Contratação de pessoa com deficiência

Mesmo com as mudanças na sociedade e os avanços na legislação brasileira, muitas empresas ainda encaram a contratação de pessoa com deficiência (PcD) como uma obrigação legal, passível de multas em caso de descumprimento. 

Entretanto, essas organizações não percebem que incluir pessoas com deficiência no quadro de funcionários da empresa representa muito mais do que apenas se enquadrar na lei e evitar penalidades. 

A contratação de PcDs torna o local de trabalho um ambiente mais inclusivo e humanizado para todos os colaboradores. Neste artigo você vai entender melhor como a contratação de pessoa com deficiência pode trazer resultados positivos para a sua empresa. 

Segundo a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (Lei 13.146/2015), considera-se pessoa com deficiência aquela que possui “impedimento de longo prazo de natureza física, mental, intelectual ou sensorial” os quais, em momentos de interação, podem impossibilitar uma participação completa e efetiva na sociedade nas mesmas condições que os demais cidadãos.

Logo, as pessoas com deficiência, também chamadas de PcDs, apresentam limitações no desenvolvimento igualitário das atividades, se enquadrando nas seguintes categorias do Decreto 3.298/1999

  • Deficiência física: alteração completa ou parcial de uma ou mais partes do corpo humano, provocando o comprometimento da função física.
  • Deficiência auditiva: perda bilateral, parcial ou total, de 40 decibéis (dB) ou mais.
  • Deficiência visual: cegueira com acuidade visual igual ou menor de 0,05 no melhor olho, baixa visão com acuidade visual entre 0,3 e 0,05 no melhor olho, e somatória do campo visual de ambos os olhos igual ou menor que 60º. 
  • Deficiência mental: funcionamento intelectual significativamente inferior à média.
  • Deficiência múltipla: associação de duas ou mais deficiências.

Legislação trabalhista

Visando garantir a inclusão de pessoas com deficiência no mercado de trabalho, a chamada Lei de Cotas para Deficientes (Lei 8.213/1991) determina a obrigatoriedade da contratação de PcDs por parte das empresas. 

De acordo com a lei, organizações a partir de 100 empregados devem destinar entre 2% a 5% de suas vagas a profissionais reabilitados ou portadores de deficiência. 

A porcentagem deve atender à seguinte proporção: 

  1. até 200 empregados…………………………….2%; 
  2. de 201 a 500………………………………………..3%;
  3. de 501 a 1.000……………………………………4%;
  4. de 1.001 em diante………………………………5%.

Cumprir com a cota mínima de PcDs contratadas é uma obrigação da empresa. E mesmo que não haja profissionais totalmente adequados para o cargo, é responsabilidade social da organização oferecer treinamentos internos e capacitação de novos colaboradores.

Mas se ainda assim a empresa não fechar a cota estabelecida, é possível realizar um acordo com o Ministério Público do Trabalho instituindo prazos para regularizar a situação. 

Se dentro do prazo estabelecido a organização não contratar o número mínimo de PcDs, cabe à gestão apresentar todos os registros e tentativas empregadas na busca de profissionais com deficiência como argumento para evitar multas e ações judiciais.

Por que contratar pessoas com deficiência?

Segundo o último Censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Brasil concentra 45 milhões de pessoas com deficiência, número que representa cerca de 24% da população. 

Contudo, no mercado de trabalho apenas 0,9% das carteiras assinadas pertencem aos profissionais PcDs. Esses dados demonstram que a presença de pessoas com deficiência nas empresas ainda é baixa. 

E mesmo sendo uma obrigação determinada por lei, a contratação de PcDs significa muito mais do que um dever dos empresários. Contar com esses profissionais no time de funcionários traz vantagens para a equipe como um todo e para o ambiente da empresa. 

Confira alguns benefícios que a contratação de pessoa com deficiência traz para o ambiente de trabalho: 

  • Gestão mais humanizada

Com a presença de PcDs na equipe, os gestores desenvolvem uma nova visão dos colaboradores, passando a compreender que cada funcionário é diferente e possui suas próprias limitações, independente de possuir alguma deficiência.

A partir desta nova visão é possível realizar melhorias no processo de administração de pessoal e no ambiente organizacional.

  • Eliminação de preconceitos

Quando a equipe passa a conviver diariamente com profissionais com deficiência, o antigo julgamento de incapacidade e desconfiança é eliminado. 

Afinal, o relacionamento diário no ambiente de trabalho faz com que os demais colaboradores percebam o quanto as pessoas com deficiência são produtivas, independentes e responsáveis.

  • Mais acessibilidade 

Em alguns casos, contar com PcDs na equipe resulta em melhorias na estrutura física da empresa, proporcionando maior acessibilidade e segurança tanto para estes profissionais quanto para demais visitantes que possam se tornar clientes no futuro.

A contratação de pessoa com deficiência

Assim como qualquer outro processo de seleção, a contratação de pessoas com deficiência deve buscar os profissionais mais adequados para os cargos em aberto. 

Contudo, as diferenças no processo seletivo de PcDs exigem o auxílio de uma empresa com experiência em processos de recrutamento e seleção de profissionais. 

Afinal, as vagas em aberto devem ser coerentes com as limitações dos profissionais, proporcionando, ao mesmo tempo, toda a segurança necessária para os trabalhadores.

Fonte: Jornal Contabil

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Folha informativa – COVID-19

  • A Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou, em 30 de janeiro de 2020, que o surto da doença causada pelo novo coronavírus (COVID-19) constitui uma Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional – o mais alto nível de alerta da Organização, conforme previsto no Regulamento Sanitário Internacional. Em 11 de março de 2020, a COVID-19 foi caracterizada pela OMS como uma pandemia.
  • Foram confirmados no mundo 4.618.821 casos de COVID-19 (93.324 novos em relação ao dia anterior) e 311.847 mortes (4.452 novas em relação ao dia anterior) até 18 de maio de 2020.
  • A Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) e a OMS estão prestando apoio técnico ao Brasil e outros países, na preparação e resposta ao surto de COVID-19.
  • Medidas de proteção: lavar as mãos frequentemente com água e sabão ou álcool em gel e cobrir a boca com o antebraço quando tossir ou espirrar (ou utilize um lenço descartável e, após tossir/espirrar, jogue-o no lixo e lave as mãos).
  • Se uma pessoa tiver sintomas menores, como tosse leve ou febre leve, geralmente não há necessidade de procurar atendimento médico. O ideal é ficar em casa, fazer autoisolamento (conforme as orientações das autoridades nacionais) e monitorar os sintomas. Procure atendimento médico imediato se tiver dificuldade de respirar ou dor/pressão no peito.

-Informações do Ministério da Saúde do Brasil: https://coronavirus.saude.gov.br/

-Unidades Básicas de saúde e hospitais de referência, por estado e município brasileiro: https://coronavirus.saude.gov.br/sobre-a-doenca#hospitais-referencia

Fonte: OPAS Brasil

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O que é pessoa com deficiência?

Pessoas com deficiência são aquelas que têm impedimento de médio ou longo prazo de natureza física, mental, intelectual ou sensorial, o que, em interação com uma ou mais barreiras, pode obstruir sua participação plena e efetiva na sociedade em igualdade de condições com as demais pessoas.

Como qualquer cidadão, as pessoas com deficiência têm o direito à atenção integral à saúde e podem procurar os serviços de saúde do Sistema Único de Saúde (SUS) quando necessitarem de orientações ou cuidados em saúde, incluindo serviços básicos de saúde como imunização, assistência médica ou odontológica, ou ainda serviços de atenção especializada, como reabilitação e atenção hospitalar.

Plano Nacional de Saúde da Pessoa com Deficiência

Instituída por meio da portaria nº 1.060, de 5 de junho de 2002, a Política Nacional de Saúde da Pessoa com Deficiência está voltada para a inclusão das pessoas com deficiência em toda a rede de serviços do Sistema Único de Saúde (SUS) e caracteriza-se por reconhecer a necessidade de implementar o processo de respostas às complexas questões que envolvem a atenção à saúde das pessoas com deficiência no Brasil.

São diretrizes da Política Nacional de Saúde da pessoa com deficiência:

  • promoção da qualidade de vida das pessoas com deficiência;
  • assistência integral à saúde da pessoa com deficiência;
  • prevenção de deficiências;
  • ampliação e fortalecimento dos mecanismos de informação;
  • organização e funcionamento dos serviços de atenção à pessoa com deficiência;
  • capacitação de recursos humanos.

Leia mais em: http://saude.gov.br/saude-de-a-z/saude-da-pessoa-com-deficiencia

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Dica: sonda nasoentérica

Essa última sonda da Amora tem soltado a marcação com maior facilidade. A marcação perde a cola e “anda” pela sonda e, com isso, perdemos a marcação e a sonda traciona (sai um pouco para fora). Isso é perigoso, já que se a sonda sair um pouco ela perde o posicionamento correto e a criança corre o risco de aspirar. Não vou entrar nos detalhes de segurança da sonda, nem tenho competência pra isso. Mas vou dar dicas para ajudar a verificar se a marcação está correta. 

Dessa última vez que passamos, fizemos uma marca na sonda com aquelas canetas de escrever em CD. Não borra, não suja, não sai no banho. Deu super certo! Outra coisa que faço é “medir” a sonda que fica pra fora. Eu passo em volta da cabeça da Amora, de uma orelha à outra, e aí sei que deve a sonda deve terminar na orelhinha (isso na medida da Amora). Se estiver mais comprida que isso, tracionou. 

Na dúvida, sempre verifique com um enfermeiro! 

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Adesivo para tratamento de Alzheimer está disponível no SUS

Alzheimer é uma doença neurodegenerativa sem cura que afeta a cognição e a memória, dificultando atividades diárias e ocasionando alterações de comportamento em quem sofre do problema. Segundo a Associação Brasileira de Alzheimer (Abraz), há cerca de 1,2 milhão de brasileiros acometidos pela doença. Uma mensagem que circula pela internet traz uma boa notícia: o Sistema Único de Saúde (SUS) está distribuindo um adesivo que ajuda no tratamento.

De acordo com o Ministério da Saúde, o remédio, chamado de rivastigmina, está disponível em unidades de saúde de todo o país. Trata-se de um anticolinesterásico, que possibilita o aumento de uma substância neurotransmissora chamada acetilcolina – em quantidade reduzida no cérebro de quem tem Alzheimer – que atua na transmissão dos impulsos nervosos.PUBLICIDADE

Anteriormente, a rivastigmina já era oferecida à população em sua forma oral, entretanto, causava desconfortos em alguns pacientes, como náuseas, vômitos e diarreia. A fim de reduzir estes efeitos, a nova apresentação do medicamento foi incorporada no SUS. 

— Ele é indicado para pacientes que têm efeitos colaterais ao tomar a medicação via oral. Esta apresentação também é vantajosa para o cuidador, que terá certeza de que o remédio está sendo disponibilizado para o organismo do paciente. Fica mais fácil, considerando que existem casos em que o paciente se nega a tomar os comprimidos, torna-se agressivo ou cospe a pílula _ explica a neurologista e professora da Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA)Liana Lisboa Fernandez.

O adesivo tem uma duração de 24 horas, portanto, deve ser trocado quando o período se encerra. É importante ficar atento ao local em que ele será aplicado, para evitar reações alérgicas ou então o descolamento do mesmo, conforme indica Lucas Schilling, neurologista da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS):

— A recomendação é fazer um rodízio de pontos de aplicação, sempre escolhendo locais de superfície lisa, como tórax ou dorso.

Saiba mais

  • Para ter acesso ao medicamento, os pacientes devem atender aos critérios de elegibilidade dos Protocolos Clínicos e Diretrizes Terapêuticas, apresentando os documentos necessários: cópia do Cartão Nacional de Saúde (CNS), cópia de documento de identidade, laudo para solicitação, avaliação e autorização de medicamentos (LME), adequadamente preenchido por especialista, prescrição médica, documentos exigidos nos Protocolos Clínicos e Diretrizes Terapêuticas publicados pelo Ministério da Saúde, conforme a doença e o medicamento solicitado, e cópia do comprovante de residência. 
  •  Além da rivastigmina, o SUS também disponibiliza outras medicações para o tratamento de Alzheimer: a donepezila e a galantamina, com atuação semelhante na acetilcolina, e a memantina, que é indicada para fase moderada ou grave e atua no glutamato, outra substância produzida pelos neurônios. 

Fonte: Gauchazh

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Pessoa com deficiência: como emitir a carteira de identidade diferenciada

A carteira de identidade diferenciada é uma modalidade gratuita de carteira de identidade civil, destinada a pessoas com deficiência.

Essa carteira contém impressa, no campo de observação, a indicação “Pessoa com Deficiência”, e acompanha a emissão de um crachá que descreve informações sobre a saúde do identificado: Código Internacional de Doença – CID (obrigatório), indicação de alergias (opcional), utilização de remédios de uso contínuo (opcional) e contato (opcional), para casos de emergência.

Este serviço foi instituído pela Lei Estadual nº 7.821, de 20 de dezembro de 2017, com o objetivo de conferir à pessoa com deficiência maior independência e proteção em casos de abordagem policial e ocorrência de sinistros, e regulamentado através da PORTARIA PRES-DETRAN/RJ Nº 5.374 de 18 de maio de 2018.

  • Acesse o link a seguir e cadastre-se no Portal D+ Informação para saber das novidades e ficar por dentro de todas as publicações: Link para se cadastrar no Portal.

QUEM PODE SOLICITAR?

A Carteira de Identidade Diferenciada e o Crachá Descritivo serão destinados, exclusivamente, aos cidadãos com deficiência física, mental, visual, auditiva e/ou intelectual.

  • CLIQUE AQUI para conferir a documentação necessária.

Fonte: Jusbrasil

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Trabalhador que tenha dependente com deficiência poderá sacar FGTS para comprar órteses e próteses

Um projeto de lei (PL nº 1232/2019) apresentado pela Senadora Mara Gabrilli (PSDB/SP) pretende incluir os dependentes do trabalhador na hipótese de saque do FGTS para aquisição de órteses e próteses, em razão de deficiência e mediante prescrição.

De acordo com a senadora, a proposta é uma melhoria na Lei Brasileira de Inclusão (Lei nº 13.146/2015), relatada por ela na Câmara dos Deputados. “A LBI trouxe a garantia de diversos direitos às pessoas com deficiência. Uma das grandes conquistas foi o direito de o trabalhador com deficiência utilizar os recursos do FGTS para aquisição de órteses e próteses. Esse pequeno reparo se faz necessário ao seu aprimoramento, no que tange ao alcance do benefício”, afirma.

A proposta tramita na Comissão de Direitos Humanos do Senado, sob relatoria do senador Romário (PODE/RJ). Depois de lá, passará pela Comissão de Assuntos Sociais, cabendo à última a decisão terminativa.

Fonte: Equipe Mara Gabrili

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Desenvolvimento neuropsicomotor e deficiência

Quando nem tudo vai bem…

O desenvolvimento neuropsicomotor é um processo longitudinal, contínuo, flexível e cumulativo de aprendizado que envolve maturação neurológica, visão, audição, comportamento, coordenação motora grossa e fina, pensamento, memória, cognição, interação social e afetiva com pessoas e objetos, reconhecimento de sons e vozes, entre outros.

É direito fundamental de qualquer criança, sendo produto da interação dinâmica entre fatores intrínsecos (tais como a genética) e extrínsecos (ambiente) ao sujeito e deve ser continuamente observado pela rede de cuidadores e apoio de uma criança.

A literatura comprova a existência de um amplo conjunto de conhecimentos científicos que constatam que os cuidados que a criança recebe na primeira infância são da maior importância para seu desenvolvimento futuro, pois a primeira infância é a fase onde as respostas são mais rápidas, amplas e intensas.

Dessa forma, diferentes atores participam, influenciam e devem observar ativamente o cotidianamente o desenvolvimento de uma criança. Mãe, pai, irmãos e outros familiares próximos são as primeiras figuras a se pensar nessa emaranhada rede de influências e informações para a criança. Somam-se a eles cuidadores como babás, professores, auxiliares, profissionais de saúde e até mesmo a vizinhança ou quaisquer pessoas que estejam no meio social daquela criança.

Assim, é importante destacar que embora a máxima “toda criança tem seu tempo” seja de fato uma verdade, ela reflete a variação da velocidade com que determinadas habilidades possam ser adquiridas, porém há idades limites que são referências para aquisição de tais habilidades às quais chamamos de marcos do desenvolvimento que refletem as aquisições motoras, linguísticas, adaptativas ou cognitivas alcançadas pela criança. 

Duas questões são essenciais no acompanhamento do desenvolvimento neuropsicomotor de uma criança e cuja ocorrência possa implicar na suspeita de que algo não vai bem. A primeira delas é a dificuldade em realizar uma tarefa ou de desempenhar uma habilidade específica para aquelafaixa etária, por exemplo uma criança de 12 meses que ainda não senta sem apoio, ou que não emite sons silábicos como “dada”, “papa”, ou que não busca seus brinquedos ativamente.

A segunda diz respeito à perda repentina das habilidades já adquiridas pela criança tais como a criança que já anda sem apoio e repentinamente começa a se segurar para andar ou não anda mais. A observação contínua dessas questões por parte da rede de apoio é essencial para a identificação imediata de alterações na saúde da criança o que possibilita a realização de diagnóstico precoce e assertivo. Tão logo a causa tenha sido identificada medidas de reabilitação ou Intervenção Precoce (IP) precisarão ser implementadas.

A IP compreende um processo sistemático de planejamento e fornecimento de serviços terapêuticos e educacionais às famílias que necessitam de auxílio para atender às necessidades de desenvolvimento de crianças pequenas. Trata-se de um conjunto de serviços prestados às crianças entre zero e cinco anos de idade, com o objetivo de promover a saúde e o bem-estar, impulsionar a emergência de competências, minimizar os atrasos no desenvolvimento infantil, remediar as incapacidades existentes ou emergentes, impedir a deterioração funcional além de promover a adaptação parental e o funcionamento integral da família. Oferecer acesso continuo e eficiente à intervenção precoce às famílias de crianças com deficiências é a chave para melhorar a funcionalidade e a qualidade de vida dessas pessoas.

REFERÊNCIAS
Early Childhood Adversity, Toxic Stress, and the Role of the Pediatrician: Translating Developmental Science Into Lifelong Health. PEDIATRICS Volume 129, Number 1, January 2012.  

Blair M, Hall D. From health surveillance to health promotion: the changing focus in preventive children’s services. Arch Dis Child. [Internet]. 2006Sept [cited May 01, 2017];91(9):730-5.

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A importância da avaliação física funcional para quem possui Síndrome de Down

Daniel e sua mãe, Maze, na academia

“Quando conheci o Daniel ele fazia poucas atividades físicas direcionadas para uma maior independência funcional, apenas natação (mesmo considerados por muitos uma atividade “completa”, ainda havia vários desequilíbrios de força em alguns grupos musculares).”

Marcos Almeida, fisioterapeuta e educador físico, relata como uma boa avaliação e exercícios podem auxiliar na evolução da pessoa com Síndrome de Down e ajudar no progresso motor e, consequentemente, em sua rotina.

O primeiro passo dado por ele com seu aluno, Daniel, foi realizar uma avaliação postural, onde encontrou algumas compensações posturais, devido à “vícios” posturais e fraqueza muscular. Ou seja, um ponto essencial a ser corrigido: a postura.

Na avaliação postural, foi identificado uma marcha claudicante (manca) e a mãe de Daniel foi orientada a levá-lo no ortopedista e pedir um exame de escanometria (para comparar e analisar a diferença de tamanho dos membros inferiores). Também foi orientado por Marcos que Daniel fizesse um exame não muito conhecido chamado baropodometria. Esse exame é usado para ver que tipo e grau de pisada o indivíduo possui e se também tem diferença da distribuição de peso ao ficar parado. A partir dessa análise, palmilhas específicas para cada pé com o tipo de pisada e altura certa para ele foram feitas.

Daniel passou a realizar testes de repetições máximas nos aparelhos de musculação para dar início no trabalho de fortalecimento muscular. O foco se deu em trabalhos de resistência muscular (muitas repetições durante as séries). Com o passar do tempo o Daniel conseguiu reequilibrar todos os seus grupos musculares nos quais haviam um grau de força bem baixo. Ou seja, ganhou mais força e resistência.

Associado a isso, foi feito o teste de caminha de Balke. Um protocolo validado onde indivíduos que tenham alguma limitação podem fazer forma segura uma “caminhada” para saberem o máximo de volume de oxigênio que seu corpo é capaz de absorver. O teste seguro, pois a velocidade é constante (5,4km) e a cada minuto, inclina-se 1% da esteira até a falha cardio-vascular ou periférica (dor e cansaço nos membros inferiores) através desse teste, foi trabalhado em torno de 50% de seu volume máximo de oxigênio no início do tratamento.

“Esse trabalho foi realizado duas vezes por semana e em poucos meses fizemos a grande façanha de corremos a corrida do Outubro Rosa de 2016. Não chegamos em primeiro lugar, mas para o Daniel e a família, foi como se ele tivesse subido ao pódio”, afirma Marcos.

É fundamental estimular, de um jeito seguro e responsável, a prática de atividades e exercícios, principalmente pela saúde física e mental de qualquer indivíduo. A Síndrome de Down não torna o indivíduo incapaz ou o impossibilita de viver, muito pelo contrário.

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Reabilitação nutricional em crianças com paralisia cerebral

Através da reabilitação nutricional a criança com Paralisia Cerebral (PC) pode receber o aporte nutricional necessário, respeitando as suas dificuldades e capacidades individuais.

As crianças com PC têm problemas relacionados ao tônus muscular  e  também às suas habilidades motoras, o que faz com que a aceitação das refeições sejam prejudicadas e desafiadoras por  apresentarem dificuldade na mastigação/deglutição.

A desnutrição e desordens gastrointestinais são muito comuns nesses pacientes, como o refluxo gastro-esofágico e disfagia, uma dificuldade de deglutição, que acarreta na interrupção do prazer de alimentação e das condições nutricionais de um indivíduo. Dependendo do tipo da PC a disfagia pode ser severa, com entrada inadequada de alimentos e/ou líquidos nas vias respiratórias (“aspiração”) .

A disfagia causa  vários desconfortos às crianças, com sintomas desde tosses, secreções e febres, até pneumonia. Por dificultar a alimentação adequada e a quantidade de nutrientes tornar-se insuficiente no organismo, muitas apresentam quadro de desnutrição. 

As razões da desnutrição também podem ser devido a fatores não nutricionais, como os problemas endócrinos, imobilidade e outros.

QUAIS NUTRIENTES O MEU FILHO PRECISA?

Crianças com PC precisam de boa nutrição e alimentos saudáveis iguais a qualquer ser humano nessa faixa etária. Porém, dependendo do nível de sua atividade física e tônus muscular, podem vir a precisar uma ingestão maior ou menor de nutrientes. 

Para manter os ossos fortes, as  crianças com PC também precisam receber três minerais :

Cálcio – mineral que forma os ossos e estrutura dos dentes. As melhores fontes são: leite, iogurte, queijo e folhosos verde escuros.

Vitamina D – ajuda o corpo a absorver o cálcio dos alimentos. É encontrada no atum, óleo de peixe,  leites fortificados  e na exposição da pele ao sol.

Fósforo – mineral que também tem papel na formação dos ossos e dentes. Encontrado nos laticínios, peixes, ovos, aves, castanhas e cereais integrais.

Outros minerais importantes para a saúde óssea incluem: magnésio, cobre, zinco e manganês, disponíveis nas leguminosas (feijões, grão de bico, lentilha).

O MEU FILHO ESTÁ RECEBENDO OS NUTRIENTES SUFICIENTEMENTE?

Os profissionais da saúde  avaliam as necessidades nutricionais da criança, após conversar com os cuidadores  a respeito  e após os assistirem na oferta de alimentos .

É realizado um Recordatório Alimentar  da criança, com os alimentos oferecidos,  consistência das refeições, posicionamento da criança ao comer, utensílios utilizados,  presença de tosse, avaliação da mastigação e disfagia,  tempo gasto na alimentação, entre outras características individuais .

Com  esse documento contendo os dados da criança, acrescenta-se sua  idade, altura e nível da atividade física. O nutricionista, então, fará um Plano Alimentar  Individualizado cujo objetivo será cobrir as prováveis deficiências nutricionais que afetam a qualidade de vida da criança.

Durante os retornos, se não houver aumento de peso,  ou progresso em outras questões avaliadas, o Plano Alimentar  será reavaliado.

SUPLEMENTOS ALIMENTARES

Dependendo do tipo de PC, algumas crianças não conseguem receber todos os nutrientes necessários, pela via oral, causando as deficiências nutricionais.

Assim, um  Suplemento  Nutricional, em pó ou líquido,  poderá ser adicionada à alimentação usual para aumentar o porcentual nutritivo: enérgico, proteico,  de   vitaminas e minerais.

ESPESSANTES

A maioria das pessoas com disfagia,tem mais dificuldade em engolir a água e líquidos ralos. Então, para  se adequar a consistência do alimento para a deglutição segura, são utilizados espessantes industrializados ou mesmo alimentos específicos para se encontrar a consistência adequada das refeições, para que a deglutição ocorra sem intercorrências ou aspirações.

SONDAS

São tubos de silicone colocados no nariz ou estômago, que permitem ao alimento ser ingerido sem precisar mastigar ou deglutir.

Normalmente , a decisão pela utilização da Sonda é difícil para os pais. Eles querem que seus filhos continuem comendo pela boca, iguais a outras crianças. Porém, as crianças com dificuldades de deglutição podem aspirar os alimentos, ( entrar nas vias  aéreas ou pulmões ), podendo causar doenças respiratórias, como a pneumonia.

Nessas situações, a alimentação pela boca deveria ser suspensa, e a Sonda  deveria ser introduzida .Dessa forma, as refeições seriam menos estressantes e mais agradáveis para essas crianças, e os cuidadores teriam a certeza do consumo nutricional necessário.

SUPORTE NUTRICIONAL – SONDA NASO ENTÉRICA E GASTROSTOMIA

Quando se recomenda uma sonda alimentar , muitos outros tratamentos  com fórmulas e dietas,  já foram tentadas sem sucesso.

A *Sonda ( naso entérica) pode ser colocada através do nariz para alcançar o estômago    –quando o período de suporte alimentar for curto . Um tubo também pode ser colocado através de um orifício na barriga ,para dentro do estômago ( gastrostomia) –  usado para  um suporte alimentar de longo termo.*Normalmente o material utilizado nas sondas é o silicone flexível.

O Suporte Nutricional recebido pelas crianças , é individualizado para as suas necessidades nutricionais . Com a melhora do estado nutricional e consequente ganho da massa  magra , a função motora da criança com PC parece melhorar.

A Reabilitação Nutricional possibilita que a alimentação da criança com PC seja  individualizada,com estratégias  adequadas as suas condições intelectuais e motoras, atingindo suas possibilidades  nutricionais e melhores chances de inclusão em seu meio.

Referências:

J Cachexia Sarcopenia Muscle. 2018 Jun;9(3):453-464. 2018 Feb 2.Determinants of muscle preservation in individuals with cerebral palsy across the lifespan: a narrative review of the literature. Verschuren O1, Smorenburg ARP2, Luiking Y2, Bell K3,4,  Barber L5, Peterson MD6.

Indian J Palliat Care. 2017 Oct-Dec;23(4):387-392.Multiple Nutritional Deficiencies in Cerebral Palsy Compounding Physical and Functional Impairments. Hariprasad PG1, Elizabeth KE1, Valamparampil MJ2, Kalpana D3, Anish TS2.

Rev Paul Pediatr .2013 Sep;31(3):334-349.Food pattern and nutritional status of children with cerebral palsy.Patricia Ayrosa C Lopes, Olga Maria S. Amâncio, Roberta Faria C. Araujo, Maria Sylvia de S.Vitalle and Josefina Aparecida P. Braga.

Rehabilitation: medical aspects with special reference to rehabilitation by feeding. Neuro Endocrinol Lett. 2006 Aug;27(4):507-12.

Journal of the American Dietetic Association.Volume 102,Issue 3.March 2002,Pages 361-373.Feeding Dysfunction is Associated with poor Growth and health Status in Children with Cerebral Palsy. Ellen B. Fung Phd,RD,Lisa Samson-Fang MD, Virginia A Stalling MD, Mark Conaway Phd.

Indian Pediatr. 2001 Aug;38(8):839-46.Feeding problems in children with cerebral palsy.Gangil A1, Patwari AK, Aneja S, Ahuja B, Anand VK.

Journal of the American Dietetic Association.Volume 96, Issue9, September 1996, Pages 874-879.Wheight and Length Increases in Children after Gastrostomy Placement.Daris .Corwin MS, RD, Janets.Issacs Phd, RD.

Sou Lucimara Lima, nutricionista com formação pela UFRJ e  USP-Ribeirão Preto, com experiência em Reabilitação Nutricional para crianças e adultos; Educação Nutricional Infantil (Oficina Culinária ); Fertilidade Feminina e Masculina; Obesidade e patologias em geral.

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