2018. Acesso em: 11/11/2019. Disponível em: http://www.oncoguia.org.br/conteudo/fisioterapia-auxilia-no-posoperatorio-e-tratamento-do-cancer-de-prostata/12450/7/ 

Autora: Letícia Noelle Corbo – Enfermeira graduada pela Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto – USP. Mestranda do Programa de Pós Graduação em Enfermagem Fundamental da Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (EERP-USP). Especialista em Oncologia pelo Hospital Israelita Albert Einstein. Currículo lattes: http://lattes.cnpq.br/8624667334893564 

Profa. Dra. Fabiana Faleiros Santana Castro – Professora Associada da Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto da USP, no Departamento de Enfermagem Geral e Especializada. Líder do Núcleo de Pesquisa e Atenção em Reabilitação Neuropsicomotora (Neurorehab). 

Profa. Dra. Marislei Sanches Panobianco – Professora Associada do Departamento Materno-Infantil e Saúde Pública da Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo. Coordenadora do Núcleo de Ensino, Pesquisa e Assistência na Reabilitação de Mastectomizadas – REMA, da EERP-USP. 

Profa. Dra. Soraia Assad Nasbine Rabeh – Professora Doutora Efetiva do Departamento de Enfermagem Geral e Especializada da Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo na graduação e pós-graduação. 

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Mais do que Outubro Rosa… Vamos falar sobre a saúde da mulher?

Mulheres…vocês vão ao ginecologista? Vocês realizam exames de rotina? E quanto aos exames de rastreamento do câncer de mama e colo de útero? Vocês sabem o que são esses exames e qual a sua importância?  Vamos falar um pouco sobre eles?  

Entre os cânceres que atingem a população feminina, esses exames são realizados para câncer de colo de útero, de mama e de colón e reto. Mas vocês ainda devem estar se perguntando o que são esses exames de rastreamento…. Vocês já ouviram falar no exame de Papanicolau e na mamografia? Pois bem, são esses os exames. Eles são realizados em pessoas saudáveis, com a finalidade de identificar alterações ou suspeita para serem investigados, ou seja, são exames de prevenção e detecção precoce, pois eles podem detectar o câncer no começo da doença, possibilitando maiores chances de sucesso no tratamento (BRASIL, 2010).  

O exame de Papanicolau pode ser feito nas unidades básicas de saúde, da Atenção Básica, por um enfermeiro ou pelo médico ginecologista; já para a mamografia é necessário o encaminhamento de um enfermeiro ou médico ginecologista.  

Para o rastreamento do câncer de colón e reto, os principais exames utilizados são: exame de fezes para pesquisa de sangue oculto e endoscopias (colonoscopia e retossigmoidoscopia) (BRASIL, 2003). 

É importante lembrá-las de que o Ministério da Saúde possui políticas públicas para o rastreamento do câncer de colo de útero e para o câncer de mama, e apresenta alguns requisitos: 

Rastreamento Câncer de mama (INCA, 2015)  

  • O exame que deve ser realizado é a mamografia;  
  • A idade recomendada é de 50 a 69 anos; 
  • E deve ser realizada a cada dois anos. 

Rastreamento do Câncer de Colo de Útero (INCA, 2016)  

  • O exame que deve ser realizado é o Papanicolau;  
  • A idade recomendada é de 25 a 64 anos ou mulheres que já tiveram relação sexual;  
  • E deve ser realizado a cada três anos, desde que tenha sido realizado em dois anos consecutivos, sem alterações nos exames.  

Vale lembrar que todos os cidadãos têm direito a realizar esses exames de rastreamento, inclusive mulheres com deficiência.  

SAIBA MAIS EM:  

BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Assistência à Saúde. Instituto Nacional de Câncer. Falando sobre câncer do intestino. Orientações Úteis ao Usuário Fatores de Risco e Proteção Rio de Janeiro: INCA, 2003. Acesso em 11/11/2019. Disponível em: https://www.inca.gov.br/sites/ufu.sti.inca.local/files//media/document//falando-cancer-intestino-2003.pdf 

BRASIL.  Ministério da Saúde.  Secretaria de Atenção à Saúde.  Departamento de Atenção Básica. Rastreamento.  Série A.  Normas e Manuais Técnicos Cadernos de Atenção Primária, n.  29.  Brasília, 2010. Acesso em 11/11/2019. Disponível em: http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/caderno_atencao_primaria_29_rastreamento.pdf 

INSTITUTO NACIONAL DE CÂNCER JOSÉ ALENCAR GOMES DA SILVA (INCA). Diretrizes para a Detecção Precoce do Câncer de Mama no Brasil. Rio de Janeiro, 2015. Acesso em 11/11/2019. Disponível em: https://www.inca.gov.br/sites/ufu.sti.inca.local/files//media/document//diretrizes_deteccao_precoce_cancer_mama_brasil.pdf 

INSTITUTO NACIONAL DE CÂNCER JOSÉ ALENCAR GOMES DA SILVA (INCA). Diretrizes brasileiras para o rastreamento do câncer do colo do útero. 2. Ed. Rio de Janeiro, 2016. Acesso em: 11/11/2019. Disponível em https://www.inca.gov.br/sites/ufu.sti.inca.local/files//media/document//diretrizesparaorastreamentodocancerdocolodoutero_2016_corrigido.pdf 

AUTORES:  

Renata Boer – Enfermeira. Mestranda do Programa de Pós-Graduação Enfermagem em Saúde Pública da Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo. Currículo Lattes.

Profa. Dra. Marislei Sanches Panobianco – Professora Associada do Departamento Enfermagem Materno-Infantil e Saúde Pública da Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo. Coordenadora do Núcleo de Ensino, Pesquisa e Assistência na Reabilitação de Mastectomizadas – REMA, da EERP-USP. 

Profa. Dra. Fabiana Faleiros Santana Castro – Professora Associada na Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto da USP, no Departamento de Enfermagem Geral e Especializada, Líder do Núcleo de Pesquisa e Atenção em Reabilitação Neuropsicomotora (Neurorehab). 

Profa. Dra. Soraia Assad Nasbine Rabeh – Professora Doutora Efetiva de Departamento de Enfermagem Geral e Especializada da Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo na graduação e pós-graduação.  

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Exercícios físicos na reabilitação pós-cirúrgica do câncer de mama

A mastectomia (cirurgia para retirada da mama) é um dos tratamentos realizados para o câncer de mama. Este tipo de cirurgia geralmente é acompanhado da retirada dos linfonodos axilares, o que provoca uma insuficiência do sistema linfático e pode causar um linfedema no membro superior do lado da cirurgia. O linfedema é definido como o acúmulo de líquido nos espaços entre as células, que leva ao inchaço do membro.  

O tratamento do linfedema tem como principais objetivos reduzir o volume do braço, restaurar a função e melhorar a aparência física. Inclui várias ações como uso de medicamentos, drenagem linfática manual, enfaixamento compressivo funcional, orientações sobre autocuidado, automassagem e exercícios físicos.  

Há alguns anos, acreditava-se que a mulher não deveria realizar exercícios físicos com o braço do lado operado, mas eles passaram a ser estimulados, uma vez que os estudos científicos mostram seus benefícios para a reabilitação da paciente, uma vez que auxiliam na prevenção, controle e tratamento do linfedema e das limitações de articulação e movimentos de braço e ombro, após a mastectomia.  

Os exercícios estimulam o bombeamento, a partir da contração muscular e, assim, aumentam o fluxo venoso e linfático. Podem ser realizados rotineiramente, até mesmo em casa, e sem uso de altas tecnologias. Nos primeiros dias após a cirurgia são recomendados exercícios que exijam menor força e menor amplitude. Eles não devem causar dor e cansaço excessivo e devem ser realizados sempre com os dois braços.  

Nos links abaixo você encontra um vídeo com exercícios físicos para reabilitação pós-cirurgia por câncer de mama e outros materiais informativos. 

SAIBA MAIS: 

https://www.youtube.com/watch?v=adEiVOGf718https://www.youtube.com/watch?v=adEiVOGf718

http://www.eerp.usp.br/rema/assistencia.html#exerc%C3%ADcios

http://www.eerp.usp.br/rema/ex1.html

http://www.eerp.usp.br/rema/ex2.html

http://www.journals.usp.br/fpusp/article/view/78368/82402

AUTORES: 

Ana Carolina Sipoli Canete – Enfermeira Licenciada pela Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto – USP. Mestranda do Programa de Pós-Graduação Enfermagem em Saúde Pública da Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (EERP-USP).  http://lattes.cnpq.br/1602625472431870 

Profa. Dra. Fabiana Faleiros Santana Castro – Professora Associada na Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto da USP, no Departamento de Enfermagem Geral e Especializada, Líder do Núcleo de Pesquisa e Atenção em Reabilitação Neuropsicomotora (Neurorehab). 

Profa. Dra. Marislei Sanches Panobianco – Professora Associada do Departamento Enfermagem Materno-Infantil e Saúde Pública da Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo. Coordenadora do Núcleo de Ensino, Pesquisa e Assistência na Reabilitação de Mastectomizadas – REMA, da EERP-USP. 

Profa. Dra. Soraia Assad Nasbine Rabeh – Professora Doutora Efetiva de Departamento de Enfermagem Geral e Especializada da Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo na graduação e pós-graduação.  

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Tradução para língua portuguesa do data set trato urinário inferior para indivíduos com Lesão Medular

A lesão medular (LM) é um evento catastrófico e incapacitante com importante impacto físico e psicológico, influenciando significativamente a qualidade e expectativa de vida das pessoas acometidas. Nos últimos anos, com o crescimento progressivo da violência urbana e da sobrevida das pessoas, houve um aumento importante dos casos de LM, com aproximadamente 2,5 milhões de pessoas afetadas no mundo, sendo 130.000 casos novos ao ano. As complicações decorrentes da LM são diversas, dentre elas, as disfunções do trato urinário merecem destaque, por serem responsáveis pela maior parte das morbidades e por cerca de 10% a 15% de mortalidade dessa população. No Brasil, não há instrumento específico para coleta de dados amplos para LM, como propõem os Data Sets da Spinal Cord InjuryAssociation (ISCoS). Assim, considerando o desafio da reabilitação vesical enfrentado por esta população, o presente estudo objetivou realizar o processo de tradução, adaptação e validação do Data Set do trato urinário inferior. Tratou-se de estudo quantitativo, metodológico, de delineamento transversal, dividido nas fases de tradução, realizado segundo as recomendações da ISCoS, e teste de confiabilidade inter e intraexaminadores, testado a partir do índice AC1 proposto por Gwet e o índice Kappa, contando com uma amostra de 50 participantes. Como resultado da fase de tradução, das nove questões que compunham o instrumento, apenas quatro termos apresentaram divergências e tiveram que ser revistos; e destes, um necessitou do acionamento do comitê da ISCoS. O perfil geral dos participantes foi composto de homens, com idade média de 39 anos, com LM de etiologia traumática e tempo de lesão inferior a dois anos. A confiabilidade interexaminadores mostrou-se adequada com valores acima de 0,5 em 100% das questões testadas com índice AC1 de Gwet; para o Kappa, o índice permaneceu acima de 0,5 em 70,5% das questões e foi observado que o índice AC1 de Gwet se mostrou superior ao Kappa em relação à prevalência de respostas com alta concordância. A avaliação da confiabilidade intraexaminador mostrou que o índice AC1 de Gwet, em oito das 17 questões avaliadas, ficou abaixo de 0,5. Já o índice Kappa ficou abaixo de 0,5 em cinco das 17 questões. Isso foi atribuído às temáticas das questões que tratavam dos temas de incontinência urinária e uso de dispositivos para incontinência e ao fato de os participantes estarem inseridos em programas de reabilitação, o que ocasionou mudanças no trato urinário durante o intervalo entre entrevistas, que foi de aproximadamente duas semanas. Foi observado ainda um alto índice de participantes que realizavam o cateterismo urinário (70%) e com uso de dispositivos para incontinência urinária (64%), assim é preciso avançar em estudos para o tratamento das disfunções que promovam também a continência urinária. Este estudo realizou a tradução e a validação para o português brasileiro do Data Set do trato urinário inferior segundo as recomendações da ISCoS, corroboradas pela literatura científica, gerando um instrumento confiável de coleta de dados clínicos sobre o trato urinário inferior para ser utilizado no Brasil, contribuindo para a reabilitação das pessoas com LM.

FALEIROS, F.; CORDEIRO, A. ; SILVA, J. C. F. E. ; TATE, D. G. ; GREVE, J. ; THOLL, A. D. . Tradução para língua portuguesa do Data Set Trato Urinário Inferior para indivíduos com Lesão Medular. Texto & Contexto Enfermagem, v. 27, p. 01, 2018.

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Instrumento para coleta de dados de pacientes adultos com artrite reumatoide

A artrite reumatóide é uma doença potencialmente incapacitante que traz repercussões biopsicossociais. Este estudo foi desenvolvido em um hospital de reabilitação com objetivo elaborar e validar um instrumento de coleta de dados para pacientes adultos com artrite reumatóide. A pesquisa foi estruturada em quatro etapas: elaboração do instrumento fundamentada no referencial teórico de Callista Roy, validação desse instrumento por um grupo de enfermeiros, aplicação do instrumento em quatro pacientes adultos com artrite reumatóide, e avaliação final. A validação do conteúdo foi realizada por enfermeiros com experiência assistencial em artrite reumatóide e conhecimento da teoria. Para a análise utilizou-se o teste Qui-quadrado, que mostrou concordância entre os juízes na avaliação da versão final do instrumento(p=0,368), além de uma avaliação positiva em relação à clareza, coerência e organização. Este estudo demonstrou que o instrumento validado é adequado para a sistematização da assistência de enfermagem na reabilitação de pacientes com artrite reumatóide.

MIRANDA, A. R. A. ; ARAÚJO, C.S. ; FALEIROS-CASTRO, F.S. . Instrumento para coleta de dados de pacientes adultos com artrite reumatóide. Revista de Enfermagem do Centro-Oeste Mineiro (RECOM), v. 2, p. 228-242, 2012.

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Uso de questionário online e divulgação virtual como estratégia de coleta de dados em estudos científicos

Este estudo teve como objetivo descrever o uso de questionário online e sua divulgação virtual como estratégia de coleta de dados na Alemanha. O questionário online foi elaborado com uma plataforma virtual, criando um link que foi divulgado em ambientes virtuais. Participaram 100 indivíduos alemães com Espinha Bífida; 149 pessoas visitaram o link, dessas 83 oriundas de fóruns virtuais, 27 e-mails, 26 redes sociais, dez do site da associação da espinha bífida alemã e três do site da universidade. Com 55,7% dos participantes, o meio de divulgação mais ágil para captação foi o fórum virtual. Sugere-se que esse modo de coleta de dados seja utilizado para pesquisas futuras, envolvendo diversos países, devido à rapidez, economia, bom aproveitamento de respostas e por permitir ultrapassar a barreira linguística. Políticas públicas que apoiem o acesso da população à internet são necessárias, para que esses estudos sejam realizados com êxito.

FALEIROS, F.; KAPPLER, C. O. ; SILVA, S. S. C. ; PONTES, F. A. R. ; GOES, F. S. N. ; CUCICK, C. D. . Use of Virtual Questionnaire and Dissemination as a Data Collection Strategy in Scientific Studies. Texto e Contexto. (UFSC Impresso), v. 25, p. 01-06, 2016.

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Reabilitação intestinal de indivíduos com lesão medular – Produção de vídeo

A lesão medular gera uma condição crônica de saúde ao indivíduo que sofre a injúria e pode acarretar complicações, como o intestino neurogênico. A depender do nível neurológico da lesão, há expectativas de resultados para o funcionamento intestinal e medidas educativas devem ser implementadas ainda na fase aguda da lesão, visando a reabilitação. Estudo de delineamento metodológico que objetivou produzir vídeo educativo com as manobras de esvaziamento intestinal a ser utilizado no preparo de indivíduos com intestino neurogênico. A pesquisa, aprovada pelo Comitê de Ética, foi realizada em quatro etapas: etapa 1: Produção do roteiro e storyboard elaborados a partir das diretrizes do Guia traduzido: “Intestino Neurogênico: Guia para Pessoas com Lesão Medular”; etapa 2: Produção dos instrumentos; etapa 3: Coleta de dados; e por fim etapa 4: Produção do vídeo educativo. Foram utilizados dois instrumentos para a validação do roteiro e storyboard. O instrumento para validação de conteúdo continha 15 questões, divididas em quatro sessões e o de validação técnica possuía 11 questões, divididas em três sessões. Em cada sessão dos instrumentos tinha um campo para sugestões. A validade de conteúdo do roteiro e storyboard foi realizada por um comitê de dez juízes de conteúdo e três juízes técnicos. Os resultados demonstraram que todos os juízes de conteúdo eram do sexo feminino, com idade entre 30 a 58 anos. Quanto à atuação profissional atual e maior titulação acadêmica, a maioria trabalhava na área de reabilitação e tinha mestrado. As alternativas “discordo fortemente” e “não sei”, não foram sinalizadas e a porcentagem de respostas total à opção “concordo fortemente” foi de 57,3% e “concordo” foi de 36,7%. A maioria das sugestões foi relacionada à mudança na linguagem, visando adequação ao público-alvo e para incrementar o uso de fotografias, figuras e animações. Quanto aos juízes técnicos, a maioria era do sexo masculino, com idade entre 37 a 45 anos. Atuavam como analista em mídias digitais e tecnologias educacionais, produção multimídia e em sistemas de informação, com predomínio do título de especialização. A porcentagem total de respostas “concordo fortemente” foi de 78,8% e “concordo” de 21,2%. Ressaltaram nas sugestões, o cuidado na edição e escolha dos recursos audiovisuais, de maneira a favorecer o interesse e a atenção do usuário. Cada item do instrumento de validação do roteiro e storyboard do vídeo obteve mais de 70% do conceito “concordo fortemente” e/ou “concordo” pelos juízes. Posteriormente o roteiro e storyboard foram adequados e as sugestões analisadas e acatadas conforme pertinência. A gravação do vídeo ocorreu no Centro de Simulação e no Centro de Informática de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo. A produção do vídeo favoreceu a utilização da prática baseada em evidência e contribuirá para o aprimoramento da assistência de enfermagem, com enfoque na educação de indivíduos com intestino neurogênico e seus cuidadores, além de se constituir em ferramenta tecnológica que poderá ser utilizada em ambiente de aprendizagem virtual e presencial.

CAMPOY, L. ; RABEH, S. A. N. ; NOGUEIRA, P. ; FALEIROS, F. . Reabilitação intestinal de indivíduos com lesão medular: produção de vídeo. Revista Brasileira de Enfermagem, v. 71, p. 01, 2018.

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Participação social e autonomia pessoal de indivíduos com Lesão Medular

Objetivo: Investigar, a partir da literatura, evidências acerca da participação social e autonomia pessoal de indivíduos com lesão medular.

Método: Revisão integrativa incluindo estudos publicados entre janeiro de 2006 e setembro de 2016 obtidos nas bases PubMed, CINAHL e LILACS. Definiu-se como questão norteadora: “Quais são as evidências disponibilizadas na literatura científica acerca da participação social e/ou da autonomia pessoal de indivíduos com lesão medular?”. Os dados foram processados pelo IraMuTeQ e analisados pela Classificação  Hierárquica Descendente em conformidade com a expertise dos pesquisadores no tema.

Resultados: Seis estudos selecionados discorreram sobre a participação social, um sobre a autonomia pessoal e dois sobre ambas. Foram retidos 107 segmentos de texto, resultando na formação de cinco classes.

Conclusão: Há pouca especificidade em relação às características da participação social e da autonomia pessoal de indivíduos com lesão medular. A existência de barreiras obriga-os a adotar táticas para participar de forma autônoma. Descritores: Participação da Comunidade; Participação Social; Autonomia Pessoal; Traumatismos da Medula Espinhal; Reabilitação.

ANDRADE, V. S. ; SANTOS, C. B. ; BALESTRERO, L. M. ; FALEIROS, F. . Participação Social e Autonomia pessoal de Indivíduos com Lesão Medular. Reben – Revista Brasileira De Enfermagem, v. 72, p. 01, 2018.

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