O que é pessoa com deficiência?

Pessoas com deficiência são aquelas que têm impedimento de médio ou longo prazo de natureza física, mental, intelectual ou sensorial, o que, em interação com uma ou mais barreiras, pode obstruir sua participação plena e efetiva na sociedade em igualdade de condições com as demais pessoas.

Como qualquer cidadão, as pessoas com deficiência têm o direito à atenção integral à saúde e podem procurar os serviços de saúde do Sistema Único de Saúde (SUS) quando necessitarem de orientações ou cuidados em saúde, incluindo serviços básicos de saúde como imunização, assistência médica ou odontológica, ou ainda serviços de atenção especializada, como reabilitação e atenção hospitalar.

Plano Nacional de Saúde da Pessoa com Deficiência

Instituída por meio da portaria nº 1.060, de 5 de junho de 2002, a Política Nacional de Saúde da Pessoa com Deficiência está voltada para a inclusão das pessoas com deficiência em toda a rede de serviços do Sistema Único de Saúde (SUS) e caracteriza-se por reconhecer a necessidade de implementar o processo de respostas às complexas questões que envolvem a atenção à saúde das pessoas com deficiência no Brasil.

São diretrizes da Política Nacional de Saúde da pessoa com deficiência:

  • promoção da qualidade de vida das pessoas com deficiência;
  • assistência integral à saúde da pessoa com deficiência;
  • prevenção de deficiências;
  • ampliação e fortalecimento dos mecanismos de informação;
  • organização e funcionamento dos serviços de atenção à pessoa com deficiência;
  • capacitação de recursos humanos.

Leia mais em: http://saude.gov.br/saude-de-a-z/saude-da-pessoa-com-deficiencia

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Dica: Sonda nasoentérica

Essa última sonda da Amora tem soltado a marcação com maior facilidade. A marcação perde a cola e “anda” pela sonda e, com isso, perdemos a marcação e a sonda traciona (sai um pouco para fora). Isso é perigoso, já que se a sonda sair um pouco ela perde o posicionamento correto e a criança corre o risco de aspirar. Não vou entrar nos detalhes de segurança da sonda, nem tenho competência pra isso. Mas vou dar dicas para ajudar a verificar se a marcação está correta. 

Dessa última vez que passamos, fizemos uma marca na sonda com aquelas canetas de escrever em CD. Não borra, não suja, não sai no banho. Deu super certo! Outra coisa que faço é “medir” a sonda que fica pra fora. Eu passo em volta da cabeça da Amora, de uma orelha à outra, e aí sei que deve a sonda deve terminar na orelhinha (isso na medida da Amora). Se estiver mais comprida que isso, tracionou. 

Na dúvida, sempre verifique com um enfermeiro! 

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Adesivo para tratamento de Alzheimer está disponível no SUS

Alzheimer é uma doença neurodegenerativa sem cura que afeta a cognição e a memória, dificultando atividades diárias e ocasionando alterações de comportamento em quem sofre do problema. Segundo a Associação Brasileira de Alzheimer (Abraz), há cerca de 1,2 milhão de brasileiros acometidos pela doença. Uma mensagem que circula pela internet traz uma boa notícia: o Sistema Único de Saúde (SUS) está distribuindo um adesivo que ajuda no tratamento.

De acordo com o Ministério da Saúde, o remédio, chamado de rivastigmina, está disponível em unidades de saúde de todo o país. Trata-se de um anticolinesterásico, que possibilita o aumento de uma substância neurotransmissora chamada acetilcolina – em quantidade reduzida no cérebro de quem tem Alzheimer – que atua na transmissão dos impulsos nervosos.PUBLICIDADE

Anteriormente, a rivastigmina já era oferecida à população em sua forma oral, entretanto, causava desconfortos em alguns pacientes, como náuseas, vômitos e diarreia. A fim de reduzir estes efeitos, a nova apresentação do medicamento foi incorporada no SUS. 

— Ele é indicado para pacientes que têm efeitos colaterais ao tomar a medicação via oral. Esta apresentação também é vantajosa para o cuidador, que terá certeza de que o remédio está sendo disponibilizado para o organismo do paciente. Fica mais fácil, considerando que existem casos em que o paciente se nega a tomar os comprimidos, torna-se agressivo ou cospe a pílula _ explica a neurologista e professora da Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA)Liana Lisboa Fernandez.

O adesivo tem uma duração de 24 horas, portanto, deve ser trocado quando o período se encerra. É importante ficar atento ao local em que ele será aplicado, para evitar reações alérgicas ou então o descolamento do mesmo, conforme indica Lucas Schilling, neurologista da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS):

— A recomendação é fazer um rodízio de pontos de aplicação, sempre escolhendo locais de superfície lisa, como tórax ou dorso.

Saiba mais

  • Para ter acesso ao medicamento, os pacientes devem atender aos critérios de elegibilidade dos Protocolos Clínicos e Diretrizes Terapêuticas, apresentando os documentos necessários: cópia do Cartão Nacional de Saúde (CNS), cópia de documento de identidade, laudo para solicitação, avaliação e autorização de medicamentos (LME), adequadamente preenchido por especialista, prescrição médica, documentos exigidos nos Protocolos Clínicos e Diretrizes Terapêuticas publicados pelo Ministério da Saúde, conforme a doença e o medicamento solicitado, e cópia do comprovante de residência. 
  •  Além da rivastigmina, o SUS também disponibiliza outras medicações para o tratamento de Alzheimer: a donepezila e a galantamina, com atuação semelhante na acetilcolina, e a memantina, que é indicada para fase moderada ou grave e atua no glutamato, outra substância produzida pelos neurônios. 

Fonte: Gauchazh

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Pessoa com deficiência: Como emitir a carteira de identidade diferenciada

A carteira de identidade diferenciada é uma modalidade gratuita de carteira de identidade civil, destinada a pessoas com deficiência.

Essa carteira contém impressa, no campo de observação, a indicação “Pessoa com Deficiência”, e acompanha a emissão de um crachá que descreve informações sobre a saúde do identificado: Código Internacional de Doença – CID (obrigatório), indicação de alergias (opcional), utilização de remédios de uso contínuo (opcional) e contato (opcional), para casos de emergência.

Este serviço foi instituído pela Lei Estadual nº 7.821, de 20 de dezembro de 2017, com o objetivo de conferir à pessoa com deficiência maior independência e proteção em casos de abordagem policial e ocorrência de sinistros, e regulamentado através da PORTARIA PRES-DETRAN/RJ Nº 5.374 de 18 de maio de 2018.

QUEM PODE SOLICITAR?

A Carteira de Identidade Diferenciada e o Crachá Descritivo serão destinados, exclusivamente, aos cidadãos com deficiência física, mental, visual, auditiva e/ou intelectual.

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Trabalhador que tenha dependente com deficiência poderá sacar FGTS para comprar órteses e próteses

Um projeto de lei (PL nº 1232/2019) apresentado pela Senadora Mara Gabrilli (PSDB/SP) pretende incluir os dependentes do trabalhador na hipótese de saque do FGTS para aquisição de órteses e próteses, em razão de deficiência e mediante prescrição.

De acordo com a senadora, a proposta é uma melhoria na Lei Brasileira de Inclusão (Lei nº 13.146/2015), relatada por ela na Câmara dos Deputados. “A LBI trouxe a garantia de diversos direitos às pessoas com deficiência. Uma das grandes conquistas foi o direito de o trabalhador com deficiência utilizar os recursos do FGTS para aquisição de órteses e próteses. Esse pequeno reparo se faz necessário ao seu aprimoramento, no que tange ao alcance do benefício”, afirma.

A proposta tramita na Comissão de Direitos Humanos do Senado, sob relatoria do senador Romário (PODE/RJ). Depois de lá, passará pela Comissão de Assuntos Sociais, cabendo à última a decisão terminativa.

Fonte: Equipe Mara Gabrili

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Desenvolvimento neuropsicomotor e deficiência

Quando nem tudo vai bem…

O desenvolvimento neuropsicomotor é um processo longitudinal, contínuo, flexível e cumulativo de aprendizado que envolve maturação neurológica, visão, audição, comportamento, coordenação motora grossa e fina, pensamento, memória, cognição, interação social e afetiva com pessoas e objetos, reconhecimento de sons e vozes, entre outros.

É direito fundamental de qualquer criança, sendo produto da interação dinâmica entre fatores intrínsecos (tais como a genética) e extrínsecos (ambiente) ao sujeito e deve ser continuamente observado pela rede de cuidadores e apoio de uma criança.

A literatura comprova a existência de um amplo conjunto de conhecimentos científicos que constatam que os cuidados que a criança recebe na primeira infância são da maior importância para seu desenvolvimento futuro, pois a primeira infância é a fase onde as respostas são mais rápidas, amplas e intensas.

Dessa forma, diferentes atores participam, influenciam e devem observar ativamente o cotidianamente o desenvolvimento de uma criança. Mãe, pai, irmãos e outros familiares próximos são as primeiras figuras a se pensar nessa emaranhada rede de influências e informações para a criança. Somam-se a eles cuidadores como babás, professores, auxiliares, profissionais de saúde e até mesmo a vizinhança ou quaisquer pessoas que estejam no meio social daquela criança.

Assim, é importante destacar que embora a máxima “toda criança tem seu tempo” seja de fato uma verdade, ela reflete a variação da velocidade com que determinadas habilidades possam ser adquiridas, porém há idades limites que são referências para aquisição de tais habilidades às quais chamamos de marcos do desenvolvimento que refletem as aquisições motoras, linguísticas, adaptativas ou cognitivas alcançadas pela criança. 

Duas questões são essenciais no acompanhamento do desenvolvimento neuropsicomotor de uma criança e cuja ocorrência possa implicar na suspeita de que algo não vai bem. A primeira delas é a dificuldade em realizar uma tarefa ou de desempenhar uma habilidade específica para aquelafaixa etária, por exemplo uma criança de 12 meses que ainda não senta sem apoio, ou que não emite sons silábicos como “dada”, “papa”, ou que não busca seus brinquedos ativamente.

A segunda diz respeito à perda repentina das habilidades já adquiridas pela criança tais como a criança que já anda sem apoio e repentinamente começa a se segurar para andar ou não anda mais. A observação contínua dessas questões por parte da rede de apoio é essencial para a identificação imediata de alterações na saúde da criança o que possibilita a realização de diagnóstico precoce e assertivo. Tão logo a causa tenha sido identificada medidas de reabilitação ou Intervenção Precoce (IP) precisarão ser implementadas.

A IP compreende um processo sistemático de planejamento e fornecimento de serviços terapêuticos e educacionais às famílias que necessitam de auxílio para atender às necessidades de desenvolvimento de crianças pequenas. Trata-se de um conjunto de serviços prestados às crianças entre zero e cinco anos de idade, com o objetivo de promover a saúde e o bem-estar, impulsionar a emergência de competências, minimizar os atrasos no desenvolvimento infantil, remediar as incapacidades existentes ou emergentes, impedir a deterioração funcional além de promover a adaptação parental e o funcionamento integral da família. Oferecer acesso continuo e eficiente à intervenção precoce às famílias de crianças com deficiências é a chave para melhorar a funcionalidade e a qualidade de vida dessas pessoas.

REFERÊNCIAS
Early Childhood Adversity, Toxic Stress, and the Role of the Pediatrician: Translating Developmental Science Into Lifelong Health. PEDIATRICS Volume 129, Number 1, January 2012.  

Blair M, Hall D. From health surveillance to health promotion: the changing focus in preventive children’s services. Arch Dis Child. [Internet]. 2006Sept [cited May 01, 2017];91(9):730-5.

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A importância da avaliação física funcional para quem possui Síndrome de Down

Daniel e sua mãe, Maze, na academia

“Quando conheci o Daniel ele fazia poucas atividades físicas direcionadas para uma maior independência funcional, apenas natação (mesmo considerados por muitos uma atividade “completa”, ainda havia vários desequilíbrios de força em alguns grupos musculares).”

Marcos Almeida, fisioterapeuta e educador físico, relata como uma boa avaliação e exercícios podem auxiliar na evolução da pessoa com Síndrome de Down e ajudar no progresso motor e, consequentemente, em sua rotina.

O primeiro passo dado por ele com seu aluno, Daniel, foi realizar uma avaliação postural, onde encontrou algumas compensações posturais, devido à “vícios” posturais e fraqueza muscular. Ou seja, um ponto essencial a ser corrigido: a postura.

Na avaliação postural, foi identificado uma marcha claudicante (manca) e a mãe de Daniel foi orientada a levá-lo no ortopedista e pedir um exame de escanometria (para comparar e analisar a diferença de tamanho dos membros inferiores). Também foi orientado por Marcos que Daniel fizesse um exame não muito conhecido chamado baropodometria. Esse exame é usado para ver que tipo e grau de pisada o indivíduo possui e se também tem diferença da distribuição de peso ao ficar parado. A partir dessa análise, palmilhas específicas para cada pé com o tipo de pisada e altura certa para ele foram feitas.

Daniel passou a realizar testes de repetições máximas nos aparelhos de musculação para dar início no trabalho de fortalecimento muscular. O foco se deu em trabalhos de resistência muscular (muitas repetições durante as séries). Com o passar do tempo o Daniel conseguiu reequilibrar todos os seus grupos musculares nos quais haviam um grau de força bem baixo. Ou seja, ganhou mais força e resistência.

Associado a isso, foi feito o teste de caminha de Balke. Um protocolo validado onde indivíduos que tenham alguma limitação podem fazer forma segura uma “caminhada” para saberem o máximo de volume de oxigênio que seu corpo é capaz de absorver. O teste seguro, pois a velocidade é constante (5,4km) e a cada minuto, inclina-se 1% da esteira até a falha cardio-vascular ou periférica (dor e cansaço nos membros inferiores) através desse teste, foi trabalhado em torno de 50% de seu volume máximo de oxigênio no início do tratamento.

“Esse trabalho foi realizado duas vezes por semana e em poucos meses fizemos a grande façanha de corremos a corrida do Outubro Rosa de 2016. Não chegamos em primeiro lugar, mas para o Daniel e a família, foi como se ele tivesse subido ao pódio”, afirma Marcos.

É fundamental estimular, de um jeito seguro e responsável, a prática de atividades e exercícios, principalmente pela saúde física e mental de qualquer indivíduo. A Síndrome de Down não torna o indivíduo incapaz ou o impossibilita de viver, muito pelo contrário.

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Reabilitação nutricional em crianças com paralisia cerebral

Através da reabilitação nutricional a criança com Paralisia Cerebral (PC) pode receber o aporte nutricional necessário, respeitando as suas dificuldades e capacidades individuais.

As crianças com PC têm problemas relacionados ao tônus muscular  e  também às suas habilidades motoras, o que faz com que a aceitação das refeições sejam prejudicadas e desafiadoras por  apresentarem dificuldade na mastigação/deglutição.

A desnutrição e desordens gastrointestinais são muito comuns nesses pacientes, como o refluxo gastro-esofágico e disfagia, uma dificuldade de deglutição, que acarreta na interrupção do prazer de alimentação e das condições nutricionais de um indivíduo. Dependendo do tipo da PC a disfagia pode ser severa, com entrada inadequada de alimentos e/ou líquidos nas vias respiratórias (“aspiração”) .

A disfagia causa  vários desconfortos às crianças, com sintomas desde tosses, secreções e febres, até pneumonia. Por dificultar a alimentação adequada e a quantidade de nutrientes tornar-se insuficiente no organismo, muitas apresentam quadro de desnutrição. 

As razões da desnutrição também podem ser devido a fatores não nutricionais, como os problemas endócrinos, imobilidade e outros.

QUAIS NUTRIENTES O MEU FILHO PRECISA?

Crianças com PC precisam de boa nutrição e alimentos saudáveis iguais a qualquer ser humano nessa faixa etária. Porém, dependendo do nível de sua atividade física e tônus muscular, podem vir a precisar uma ingestão maior ou menor de nutrientes. 

Para manter os ossos fortes, as  crianças com PC também precisam receber três minerais :

Cálcio – mineral que forma os ossos e estrutura dos dentes. As melhores fontes são: leite, iogurte, queijo e folhosos verde escuros.

Vitamina D – ajuda o corpo a absorver o cálcio dos alimentos. É encontrada no atum, óleo de peixe,  leites fortificados  e na exposição da pele ao sol.

Fósforo – mineral que também tem papel na formação dos ossos e dentes. Encontrado nos laticínios, peixes, ovos, aves, castanhas e cereais integrais.

Outros minerais importantes para a saúde óssea incluem: magnésio, cobre, zinco e manganês, disponíveis nas leguminosas (feijões, grão de bico, lentilha).

O MEU FILHO ESTÁ RECEBENDO OS NUTRIENTES SUFICIENTEMENTE?

Os profissionais da saúde  avaliam as necessidades nutricionais da criança, após conversar com os cuidadores  a respeito  e após os assistirem na oferta de alimentos .

É realizado um Recordatório Alimentar  da criança, com os alimentos oferecidos,  consistência das refeições, posicionamento da criança ao comer, utensílios utilizados,  presença de tosse, avaliação da mastigação e disfagia,  tempo gasto na alimentação, entre outras características individuais .

Com  esse documento contendo os dados da criança, acrescenta-se sua  idade, altura e nível da atividade física. O nutricionista, então, fará um Plano Alimentar  Individualizado cujo objetivo será cobrir as prováveis deficiências nutricionais que afetam a qualidade de vida da criança.

Durante os retornos, se não houver aumento de peso,  ou progresso em outras questões avaliadas, o Plano Alimentar  será reavaliado.

SUPLEMENTOS ALIMENTARES

Dependendo do tipo de PC, algumas crianças não conseguem receber todos os nutrientes necessários, pela via oral, causando as deficiências nutricionais.

Assim, um  Suplemento  Nutricional, em pó ou líquido,  poderá ser adicionada à alimentação usual para aumentar o porcentual nutritivo: enérgico, proteico,  de   vitaminas e minerais.

ESPESSANTES

A maioria das pessoas com disfagia,tem mais dificuldade em engolir a água e líquidos ralos. Então, para  se adequar a consistência do alimento para a deglutição segura, são utilizados espessantes industrializados ou mesmo alimentos específicos para se encontrar a consistência adequada das refeições, para que a deglutição ocorra sem intercorrências ou aspirações.

SONDAS

São tubos de silicone colocados no nariz ou estômago, que permitem ao alimento ser ingerido sem precisar mastigar ou deglutir.

Normalmente , a decisão pela utilização da Sonda é difícil para os pais. Eles querem que seus filhos continuem comendo pela boca, iguais a outras crianças. Porém, as crianças com dificuldades de deglutição podem aspirar os alimentos, ( entrar nas vias  aéreas ou pulmões ), podendo causar doenças respiratórias, como a pneumonia.

Nessas situações, a alimentação pela boca deveria ser suspensa, e a Sonda  deveria ser introduzida .Dessa forma, as refeições seriam menos estressantes e mais agradáveis para essas crianças, e os cuidadores teriam a certeza do consumo nutricional necessário.

SUPORTE NUTRICIONAL – SONDA NASO ENTÉRICA E GASTROSTOMIA

Quando se recomenda uma sonda alimentar , muitos outros tratamentos  com fórmulas e dietas,  já foram tentadas sem sucesso.

A *Sonda ( naso entérica) pode ser colocada através do nariz para alcançar o estômago    –quando o período de suporte alimentar for curto . Um tubo também pode ser colocado através de um orifício na barriga ,para dentro do estômago ( gastrostomia) –  usado para  um suporte alimentar de longo termo.*Normalmente o material utilizado nas sondas é o silicone flexível.

O Suporte Nutricional recebido pelas crianças , é individualizado para as suas necessidades nutricionais . Com a melhora do estado nutricional e consequente ganho da massa  magra , a função motora da criança com PC parece melhorar.

A Reabilitação Nutricional possibilita que a alimentação da criança com PC seja  individualizada,com estratégias  adequadas as suas condições intelectuais e motoras, atingindo suas possibilidades  nutricionais e melhores chances de inclusão em seu meio.

Referências:

J Cachexia Sarcopenia Muscle. 2018 Jun;9(3):453-464. 2018 Feb 2.Determinants of muscle preservation in individuals with cerebral palsy across the lifespan: a narrative review of the literature. Verschuren O1, Smorenburg ARP2, Luiking Y2, Bell K3,4,  Barber L5, Peterson MD6.

Indian J Palliat Care. 2017 Oct-Dec;23(4):387-392.Multiple Nutritional Deficiencies in Cerebral Palsy Compounding Physical and Functional Impairments. Hariprasad PG1, Elizabeth KE1, Valamparampil MJ2, Kalpana D3, Anish TS2.

Rev Paul Pediatr .2013 Sep;31(3):334-349.Food pattern and nutritional status of children with cerebral palsy.Patricia Ayrosa C Lopes, Olga Maria S. Amâncio, Roberta Faria C. Araujo, Maria Sylvia de S.Vitalle and Josefina Aparecida P. Braga.

Rehabilitation: medical aspects with special reference to rehabilitation by feeding. Neuro Endocrinol Lett. 2006 Aug;27(4):507-12.

Journal of the American Dietetic Association.Volume 102,Issue 3.March 2002,Pages 361-373.Feeding Dysfunction is Associated with poor Growth and health Status in Children with Cerebral Palsy. Ellen B. Fung Phd,RD,Lisa Samson-Fang MD, Virginia A Stalling MD, Mark Conaway Phd.

Indian Pediatr. 2001 Aug;38(8):839-46.Feeding problems in children with cerebral palsy.Gangil A1, Patwari AK, Aneja S, Ahuja B, Anand VK.

Journal of the American Dietetic Association.Volume 96, Issue9, September 1996, Pages 874-879.Wheight and Length Increases in Children after Gastrostomy Placement.Daris .Corwin MS, RD, Janets.Issacs Phd, RD.

Sou Lucimara Lima, nutricionista com formação pela UFRJ e  USP-Ribeirão Preto, com experiência em Reabilitação Nutricional para crianças e adultos; Educação Nutricional Infantil (Oficina Culinária ); Fertilidade Feminina e Masculina; Obesidade e patologias em geral.

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Cateterismo vesical intermitente: Mitos e verdades

O cateterismo intermitente (CI) é uma técnica de esvaziamento periódico da bexiga através da introdução de um cateter na uretra ou em um estoma continente (abertura artificial criando um duto urinário na parede abdominal). O principal objetivo do cateterismo é realizar o esvaziamento residual de urina para evitar futuras complicações.

Em indivíduos que apresentam algum tipo de lesão neurológica (lesão na medula espinhal, cérebro ou nervos), as funções de enchimento e esvaziamento da bexiga podem ficar prejudicadas. Esta alteração recebe o nome de bexiga neurogênica.

Com a realização do cateterismo de forma intermitente, evita-se complicações como infecções urinárias, cálculos, distensão exagerada da bexiga, refluxo vesico ureteral e deterioração dos rins. Traz também a possibilidade de adquirir continência urinária, melhorando a qualidade de vida do indivíduo que o realiza.

Por ser uma técnica simples, segura e de baixo custo, o CI apresenta uma boa aceitação entre as pessoas que fazem uso do mesmo, de seus familiares ou cuidadores. Por muitas vezes, portanto, é o tratamento de primeira escolha. 

O procedimento, como recomendado, deve ser realizado a cada quatro ou seis horas, com prévia orientação ao paciente e/ou seu cuidador, de preferência por enfermeiros habilitados, integrantes de equipes de neuro reabilitação e indicado pelo médico assistente após avaliação clínica – e se necessário por exames.

Ressalta-se que o CI realizado de maneira incorreta pode vir a ocasionar complicações como traumatismos e sangramentos na uretra, infecções urinárias e falso trajeto.

Caso a bexiga não seja esvaziada completamente, a permanência do resíduo urinário será a principal causa de infecções urinárias, o que demonstra a importância da realização do procedimento.

É importante destacar que os indivíduos com bexiga neurogênica, na maioria das vezes apresentam uma bexiga colonizada por bactérias, mas nem sempre esta colonização deverá ser tratada com antibióticos. O tratamento só deve ocorrer caso o indivíduo apresente sintomas clássicos de uma infecção urinária como febre, dor ao urinar, urina com cheiro e cor alterada, sangramento ou piúria na urina.

Em casos de infecção urinária assintomática, ou seja, sem a presença dos sintomas clássicos citados anteriormente, o uso de antibiótico de forma recorrente e indiscriminada levará a problemas futuros de resistência bacteriana.

Por essa característica de colonização bacteriana na bexiga, a realização de um técnica de cateterismo estéril ao invés da  técnica limpa não traz diferença significativa na redução de bactérias ou na ocorrência de menores episódios de infecção urinária. Sendo assim, como forma de permitir uma maior autonomia para os indivíduos, é recomendado que o cateterismo intermitente seja realizado com uma técnica limpa ou também chamado cateterismo intermitente limpo (CIL).

É importante desmitificar a associação entre a ocorrência de infecção urinária com a realização de cateterismo limpo intermitente (CIL), visto que a realização correta do procedimento visa evitar e não aumentar os riscos de uma infecção urinária.

Saiba mais em:
FREITAS, Giselle Lima de et al . Reabilitação de crianças e adolescentes com mielomeningocele: o cotidiano de mães cuidadoras. Rev. Gaúcha Enferm.,  Porto Alegre ,  v. 37, n. 4,  e60310,  2016 . Disponível:  http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1983-14472016000400410

Lapides J, Diokno AC, Silber SJ, Lowe BS. Clean, intermittent self-catheterization in the treatment of urinary tract disease. J Urol. 1972 Mar;  107(3):458-61. Disponível em: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/5010715

LOPES, Marjoyre Anne Lindozo ; LIMA, Elenice Dias Ribeiro de Paula . Continuidade do Cateterismo Vesical Intermitente: pode o suporte social contribuir? . Revista Latino-Americana de Enfermagem, Ribeirão Preto, v. 22, n. 3, p. 461-466, june 2014. Disponível em: <https://www.revistas.usp.br/rlae/article/view/86600>. 

Sociedade Brasileira de Urologia. Cateterismo vesical intermitente. Recomendações Sociedade Brasileira de Urologia, 2016.Disponível em: http://portaldaurologia.org.br/medicos/wp-content/uploads/2016/11/Recomendações_Cateterismo-Vesical-SBU-2016_final.pdf 

Favoretto, Naira, Faleiros, Fabiana, Lopes, Filipe, Freitas, Giselle, & Käppler, Christoph. (2019). FÓRUM VIRTUAL DE SAÚDE COMO SUPORTE ÀS PESSOAS QUE REALIZAM CATETERISMO VESICAL INTERMITENTE. Texto & Contexto – Enfermagem, 28, e20180263. Epub September 30, 2019. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-07072019000100364&lng=en&nrm=iso&tlng=pt

 

Autores:
Equipe D+Informação

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Contribuições da Tecnologia Assistiva

A chamada Tecnologia Assistiva (TA) engloba todo e qualquer equipamento, produto ou sistema, que torna possível às pessoas com deficiência uma melhor qualidade de vida através do aumento, manutenção ou melhora do seu desempenho funcional. A TA pode desempenhar um papel importante ao criar a possibilidade de uma pessoa se envolver em suas ocupações de escolha e participar plenamente em sua comunidade.Esses produtos podem variar desde uma simples bengala até a um sistema computadorizado de comunicação. Constituem uma série ampla de adaptações, aparelhos e equipamentos nas mais diversas áreas de necessidades pessoais (comunicação, alimentação, mobilidade, transporte, educação, lazer, esporte, trabalho, dentre outras). A TA é muito utilizada em indivíduos com quadro de tetraplegia (alteração de força e sensibilidade em membros superiores, tronco e membros inferiores) após lesão medular, com objetivo de trazer maior independência. A tetraplegia interfere no desempenho e função de atividades do dia a dia, como as relacionadas à mobilidade, ao cuidado pessoal, uso de computador e escrita, trabalho, entre outros. Assim, a utilização de produtos e tecnologias facilitadores para o desempenho dessas atividades podem ampliar as possibilidades de independência, autonomia e satisfação. Podem ser divididas nos seguintes itens: 1- Adaptações para atividades do cotidiano: equipamentos que auxiliam no desempenho de tarefas de autocuidado, como: o banho, o preparo de alimentos, a manutenção do lar, alimentação, vestuário, entre outras; 2- Adaptações para utilização de computadores: recursos para recepção e emissão de mensagens, acessos alternativos, teclados e mouses adaptados, que permitem a pessoas com lesões físicas utilizarem computadores; 3- Unidades de controle ambiental: unidades computadorizadas que permitem o controle de equipamentos eletrodomésticos, sistemas de segurança, de comunicação e de iluminação em casa ou em outros ambientes; 4- Adaptações ambientais: dispositivos que reduzem ou eliminam barreiras arquitetônicas, como por exemplo, rampas de acesso, elevadores e outros; 5- Equipamentos para a mobilidade: cadeiras de rodas e outros equipamentos de mobilidade, como andadores, bengalas, muletas e acessórios; 6- Adaptações em veículos: modificações em veículos para a direção segura, sistemas para acesso e saída do veículo. É possível ver a existência de uma infinidade de recursos. Por isso, a presença de um profissional qualificado é muito importante para garantir a indicação do melhor produto para a condição de determinado indivíduo e sua demanda do dia a dia. Deve ser uma indicação compartilhada, com participação ativa do usuário e treinamento prévio dentro de sua realidade de vida. Assim, o acesso a produtos assistivos adequados a sua necessidade são garantidos, com isso previne-se o abandono, complicações pelo uso de produto inadequado e prejuízos sociais e econômicos. Em linhas gerais, produtos assistivos auxiliam nas atividades cotidianas como banho, alimentação, higiene oral e facial, vestuário e preparo de alimentos, ajudando na apreensão de objetos para a execução dessas respectivas tarefas. A depender da movimentação presente nos braços e mãos, a pessoa terá indicação de adaptações diferentes, que só serão necessárias caso a pessoa não consiga desenvolver “estratégias próprias” para o manuseio de objetos como, por exemplo, o encaixe dos talheres entre os dedos ou o uso de uma escova de dentes com as duas mãos juntas. Existem equipamentos que ajudam a segurar objetos e podem ser posicionados na mão (figura 1) ou também no antebraço (figura 2), no caso de pessoas com fraqueza nas mãos ou punho, respectivamente. Existem também os engrossadores de cabo (figura 3), que ajudam na preensão de objetos mais estreitos. Esses recursos normalmente tem um uso amplo já que é possível adaptar diferentes objetos como por exemplo: talheres, escova dental, escova de cabelo, maquiagem, lâmina de barbear, caneta, entre outros. Para a alimentação e atividades de cozinha, há tábuas adaptadas para fixar e cortar os alimentos, modificações nas alças das panelas, antiderrapantes para pratos e louças, copos com alças, etc. Para o vestuário, existem os cabos alongados (figura 4) que podem ajudar a vestir calças e sapatos e/ou adaptação para colocação de meias (figura 5) ou uso do zíper. Também pode-se usar velcros ao invés de botões e cadarço fixo. Tudo isso pode pode ser encontrado em centros de reabilitação ou lojas especializadas. SAIBA MAIS: 1.  DE CARLO, Marysia M. R. do Prado (Org.); LUZO, Maria Cândida de M. (Org.) Terapia ocupacional: reabilitação física e contextos hospitalares. São Paulo: Roca, 2004. 2.  GREVE, Julia Maria D’Andrea. Tratado de medicina de reabilitação. São Paulo: Roca, 2007. 3.  MAPEAMENTO de competências em tecnologia assistiva: relatório final. Brasília: Centro de Gestão e Estudos Estratégicos-CGEE, 2012. Disponível em: <https://eur02.safelinks.protection.outlook.com/?url=https%3A%2F%2Fwww.cgee.org.br%2Fdocuments%2F10195%2F734063%2FCGEE%2BRelat%25C3%25B3rio%2BEstudo%2Bde%2BTecnologia%2BAssistiva_12022014_9207.pdf%2Fdc70dcb2-c96c-49e0-a2f2-9a23870076f6%3Fversion%3D1.0&amp;data=02%7C01%7C%7Cf79d1594e7d84c2a996608d5f2f24dfb%7C84df9e7fe9f640afb435aaaaaaaaaaaa%7C1%7C0%7C636682044853778152&amp;sdata=6nW7S%2FG75jEGaHf9ldJ1aFWYRG717p65Mq1XH6eSOHY%3D&amp;reserved=0https://eur02.safelinks.protection.outlook.com/?url=https%3A%2F%2Fwww.cgee.org.br%2Fdocuments%2F10195%2F734063%2FCGEE%2BRelat%25C3%25B3rio%2BEstudo%2Bde%2BTecnologia%2BAssistiva_12022014_9207.pdf%2Fdc70dcb2-c96c-49e0-a2f2-9a23870076f6%3Fversion%3D1.0&amp;data=02%7C01%7C%7Cf79d1594e7d84c2a996608d5f2f24dfb%7C84df9e7fe9f640afb435aaaaaaaaaaaa%7C1%7C0%7C636682044853778152&amp;sdata=6nW7S%2FG75jEGaHf9ldJ1aFWYRG717p65Mq1XH6eSOHY%3D&amp;reserved=0>. Acesso em: 26 jul. 2018. 4.  RODRIGUES, P. R.; ALVES, L. R. G. Tecnologia assistiva – uma revisão do tema. Holos, v. 29, n. 6, p. 171-177, 2013. Disponível em: <https://eur02.safelinks.protection.outlook.com/?url=http%3A%2F%2Fwww2.ifrn.edu.br%2Fojs%2Findex.php%2FHOLOS%2Farticle%2Fview%2F1595%2F765&amp;data=02%7C01%7C%7Cf79d1594e7d84c2a996608d5f2f24dfb%7C84df9e7fe9f640afb435aaaaaaaaaaaa%7C1%7C0%7C636682044853778152&amp;sdata=58da9AZGd07WVNNHVYYfz4TNkSqcKN%2BAutxBvV1Xpm0%3D&amp;reserved=0>. Acesso em: 26 jul. 2018. Autores: Gabriela Galante – fisioterapeuta  http://lattes.cnpq.br/0608385009324965

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