Guia de Atividade Física para a População Brasileira

Na última quarta-feira (7), num evento on-line no canal do YouTube da Sociedade Brasileira de Atividade Física (SBAFS), ocorreu a divulgação do Guia de Atividade Física para a População Brasileira. “O guia é extremamente importante para embasar políticas e ações públicas de promoção de atividade física e incentivar a população a se exercitar, para que todos sejam ativos fisicamente no dia a dia e, portanto, mais saudáveis”, afirma Alex Florindo, pesquisador da USP e um dos cerca de 70 cientistas que desenvolveram o guia. A publicação é coordenada pelo epidemiologista Pedro Hallal, da Universidade Federal de Pelotas (UFPel), e foi financiada pelo Ministério da Saúde, que lançou o documento há uma semana, em evento sem a presença dos pesquisadores.

“Nós sabemos que hoje a atividade física é uma das principais variáveis de promoção da saúde, qualidade de vida e prevenção de doenças”, afirma Florindo. A prática regular dessas atividades está relacionada ao combate de doenças como câncer, diabete e obesidade, o que contribui para a saúde da população. Segundo Florindo, estudos  epidemiológicos recentes descrevem o efeito dessa prática na prevenção de casos graves de covid-19, afirmando a importância da área na saúde pública. Isso envolve orientações em nível governamental e populacional para incentivar a população à prática de atividades físicas, embasamento de políticas públicas para essa promoção e orientação aos profissionais da área. 

De acordo com Florindo, em relação a projetos na área, esse pode ser considerado um dos maiores no mundo, devido à diversidade e quantidade de pesquisadores de todo o Brasil envolvidos. A comissão científica contou com seis especialistas, representantes de cada região do Brasil, além de técnicos do Ministério da Saúde e da Organização Pan-Americana de Saúde (Opas) e outros profissionais experientes na área, que utilizaram as evidências científicas mais atuais para a construção do documento de 50 páginas, de forma simples, direta e atrativa ao público. 

Ministério da Saúde lançou o guia há uma semana – Foto: Divulgação

Os pesquisadores desenvolveram durante dois anos trabalhos voltados para as melhores orientações físicas em cada ciclo da vida; crianças, até 5 anos; jovens, entre 6 e 17 anos; adultos, 18 anos ou mais; e idosos, 60 anos ou mais. Entre as categorias que compõem os oito capítulos do documento que serão discutidos na apresentação, também foram abordadas a educação física escolar e a atividade física para gestantes e para pessoas portadoras de deficiência. Para crianças no primeiro ano de vida, a recomendação é que fiquem pelo menos 1 hora por dia de bruços. Já para as mais crescidas, de 1 a 5 anos, a recomendação é que sejam praticadas pelo menos 3 horas por dia de atividade física. Para jovens, a recomendação é de pelo menos 1 hora por dia de atividade física. Os adultos, idosos e gestantes receberam a recomendação de pelo menos 150 minutos de atividade por semana. As recomendações de cada faixa etária também se aplicam para pessoas com deficiência.

 A vida ativa e o sedentarismo são multifatoriais, isto é, envolvem uma gama de fatores, que são abordados no documento. Florindo explica que existem fatores mais próximos às pessoas, como autoeficácia, apoio social,  cultural, e fatores externos, como ambiental, social e político. “O  guia visa a trabalhar com essa amplitude de questões que podem estar relacionadas com a promoção da atividade física, para que contribua para a saúde da população”, completa. 

Segundo informações do evento, o guia tem enorme potencial de orientar políticas públicas, incentivar a população em geral e contribuir na atuação dos diversos profissionais da área da saúde na próxima década, ao passo que traz recomendações para toda a população brasileira de como adotar um estilo de vida ativo, além de apresentar sugestões para gestores públicos sobre como incorporar a promoção de atividade física como uma política eficaz de promoção da saúde do curto ao longo prazo. 

O Ministério da Saúde distribuirá 74 mil exemplares do guia para Secretarias Estaduais e Municipais de saúde e enviará o documento para profissionais e usuários do Programa Academia da Saúde, Centros de Reabilitação com foco na atenção às pessoas com deficiência visual, ministérios e órgãos governamentais. Em formato digital, o guia está disponível em portuguêsinglêsespanholaudiobook — democratizando o acesso a estrangeiros e refugiados que residem no Brasil que usam o Sistema Único de Saúde (SUS) — e em versão para gestores e profissionais da saúde

Acesse o Guia completo em PDF clicando aqui.

Fonte: Jornal da USP

Animação explica evolução humana para crianças em língua de sinais

A animação da série de divulgação científica Evolução para Todes, iniciativa criada pelo Laboratório de Arqueologia e Antropologia Ambiental e Evolutiva (LAAAE) da USP, tem agora uma nova versão com intérprete da Língua Brasileira de Sinais (Libras). Usada pela comunidade de surdos no Brasil e reconhecida como uma língua oficial, a comunicação em Libras pode fazer a inclusão de mais crianças e jovens no processo do conhecimento.

Vinculado ao Instituto de Biociências (IB) da USP, o projeto busca explicar com linguagem fácil e lúdica conceitos sobre evolução humana, além de arqueologia e antropologia. O diferencial da animação é a utilização de elementos da cultura brasileira na produção, iniciativa que é trabalhada por uma equipe multidisciplinar formada, além de cientistas, por profissionais de comunicação, marketing digital, design, programação, produção audiovisual, animação e educação em afro-alfabetização.

O projeto é liderado pelas pós-graduandas Mariana Inglez, Lisiane Müller e Eliane Chim, do LAAAE, com a supervisão dos professores Rui Murrieta, do Instituto de Biociências, e André Strauss, do Museu de Arqueologia e Etnologia (MAE), além de Rodrigo Oliveira, pesquisador colaborador. Também conta com o apoio do Instituto Serrapilheira de fomento à pesquisa e à divulgação científica no Brasil.

Confira o vídeo com a versão em língua de sinais:

Fonte: Jornal da USP

Vídeos sobre COVID-19 com foco nas pessoas com deficiência do Ministério da Saúde e UNA-SUS

Segundo os dados do Censo 2010, corroborados na Nota técnica IBGE 01/2018, o Brasil possui 12,7 milhões de pessoas com algum tipo de deficiência, o que corresponde a 6,7% da população brasileira. A Pesquisa Nacional de Saúde (PNS-2013), por sua vez, estimou que 6,2% da população brasileira possuía pelo menos uma das seguintes deficiências: auditiva, física, intelectual e visual.

Para informar e acolher essa população de forma integral nesse período de pandemia, o Ministério da Saúde – por meio das Secretarias de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde (SGTES) e de Atenção Especializada em Saúde (SAES) – lançou, em parceria com a UNA-SUS, cinco vídeos voltados para os seguintes públicos:

1) Cuidado à pessoa com mobilidade reduzida no contexto da COVID-19;​

2) Cuidado à pessoa com deficiência auditiva no contexto da COVID-19;

3) Cuidado à pessoa com deficiência visual no contexto da COVID-19;

4) Cuidado à pessoa com deficiência Intelectual / Transtorno do Espectro Autismo (TEA) / Deficiências Múltiplas no contexto da COVID-19;

5) Cuidado à pessoa com limitações na comunicação no contexto da COVID-19;

De acordo com o coordenador-geral de saúde da pessoa com deficiência, Angelo Roberto Gonçalves, a produção desses vídeos foi motivada pela necessidade de adequar e disseminar informações acessíveis relativas aos cuidados em saúde para pessoas com deficiência no contexto do emergência decorrente da pandemia pela COVID-19. “Assim como a população geral, as pessoa com deficiência precisam ter garantia de que as orientações lhes sejam repassadas de forma acessível e inclusiva, trazendo também informações específicas às suas condições de saúde”, destaca.

Segundo Gonçalves, a produção dos vídeos buscou atender também às solicitações apontadas pelo movimento social das pessoas com deficiência em várias instâncias das quais a Coordenação Geral de Saúde da Pessoa com Deficiência (CGSPD) participou nos últimos meses.

“A nossa expectativa é de que a divulgação desses vídeos seja em grande extensão. De forma que todas pessoas com deficiência, bem como suas famílias, cuidadores, profissionais da saúde, educação, assistência social, além da sociedade como um todo possam conhecê-las e incorporar às suas rotinas diárias”, enfatiza.

Para saber mais sobre esses e outros recursos educacionais sobre COVID-19, acesse: https://www.unasus.gov.br/especial/covid19/

Fonte: UNA-SUS

Colostomia virtual

Olá!

O Colostomia Virtual foi desenvolvido por Ana Karine da Costa Monteiro (Doutora em Enfermagem – Programa de Pós-Graduação em Enfermagem da Universidade Federal do Piauí), sob orientação da Professora Doutora Elaine Maria Leite Rangel Andrade (Professora do Programa de Pós-Graduação em Enfermagem da Universidade Federal do Piauí e Líder do Grupo de Estudo, Pesquisa e Extensão em Tecnologias de Informação e Comunicação (GEPETEINCO).

No Colostomia Virtual você encontrará informações sobre: colostomia, bolsas coletoras (equipamentos coletores) e adjuvantes, cuidados com a colostomia e pele ao redor (pele periestomia), possíveis anormalidades na colostomia e pele ao redor (pele periestomia), mudanças na alimentação, vestimenta (roupas), prática de atividades físicas, sexualidade e direitos das pessoas com colostomia. Estas informações permitirão a  reabilitação precoce, adequação da colostomia às atividades de vida diária, e expansão do conhecimento sobre a temática.O AVA está disponível no endereço eletrônico www.colostomiavirtual.com.br e organizado em cinco módulos que tem a mesma estrutura: objetivos, conteúdo, vídeos com narrativas do tipo storytelling que contam a história de uma mulher que foi submetida a confecção de colostomia após ser ferida no abdômen durante um assalto e que necessita da ajuda de sua família para o cuidado da estomia, fóruns de discussão que permitem a interação no AVA entre os participantes do estudo, exercícios de fixação do conteúdo do tipo quiz, podcasts com depoimentos de pessoas colostomizadas sobre temas que geram dúvida, como por exemplo, a presença da estomia e a sexualidade e o box “Saiba Mais”.

  • Módulo 1: Realização da colostomia
  • Módulo 2: Bolsas coletoras e adjuvantes
  • Módulo 3: Cuidados com a colostomia e pele ao redor (pele periestomia)
  • Módulo 4:Possíveis anormalidades na colostomia e pele ao redor (pele periestomia)
  • Módulo 5: Vivendo com colostomia

Acesse os módulos clicando aqui.

Astrotubers usam a internet para ensinar astronomia de maneira fácil e divertida

Você já ouviu falar que o sol nasce no leste? Ou que as bússolas sempre apontam para o pólo norte? Apesar de ser comum escutar afirmações como estas, o estudo da astronomia demonstra que elas são incorretas. Para desvendar estas e outras questões do universo, o canal AstroTubers reuniu pesquisadores e profissionais da área astronômica na produção de vídeos no Youtube. O objetivo é tornar acessível ao público, com linguagem fácil de entender, pesquisas e outros estudos acadêmicos sobre física e astronomia, além de combater notícias falsas que circulam nas redes sociais.

O AstroTubers é portanto uma plataforma de divulgação científica, o diferencial está em seus membros, todos astrônomos de diversas universidades do Brasil, alguns deles do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas (IAG) da USP, em São Paulo. Eles criaram o grupo após uma reunião da Sociedade Astronômica Brasileira (SAB), em 2017, para despertar nos jovens o gosto pela ciência. Hoje a entidade certifica o conteúdo do canal, que também tem o selo SVBR, Science Vlogs Brasil, que atesta a qualidade da divulgação científica no Youtube.

“O projeto iniciou com mais de 40 membros. Atualmente somos pouco mais de dez, bastante ativos no canal”, conta Marcelo Rubinho, doutorando do IAG e membro do AstroTubers. Segundo ele, as inspirações para a criação dos vídeos estão nos interesses de cada participante, além das suas áreas de pesquisa. 

Rubinho, por exemplo, encontra inspiração em quase tudo, já que para ele a física e a astronomia estão em muitos lugares. Não à toa, ele já produziu sobre a astronomia envolvida no filme de animação Mulan, da Disney; sobre frases incorretas atribuídas à astronomia; paradoxos da ciência e malefícios causados por muitos satélites no espaço.

Marcelo Rubinho, doutorando do IAG e membro do AstroTubers – Foto: Arquivo pessoal

Para poder produzir um vídeo para os Astrotubers, o roteiro precisa ser aprovado por uma comissão de revisão, composta por membros do próprio canal. Quando aprovada, a produção é encaminhada para a edição, que passa mais uma vez por revisão, antes de ser publicada. “Por mais que sejamos astrônomos, a gente sempre acaba errando, então sempre precisamos das correções científicas dos nossos pares”, explica Rubinho.

Mirian Castejon, doutoranda de astronomia no IAG, é outra integrante do Astrotubers. As produções da pesquisadora estão relacionadas, principalmente, aos conglomerados de galáxia e à técnica de lentes gravitacionais, assuntos estudados por ela.

“Gosto muito da parte histórica, então gravei um vídeo sobre eclipse, em que o efeito é gerado pela lente gravitacional, e sobre o dia da astronomia, que foi criado em homenagem a D. Pedro II”, disse.

Apaixonada por divulgação científica desde o ensino médio, ela decidiu fazer parte do canal por acreditar que as pessoas devem conhecer melhor o mundo científico para entender a necessidade de investimentos na área. “Muitos questionam as missões espaciais, mas na tentativa de mandar pessoas para Marte, por exemplo, ao construir coisas que irão para outros planetas, há uma tecnologia desenvolvida aqui. Pode parecer ficção científica, mas no futuro isso é muito possível”.

Mirian Castejon, doutoranda de astronomia no IAG, integrante do Astrotubers – Foto: Arquivo pessoal

Não só para Mirian, mas também para Rubinho, a importância de abordar a ciência de maneira acessível, como fazem através do canal, está em quebrar barreiras entre a Universidade e a sociedade. “É um exercício que todo pesquisador deve fazer, porque a pesquisa não pode ficar só na Universidade e nem só o produto dela deve ser aproveitado. As pessoas precisam saber que a ciência existe no Brasil”, afirmou Mirian, ressaltando que a falta de conhecimento sobre ciência impede que a sociedade apoie os pesquisadores. 

Rubinho ressalta que essa lacuna existente entre as pessoas e os cientistas, por vezes, acaba sendo preenchida por negacionistas científicos, e isso pode ser perigoso. “Se continuarmos marginalizando a divulgação científica, não só a astronomia, mas também a ciência podem morrer. A divulgação científica não é algo para fazermos só quando dá. No estado atual do Brasil é algo imprescindível”.

Clique aqui para ver o Canal dos Astrotubers.

Fonte: Jornal da USP

Vídeos ensinam pais no tratamento comportamental para crianças com autismo

Material criado pela Agência FAPESP orienta como fazer com que as crianças com autismo olhem para as pessoas e observem também o que acontece ao redor delas. Os vídeos estão disponíveis para serem usados sem custo.

Assista ao vídeo:

Fonte: Agência FAPESP

Cartilha traz orientações sobre alimentação e compulsão alimentar durante a pandemia

Nesses vários meses de pandemia, a população começou a expor suas preocupações com a alimentação, pois muitas famílias que antes faziam as refeições fora de casa passaram a cozinhar em casa. Para ajudar nesse quesito, a aluna de pós-graduação Shauana Rodrigues Silva Soares, da Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto (EERP) da USP, desenvolveu a cartilha Alimentação e comportamento alimentar diante da pandemia de covid-19. O intuito do material é apresentar recomendações nutricionais que incentivem a população a adotar uma alimentação mais adequada e saudável.

A cartilha foi elaborada como parte do estudo “O impacto do isolamento social causado pela covid-19 no comportamento alimentar e consumo de álcool em pessoas com e sem transtornos alimentares”, que é realizado pelo Grupo de Estudos do Comportamento Alimentar e Transtornos Alimentares (GeComTA) da EERP, com orientação da professora Rosane Pilot Pessa. De acordo com a professora, dados preliminares do estudo apontam que, devido à pandemia, as pessoas apresentaram significativas alterações na alimentação.

A professora Rosane afirma que não foram feitas análises estatísticas muito profundas, mas os dados obtidos mostram que as pessoas têm consumido mais alimentos processados fornecidos por delivery, ingerido menos água e que os distúrbios de ansiedade e compulsão estão provocando uma maior ingestão de comida.

Com isso, o estudo se mostrou importante por significar e responder sobre as mudanças que ocorrem no comportamento alimentar da população diante do isolamento social. De acordo com Shauana, a cartilha reforça a importância de compreender o momento presente e a necessidade de informações confiáveis baseadas em evidências científicas como forma de combate às doenças e notícias falsas que circulam nas mídias. “Por isso optamos por criar este material. A ideia é disponibilizar materiais educativos ao longo do desenvolvimento do estudo, a partir das informações obtidas pela coleta de dados.”

Segundo a estudante, o material foi montado com base na literatura científica sobre recomendações para uma alimentação saudável e comportamento alimentar consciente, além dos cuidados para a higienização e o armazenamento dos alimentos. Com o conteúdo definido, buscaram adequar a linguagem para um melhor entendimento do público, com imagens simples e atraentes.

A pesquisadora conta que foram muitos os desafios, como adaptar a linguagem para um público mais amplo, selecionar imagens que ilustrassem o conteúdo, construir uma identidade única para o material ao falar, por exemplo, das sensações de fome e saciedade, apresentar atividades práticas para definir a quantidade de comida a ser consumida de forma apropriada, e, ainda, encontrar referências de órgãos governamentais e instituições de renome. 

Ainda assim, tanto Rosane quanto Shauana se orgulham do trabalho feito. “O material é o primeiro fruto da construção do meu mestrado. Me sinto grata por estar desenvolvendo um estudo de tamanha importância na USP, ao lado de pessoas que são referência para a continuidade de pesquisas sobre o comportamento alimentar e os transtornos alimentares. É preciso que nós, Universidade e pesquisadores, exerçamos nosso compromisso em contribuir para a melhora da qualidade de vida da população com a oferta de informações acessíveis e de qualidade”, diz Shauana. 

A professora Rosane destaca que, em meio a um período tão singular, não há espaço para a falta de cuidado e a EERP se mostra um grande exemplo por produzir tantos materiais educativos, treinamentos, palestras e pesquisas sobre a pandemia.

Clique aqui para baixar a cartilha.

Fonte: Jornal da USP

Literatura Acessível

O projeto traz uma proposta de multiplicidade, estimula o protagonismo da diversidade e propõe discussão saudável, na perspectiva inclusiva, dentro e fora das escolas.

Este projeto nasceu e foi idealizado através da inquietação de uma das autoras, a Carina Alves, quando em sua banca de defesa da dissertação de mestrado ela foi indagada sobre o que faria com as histórias contadas em sua pesquisa. Ela sem ter pensado nisso se surpreendeu e começou a pensar. Uma das doutoras da banca disse:

“Pense nas crianças, a base da nossa educação precisa saber e aprender mais sobre a diversidade humana”.Professora Dra. Marcia Campeão.

Isso, em 2014 quando Carina saiu desta banca inquieta pensando o que fazer e teve a ideia de escrever para crianças. Ainda em 2014, ela escreveu e publicou a primeira história : A Menina que perdeu a perna. Em 2015 ganhou fôlego para, no ano dos Jogos Rio 2016, lançar a segunda história: O Menino que escrevia com os pés, já em um formato mais amplo, pois contemplou também a versão em libras e o multilinguismo, em português e alemão, pensando nos filhos de refugiados de guerra.

Ainda em 2016, Carina viajou a trabalho com sua parceira Mari Meira e lá tiveram a ideia de mais um livro. Foi quando numa estação de trem em Coimbra, em Portugal elas escreverem A Princesa que Tinha um Cromossomo a Mais. Lançaram o livro em 2017.  Com o sucesso e a vontade de dizer para o mundo que a diversidade humana existe e precisa ser compreendida e respeitada, surgiram mais ideias: “Se estamos escrevendo sobre pessoas que têm alguma característica, alguma deficiência, temos que pensar mais em acessibilidade. Queremos que todos e todas tenham a possibilidade de ler todos os nossos livros”. E aí surge a necessidade em ampliar os mecanismos de acesso, quando pesquisando, em parceria com o Instituto Politécnico de Leiria, em Portugal, foi possível pensar nas versões em pictograma. Através da incansável pesquisa, veio a ideia do braille e da audiodescrição, além de libras. Sem recursos naquele momento, o projeto começou a buscar possibilidades de torná-lo em multiformato, uma realidade.

Em 2018 submeteram o projeto na Lei de Incentivo a Cultura. O projeto foi aprovado e agora estão aqui contando essa história para vocês. Este ano, farão o lançamento da quarta história: O Melhor Amigo da Bengala, além do lançamento de todos os livros em multiformato (braille, libras, pictogramas e audiodescrição) e multilinguismo (português e alemão).

Para ter acesso aos livros, clique aqui.

Objetivos de Desenvolvimento Sustentável

O Projeto Literatura Acessível está alinhado com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, também conhecidos como ODS, que foram estabelecidos em 2015 pela Organização das Nações Unidas (ONU).

Os ODS foram ratificados por todos os países da ONU e entraram em vigor no dia 1º de janeiro de 2016, tendo como prazo o ano de 2030 para serem implementados. São 17 Objetivos e 169 metas que envolvem temáticas como: a erradicação da pobreza, igualdade de gênero, redução de desigualdades, segurança alimentar, energia, saneamento, mudanças climáticas, entre outras.

Os temas abordados nos livros e as ações do projeto se alinham com os objetivos 4 e 5 da ODS. O Objetivo 4 é assegurar a educação inclusiva e equitativa de qualidade, e promover oportunidades de aprendizagem ao longo da vida para todos. E o quinto objetivo é alcançar a igualdade de gênero e empoderar todas as mulheres e meninas.

Fonte: Literatura Acessível

Aprendizagem e diversão com segurança

Cartilha produzida por docentes e alunas do Núcleo de Estudos sobre a Criança e o Adolescente (NECA) do curso de Enfermagem da Universidade Federal de São João del-Rei, Campus Centro Oeste. Trata-se de um material educativo, validado por especialistas e profissionais da educação, o que confere qualidade e confiabilidade às informações aqui apresentadas.

Esperamos que o conteúdo deste material possa apoiar as escolas nos cuidados com os brinquedos, objetos essenciais para o aprendizado na infância, e que no atual momento de pandemia requerem cuidados para o uso seguro. Reconhecemos que este material é uma forma de contribuir com o enfrentamento da pandemia pelo novo Coronavírus. Estamos certos que unir esforços se torna fundamental para superação dos desafios que estamos vivendo.

Cartilha orienta crianças a identificarem situação de violência na pandemia

O isolamento social exigido pela pandemia do coronavírus desencadeou um processo adicional. A hiperconvivência ou excesso de tempo juntos expôs as relações ao desgaste, potencializando o estresse familiar. Nos grupos de pessoas em situação de vulnerabilidade social, o confinamento em casa, o afastamento das atividades escolares, a multiplicidade de tarefas exigidas para os adultos responsáveis e a perda de renda das famílias podem aumentar, ainda, o risco da violência intrafamiliar, especialmente dirigida a crianças e adolescentes.

Além de trabalhar na conscientização de adultos sobre o tema, um grupo de pesquisadores da USP em Ribeirão Preto desenvolveu a cartilha Não ao Coronavírus, sim à proteção!  para instruir as próprias crianças e adolescentes a identificarem situações de violência. O material, que conta com o apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), indica onde e como procurar ajuda.

“O objetivo é que a cartilha chegue nos serviços, como Cras, Creas e escolas públicas e privadas, e que o material seja divulgado e compartilhado com o maior número de famílias para mostrar a importância da proteção social de crianças e adolescentes”, afirma a professora Maria das Graças Bomfim de Carvalho. Ela coordena o Núcleo de Estudos e Pesquisa do Programa de Assistência Primária de Saúde Escolar (Proase), que desenvolveu todo o texto e os personagens da cartilha. Formado por pesquisadores e profissionais de áreas como serviço social, enfermagem, direito e psicologia, o grupo atua desde 1985 na Escola de Enfermagem da USP em Ribeirão Preto com grupos escolares, adolescentes e crianças vítimas de violência doméstica e institucional.

Não pode ser segredo

Falando diretamente com o leitor, a cartilha apresenta dados sobre o vírus, medidas simples de prevenção e mostra exemplos de situações fáceis de identificar, mas que “não podem ficar em segredo”. 

Três páginas ilustradas são totalmente dedicadas a informar sobre como funciona o atendimento no Centro de Referência da Assistência Social (Cras), o acolhimento no Centro de Referência Especializado da Assistência Social (Creas) e o acompanhamento do Conselho Tutelar, instituições que são especializadas no atendimento destes casos. 

De acordo com professora Maria das Graças, a cartilha Não ao Coronavírus, sim à proteção! será distribuída nas Secretarias de Saúde, Educação e Assistência Social de Ribeirão Preto. 

Acesse o material completo aqui.

Fonte: Jornal da USP

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