USP e prefeitura de Ribeirão Preto criam Centro de Referência Paralímpico Brasileiro

Importante na socialização, o esporte pode ajudar a superar obstáculos, limites e traumas. Para pessoas com deficiência, física ou psicológica, o esporte pode representar todos esses benefícios em um único lugar. É o que pretende a cidade de Ribeirão Preto, interior de São Paulo, ao implantar seu Centro de Referência Paralímpico Brasileiro.

O projeto já está em andamento, com parceria e orientação do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB), da Escola de Educação Física e Esporte de Ribeirão Preto (EEFERP) da USP e da Prefeitura do Campus da USP na cidade. A ideia principal, segundo os responsáveis, é treinar atletas de alto rendimento para fortalecer o desenvolvimento do esporte paralímpico nacional.

“Treinar, dar suporte a atletas de alto nível, promover iniciação esportiva de pessoas com deficiência e formar profissionais do esporte paralímpico estão entre os objetivos do novo centro em Ribeirão Preto”, conta o professor da EEFERP Márcio Pereira Morato. Ele destaca que essa também é uma oportunidade para desenvolver projetos de pesquisa e estágio para os alunos. “A criação desses centros visa a descentralizar as ações e atuações do comitê para atingir o maior número de pessoas com deficiência.”

Ribeirão Preto é considerado um município com forte vocação na área da saúde e com muita força no esporte, motivos pelos quais foi escolhido para receber o projeto. “A cidade, inclusive, tem tudo para se tornar referência no paradesporto com a chegada do Centro de Referência Paralímpico”, afirma André Trindade, secretário de Esportes de Ribeirão Preto, que vê no projeto oportunidade de inclusão de pessoas com alguma deficiência. “O esporte abre o horizonte para uma vida de saúde, competição e novos desafios”, destaca.

O professor Márcio Morato, à esquerda, durante a assinatura do convênio junto com o secretário de Esportes de Ribeirão Preto, André Trindade – Foto : Leandro Trigueiro/EEFERP-USP

Embora a ideia principal seja treinar e formar atletas para a disputa de competições, o centro vai oferecer aulas abertas a qualquer pessoa, independente de idade e da deficiência, estando sempre disponível “para selecionar praticantes e competidores”, afirma Trindade.

Expectativa alta para o início do projeto

A expectativa de participar do projeto é grande entre os idealizadores e alunos da EEFERP, já que as atividades devem atender, logo nos primeiros anos, cerca de 80 crianças e adolescentes nas modalidades de natação e atletismo. Mas, segundo Morato, vôlei, badminton, taekwondo e judô serão incluídas conforme o projeto avance.

O professor conta que a EEFERP já sonhava com um projeto parecido, que esbarrou em questões de logísticas e não chegou a ser colocado em prática. “Na época, levamos o projeto para instituições, como a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) e a Associação dos Deficientes Visuais de Ribeirão Preto (Adevirp), onde foram desenvolvidas algumas modalidades esportivas, atividades interrompidas pela pandemia.”

Centro quer ser referência em formação de atletas e profissionais do esporte paralímpico – Fotos: Tomaz Silva / Agência Brasil e Min. do Esporte

Agora, com parceria sólida entre as entidades, a ideia é que o projeto não tenha problemas de estrutura ou logística. Enquanto o Comitê Paralímpico Brasileiro e a Prefeitura Municipal arcam com os custos do projeto, a EEFERP e a Prefeitura do Campus da USP em Ribeirão Preto se responsabilizam por toda a estrutura do centro.

As atividades serão desenvolvidas na EEFERP e em dependências esportivas da Prefeitura Municipal. “Ribeirão Preto terá mais atletas representando o município e trazendo as vitórias e medalhas que a cidade merece”, comemora Trindade. 

Fonte: Jornal da USP, por Robert Siqueira

Paraciclismo para as crianças

A publicação é dedicada ao Paraciclismo e reúne informações da modalidade e diversas atividades lúdicas para as crianças.
Ainda com a grave situação da pandemia no Brasil, a Confederação Brasileira de Ciclismo (CBC) decidiu criar a apostila educativa infantil “Vamos Pedalar”. O material reúne curiosidades e informações do Paraciclismo, além de atividades lúdicas apresentadas por personagens inspirados na seleção brasileira de paraciclismo.

O objetivo é propor diverção e aprendizado às crianças durante este período de isolamento social, exercitando país e filhos de forma criativa, além de promover o poder transformador do Paraciclismo como plataforma de inclusão social.

O conteúdo foi elaborado afim de estimular a criatividade e o raciocínio lógico através de atividades clássicas, como desenhar, caça-palavras, cruzadinha, figuras para colorir, e muito mais.

A apostila pode ser baixada gratuitamente. É uma ótima sugestão para reunir a família e desvendar os passatempos juntos. Divirta-se!

Baixe a apostila completa aqui.

Fonte: Confederação Brasileira de Ciclismo (CBC)

Programa de videoaulas ensina exercícios funcionais para pessoas com deficiência

Com foco no público que está em casa devido às medidas de isolamento social, uma série videoaulas de exercícios funcionais voltados para pessoas com deficiência está sendo divulgada pela Prefeitura de Belo Horizonte pela rede social Youtube

Desenvolvido pela Secretaria Municipal de Esportes e Lazer, o programa “Superar em Casa” publicará duas videoaulas com conteúdo inédito a cada semana. As primeiras sessões já estão no ar. Confira em Aula funcional 1 e Aula funcional para cadeirantes 1

Segundo o executivo municipal, são aulas com duração média de 12 a 15 minutos, sendo uma de funcional e outra de funcional para cadeirantes (estes terão uma sessão específica para eles). Todas elas ministradas pelo professor Alexandre, conhecido como Tio Careca.

O “Superar em Casa” faz parte do programa “Superar”, que promove a inclusão social da pessoa com deficiência por meio de atividades físicas, esportivas e de lazer. Até ser suspenso por tempo indeterminado devido à Covid-19, o programa atendia 900 usuários em dois centros de referência e sete núcleos em Belo Horizonte. 

“Nesse momento difícil para toda a população, em especial para idosos e pessoas com deficiência, as videoaulas são importantes para a saúde física e mental, atenuando os efeitos desse isolamento. Estamos estudando e desenvolvendo videoaulas também para outros programas”, afirma o secretário municipal de Esportes e Lazer, Elberto Furtado.

Fonte: Paulo Henrique Silva – Hoje em dia

Piscina acessível

A Prefeitura de São Paulo em parceira com a Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência (SMPED) e a Secretaria de Esportes e Lazer (SEME) reformou 29 elevadores de piscinas municipais de centros esportivos da Capital, onde será reinaugurado no dia 23 de janeiro de 2020 no evento do Centro Olímpico de Treinamento e Pesquisa. O evento contará com a participação de atletas da AACD (Associação de Assistência à Criança Deficiente), atletas da Associação JR (Associação Paradesportiva JR) e ACDEP (Associação Cultural Especial Paradesportiva Paulista).
Segundo os dados do IBGE de 2017, cerca de 1 milhão de pessoas se declararam com alguma deficiência. Estes dados, para o Secretário Municipal da pessoa com deficiência, Cid Torquato, estimula o uso de espaços públicos acessíveis.
Entre os centros esportivos que realizaram a reforma estão:

• CE Imirim;
• CE Ibirapuera
• CE Ipiringa
• CE Barra Funda
• CE Cambuci
• CE Lapa
• CE Pirituba
• CE Jaguaré
• CE Butantã
• CE JD Celeste
• CE Campo Limpo
• CE Sto Amaro: (2 elevadores)
• CE V. Sabará
• CE V. Sta Catarina
• CE V. Guarani
• CE V. Manchester
• CE São Matheus
• CE V. Curuçá
• CE Ermelino Matarazzo
• CE Mandaqui
• CE Santana
• CE Tatuapé
• CE Jaçanã
• CE Vila Maria
• JD São Paulo e CE Mooca.

Fonte: Cidade de São Paulo

Link para acesso: https://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/pessoa_com_deficiencia/noticias/?p=291640

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