Contratação de pessoa com deficiência

Mesmo com as mudanças na sociedade e os avanços na legislação brasileira, muitas empresas ainda encaram a contratação de pessoa com deficiência (PcD) como uma obrigação legal, passível de multas em caso de descumprimento. 

Entretanto, essas organizações não percebem que incluir pessoas com deficiência no quadro de funcionários da empresa representa muito mais do que apenas se enquadrar na lei e evitar penalidades. 

A contratação de PcDs torna o local de trabalho um ambiente mais inclusivo e humanizado para todos os colaboradores. Neste artigo você vai entender melhor como a contratação de pessoa com deficiência pode trazer resultados positivos para a sua empresa. 

Segundo a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (Lei 13.146/2015), considera-se pessoa com deficiência aquela que possui “impedimento de longo prazo de natureza física, mental, intelectual ou sensorial” os quais, em momentos de interação, podem impossibilitar uma participação completa e efetiva na sociedade nas mesmas condições que os demais cidadãos.

Logo, as pessoas com deficiência, também chamadas de PcDs, apresentam limitações no desenvolvimento igualitário das atividades, se enquadrando nas seguintes categorias do Decreto 3.298/1999

  • Deficiência física: alteração completa ou parcial de uma ou mais partes do corpo humano, provocando o comprometimento da função física.
  • Deficiência auditiva: perda bilateral, parcial ou total, de 40 decibéis (dB) ou mais.
  • Deficiência visual: cegueira com acuidade visual igual ou menor de 0,05 no melhor olho, baixa visão com acuidade visual entre 0,3 e 0,05 no melhor olho, e somatória do campo visual de ambos os olhos igual ou menor que 60º. 
  • Deficiência mental: funcionamento intelectual significativamente inferior à média.
  • Deficiência múltipla: associação de duas ou mais deficiências.

Legislação trabalhista

Visando garantir a inclusão de pessoas com deficiência no mercado de trabalho, a chamada Lei de Cotas para Deficientes (Lei 8.213/1991) determina a obrigatoriedade da contratação de PcDs por parte das empresas. 

De acordo com a lei, organizações a partir de 100 empregados devem destinar entre 2% a 5% de suas vagas a profissionais reabilitados ou portadores de deficiência. 

A porcentagem deve atender à seguinte proporção: 

  1. até 200 empregados…………………………….2%; 
  2. de 201 a 500………………………………………..3%;
  3. de 501 a 1.000……………………………………4%;
  4. de 1.001 em diante………………………………5%.

Cumprir com a cota mínima de PcDs contratadas é uma obrigação da empresa. E mesmo que não haja profissionais totalmente adequados para o cargo, é responsabilidade social da organização oferecer treinamentos internos e capacitação de novos colaboradores.

Mas se ainda assim a empresa não fechar a cota estabelecida, é possível realizar um acordo com o Ministério Público do Trabalho instituindo prazos para regularizar a situação. 

Se dentro do prazo estabelecido a organização não contratar o número mínimo de PcDs, cabe à gestão apresentar todos os registros e tentativas empregadas na busca de profissionais com deficiência como argumento para evitar multas e ações judiciais.

Por que contratar pessoas com deficiência?

Segundo o último Censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Brasil concentra 45 milhões de pessoas com deficiência, número que representa cerca de 24% da população. 

Contudo, no mercado de trabalho apenas 0,9% das carteiras assinadas pertencem aos profissionais PcDs. Esses dados demonstram que a presença de pessoas com deficiência nas empresas ainda é baixa. 

E mesmo sendo uma obrigação determinada por lei, a contratação de PcDs significa muito mais do que um dever dos empresários. Contar com esses profissionais no time de funcionários traz vantagens para a equipe como um todo e para o ambiente da empresa. 

Confira alguns benefícios que a contratação de pessoa com deficiência traz para o ambiente de trabalho: 

  • Gestão mais humanizada

Com a presença de PcDs na equipe, os gestores desenvolvem uma nova visão dos colaboradores, passando a compreender que cada funcionário é diferente e possui suas próprias limitações, independente de possuir alguma deficiência.

A partir desta nova visão é possível realizar melhorias no processo de administração de pessoal e no ambiente organizacional.

  • Eliminação de preconceitos

Quando a equipe passa a conviver diariamente com profissionais com deficiência, o antigo julgamento de incapacidade e desconfiança é eliminado. 

Afinal, o relacionamento diário no ambiente de trabalho faz com que os demais colaboradores percebam o quanto as pessoas com deficiência são produtivas, independentes e responsáveis.

  • Mais acessibilidade 

Em alguns casos, contar com PcDs na equipe resulta em melhorias na estrutura física da empresa, proporcionando maior acessibilidade e segurança tanto para estes profissionais quanto para demais visitantes que possam se tornar clientes no futuro.

A contratação de pessoa com deficiência

Assim como qualquer outro processo de seleção, a contratação de pessoas com deficiência deve buscar os profissionais mais adequados para os cargos em aberto. 

Contudo, as diferenças no processo seletivo de PcDs exigem o auxílio de uma empresa com experiência em processos de recrutamento e seleção de profissionais. 

Afinal, as vagas em aberto devem ser coerentes com as limitações dos profissionais, proporcionando, ao mesmo tempo, toda a segurança necessária para os trabalhadores.

Fonte: Jornal Contabil

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TeleApoio para Pessoas com Deficiência durante a pandemia do COVID-19

A iniciativa da Secretaria dos Direitos da Pessoa com Deficiência objetiva minimizar os impactos emocionais frente ao enfrentamento ao novo coronavírus/COVID-19 através do TeleApoio, serviço prestado por psicólogos e assistentes sociais por meio digital.

Segundo a secretária dos Direitos da Pessoa com Deficiência, a ação vem também para adaptar serviços de prevenção do novo coronavírus.

O atendimento em âmbito estadual (São Paulo) funciona de segunda a sexta-feira das 08h às 18h sendo realizado via e-mail, telefone ou WhatsApp.

TeleApoio para Pessoas com Deficiência

E-mail: [email protected]

Telefone: (11) 3641-9026

WhatsApp: (11) 99841-6685

Fonte: Governo do Estado de São Paulo e G1

https://g1.globo.com/sp/mogi-das-cruzes-suzano/noticia/2020/05/27/portadores-de-deficiencia-com-problemas-emocionais-podem-usar-servico-de-teleapoio-do-estado.ghtml

https://www.saopaulo.sp.gov.br/ultimas-noticias/estado-disponibiliza-servico-de-apoio-psicologico-as-pessoas-com-deficiencia/

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PROGRAMA TODAS in-Rede

O Programa TODAS in-Rede foi desenvolvido pela Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência de São Paulo com o objetivo de incidir na promoção de empoderamento e emancipação das mulheres com deficiência do Estado de São Paulo, visando a favorecer a melhoria da qualidade de vida e inclusão social.

NOSSOS PILARES:

Início ao Trabalho e Renda

Pensando em ampliar o número de mulheres com deficiência no mercado de trabalho, o Programa TODAS in-Rede tem conexão com o Programa Meu Emprego – Trabalho Inclusivo, que promove a inclusão, permanência e desenvolvimento profissional de pessoas com deficiência no mercado de trabalho, oferecendo qualificação profissional e empreendedora, Intermediação de mão de obra (Vagas de Emprego) e Emprego Apoiado.

Direitos Afetivos e Sexuais

Os relacionamentos afetivos, a sexualidade e o direito à maternidade fazem parte da vida da mulher jovem/adulta, e não é diferente às mulheres com deficiência. Levar informação a esse respeito e promover o empoderamento e resgate e a autoestima destas mulheres é um dos objetivos de nosso Programa.

Prevenção à violência

O número de mulheres com deficiência que sofrem violência é muito grande no Estado de São Paulo. Seja por falta de informação, por dependência afetiva ou financeira, o Programa TODAS In-Rede tem o objetivo de mudar este paradigma por meio da informação e empoderamento dessas mulheres.

Empoderamento e Liderança

Quando nos sentimos empoderadas, temos a capacidade de transformar nossas vidas. Historicamente, por muitos anos, o papel da mulher foi servir ao homem e cuidar dos filhos. Com a mudança deste papel, muitas mulheres hoje têm sua própria carreira profissional e, com isso, ganham independência financeira. Por meio do empoderamento, recuperação da autoestima com base no conhecimento de seus direitos, o Programa TODAS in-Rede pretende transformar o paradigma das mulheres com deficiência.

Acesse o site aqui e saiba mais.

Fonte: Secretaria dos Direitos da Pessoa com Deficiência

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Essa é a Amora.


Amora tem paralisia cerebral. Tem quase 5 anos, ainda não fala, não anda e nem senta sozinha. Ela não come comida sólida, baba um pouco e tem movimentações involuntárias. Quando fica feliz, ela se agita bastante com todo o corpo.
Por ser assim, “diferente”, Amora já foi deixada de lado em brincadeiras por crianças e por adultos. Uma criança já se afastou dela não querendo nem encostar, tipo quando você aproxima um inseto de alguém (não tô exagerando). Sabemos que agora ela é uma criança linda com todo apoio que precisa, mas não sei como será ela adulta sem andar, se comunicar, etc. Eu, como mãe de uma criança com deficiência, faço de tudo hoje para que ela possa ter um amanhã melhor, com mais autonomia. Além disso, busco o apoio dos outros. Peço por empatia, inclusão, por direitos, equidade, respeito, me envolvo na luta pela causa.


Na real, eu não queria fazer nada disso! Só queria respeito e empatia. A vida seria bem mais leve. Mas além de não termos isso, ainda temos preconceito e ódio!
Independente da deficiência da Amora, jamais vamos tolerar isso. É desumano! Por aqui, somos todos anti facistas, anti racistas e anti qualquer movimento que propague o ódio, seja ele social e, principalmente, político.
Esse não é um relato de posicionamento político! É um posicionamento humano! O que não quero pra mim, não desejo ao outro.
Todas as vidas importam!

Fonte: Agda, mãe da Amora.

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UFSCar produz material sobre prevenção à Covid-19 em Libras

Material pode ser conferido no canal do YouTube do Laboratório Aberto de Interatividade para a Disseminação do Conhecimento Científico e Tecnológico (LAbI) da UFSCar


Foi produzido um vídeo com instruções sobre prevenção ao novo coronavírus na Língua Brasileira de Sinais (Libras), a linguagem gestual utilizada por surdos e mudos. A iniciativa é da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) e integra o esforço para a circulação de informações sobre os cuidados a serem adotados frente à pandemia para diferentes públicos.

O material produzido pelo Laboratório Aberto de Interatividade para a Disseminação do Conhecimento Científico e Tecnológico (LAbI) da UFSCar aborda a importância do distanciamento social, os cuidados a serem tomados quando há necessidade de deixar a residência e o que fazer caso apareçam sintomas. Para ter acesso ao vídeo, basta acessar o canal do LAbI no YouTube.

A produção audiovisual também conta com uma versão para ser baixada e compartilhada no WhatsApp. Além do vídeo, o laboratório também produziu materiais para diferentes públicos como podcast diário (Quarentena), videocast com dicas de atividades culturais on-line e divulgação de pesquisas sobre o tema, por exemplo. Alguns desses materiais já estão sendo preparados para versões em Libras também.

Fonte: Ministério da Educação

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Cinco pontos-chave para a inclusão de pessoas com deficiência na resposta à COVID-19

A crise da COVID-19 é nova para todas, todes e todos. Agora, é necessário que as pessoas possam atuar, interagir e se comunicar de formas diferentes das que estão acostumadas. Contudo, as desigualdades, agravadas pelo impacto da COVID-19 sobre as pessoas com deficiência, não são novas. Na resposta à crise atual, o risco é de que as pessoas com deficiência sejam novamente deixadas para trás. A boa notícia é que a Organização Internacional do Trabalho (OIT) já sabe o que funciona: justiça social, inclusão efetiva, igualdade de oportunidades e trabalho decente.

A recente publicação da OIT “Pessoas com deficiência na resposta à COVID-19” lista cinco pontos-chave para a inclusão de pessoas com deficiência na resposta à pademia da COVID-19.

Adotar medidas de apoio para promover a igualdade – Políticas de trabalho de casa devem assegurar que as(os) trabalhadoras(es) com deficiência disponham das adequações necessárias em suas casas, tais como as que deveriam existir em seu local de trabalho habitual. Outras medidas de autoisolamento como resposta à COVID-19 devem levar em consideração a situação particular das pessoas com deficiência, incluindo o fato de algumas necessitarem de assistência pessoal.

Assegurar uma comunicação acessível e inclusiva – Toda comunicação relacionada à saúde pública, à educação e ao trabalho sobre a pandemia, incluindo arranjos de trabalho de casa, devem ser acessíveis às pessoas com deficiência, inclusive por meio do uso da linguagem de sinais, legendas e websites com tecnologia específica. A comunicação deve ainda abordar a situação particular das pessoas com deficiência.

Proporcionar proteção social adequada – A proteção social é essencial para que as pessoas com deficiência possam cobrir gastos extras relacionados à deficiência, que podem aumentar devido ao impacto da crise e impactar os seus sistema de apoio. Pessoas com deficiência, especialmente mulheres, fazem parte de um grupo que enfrenta taxas de desemprego mais elevadas. Por isso, agora mais do que nunca, as medidas de proteção social, sensíveis às questões de gênero, devem ser construídas de forma a apoiar as pessoas com deficiência a entrar, permanecer e progredir no trabalho mercado

Assegurar o direito do trabalho agora e sempre – O diálogo social e a participação são fundamentos dos movimentos pelos direitos das pessoas com deficiência e pelos direitos trabalhistas. E em meio à atual pandemia, são mais necessários do que nunca. A multiplicidade de pontos de vista – dos governos, das organizações de trabalhadores e de empregadores e das organizações de pessoas com deficiência – oferecem uma variedade de soluções. Portanto, é indispensável a implementação das Normas Internacionais do Trabalho e de outros instrumentos de direitos humanos, especialmente a Convenção das Nações Unidas sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência.

Mudar a narrativa – Para atingir todos os pontos mencionados anteriormente, é fundamental incluir pessoas com deficiência como cocriadoras das respostas à COVID-19, como defensoras e usuárias, e não como vítimas. Todas as crises trazem oportunidades e a oportunidade do momento é promover a inclusão de todos os grupos anteriormente discriminados – incluindo as pessoas com deficiência – como elemento central em todas as respostas à pandemia. Com base na experiência adquirida na área de inclusão de pessoas com deficiência e no fortalecimento de parcerias, é possível construir uma resposta à crise da COVID-19 forma sustentável e inclusiva.

A OIT tem um compromisso de longa data com a promoção da justiça social e do trabalho decente para as pessoas com deficiência. Uma abordagem dupla é necessária para a inclusão da deficiência. De um lado, programas ou iniciativas específicas para a deficiência, com o objetivo de superar desvantagens ou barreiras específicas, enquanto, do outro, a inclusão de pessoas com deficiência nos principais serviços e atividades, como treinamento de habilidades, promoção de emprego, estratégias para a proteção social e a redução da pobreza. Os esforços da OIT para incluir pessoas com deficiência também abrangem todo o espectro de suas atividades, incluindo práticas internas e parcerias com outras agências da ONU, conforme descrito na Estratégia e Plano de Ação para Inclusão da Deficiência da OIT 2014-17 .

Fonte: ONU BR

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Professoras de enfermagem orientam como fazer máscaras de proteção facial

Iniciativa está entre várias ações de extensão da Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto para combate à covid-19

A Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto (EERP) da USP coloca em ação uma de suas maiores vocações, o cuidar. Para isso, a Comissão de Cultura e Extensão Universitária (CCEx) da EERP vai fomentar projetos voltados para ações de enfrentamento da covid-19, com amplo alcance e impacto social. 

No total serão investidos 20 mil reais, do Fundo de Cultura e Extensão Universitária da CCEx, para produção de material de divulgação, material educativo e material de proteção individual. 

Confecção de máscaras

Uma das ações já em andamento na EERP é das professoras Susana Segura Muñoz e Karina Dal Sasso Mendes e da enfermeira Patrícia Abrahão Curvo. As profissionais elaboraram um projeto de ação emergencial para capacitar e também produzir máscaras de proteção facial, um Equipamento de Proteção Individual (EPI) atualmente em falta nas instituições de saúde e até nas farmácias.

Na primeira fase, com recursos próprios e doações, principalmente de tecidos e elásticos, o grupo confeccionou 618 máscaras que foram entregues gratuitamente para “idosos acamados ou com alguma comorbidade de risco, e seus cuidadores e familiares”. Para ampliar seu alcance, o projeto passou a contar com o apoio da Comissão de Cultura e Extensão Universitária da EERP e pretende produzir mais de mil máscaras. 

Além da produção, a equipe ainda disponibiliza um infográfico para que as pessoas façam a sua própria máscara. Nele tem imagens e o descritivo com o passo-a-passo para a confecção, higienização e conservação correta das máscaras. Também, em breve, será possível visualizar todo o conteúdo em vídeo.

As máscaras produzidas com o apoio da CCEx serão distribuídas em parceria com a Divisão de Atenção Básica da Secretaria Municipal de Saúde de Ribeirão Preto para identificação, avaliação e fornecimento à população alvo de maior vulnerabilidade.

Mais informações sobre a ação e para esclarecimentos sobre a confecção de máscaras pelos e-mails [email protected][email protected][email protected]

Fonte: Níkolas GuerreroJornal da USP

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Como criar a cadeira de rodas ideal? Pesquisa da USP em São Carlos quer descobrir

Estudo da Escola de Engenharia de São Carlos da USP quer identificar o perfil de pessoas envolvidas no serviço de fornecimento de cadeira de rodas, tantos os profissionais da saúde, quanto usuários.

De acordo com o último censo demográfico do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 45 milhões de brasileiros sofrem de algum tipo de deficiência física. Muitos deles necessitam de cadeiras de rodas para seus deslocamentos diários. Pensando nisso, uma pesquisa realizada na Escola de Engenharia de São Carlos (EESC) da USP quer entender qual é a cadeira ideal para atender a diferentes necessidades dos seus usuários.

Conduzida pelo fisioterapeuta Ramon R. Guedes de Camargo, mestrando do Programa de Pós-Graduação Interunidades em Bioengenharia da EESC, a pesquisa tem o objetivo de identificar o perfil de atuação e de interação entre as pessoas envolvidas no serviço de fornecimento de cadeira de rodas, tantos os profissionais da saúde, quanto os utilizadores.

Para participar, serão disponibilizados questionários específicos, um destinado aos cadeirantes e outro aos profissionais dos serviços que as prescrevem. Os formulários on-line permitirão aos pesquisadores compreender quem são e o que pensam sobre os serviços de dispensa de cadeira de rodas no Brasil. Os usuários de cadeira de rodas poderão responder ao questionário neste link. Já os profissionais da saúde, que atuam na prescrição de cadeira de rodas, devem responder ao questionário clicando aqui.

O estudo é orientado pelo professor José Marques Novo Júnior, em parceria com o Laboratório de Inovação e Empreendedorismo em Tecnologia Assistiva, Esporte e Saúde (Lietec) da Universidade de Federal de São Carlos (UFSCAR).

Mais informações sobre a pesquisa podem ser obtidas neste link.

Fonte: Jornal da USP

https://jornal.usp.br/universidade/como-criar-a-cadeira-de-rodas-ideal-pesquisa-da-usp-em-sao-carlos-quer-descobrir/

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Inclusão de pessoas com deficiência precisa avançar na EAD

Um dos papéis do Ensino a Distância é ampliar a acessibilidade, principalmente na graduação.  Na EAD o aluno pode estudar em casa e realiza provas, atividades laboratoriais e outros encontros presenciais em uma unidade da instituição de ensino onde estuda.

Segundo estudo recente, o CensoEAD.BR da ABED (Associação Brasileira de Educação a Distância), mostra que apesar do crescimento desta modalidade de ensino em todo o país e de estar garantida pela Constituição Federal, que todas as pessoas portadoras de deficiência tenham acesso à educação, à saúde, ao lazer e ao trabalho, entre outros direitos, as instituições formadoras de EAD no Brasil apresentam números baixos de investimentos na inclusão. 

Por exemplo, 18,5% não executam ações que promovem a inclusão e na melhor situação, o número ainda pode ser considerado baixo: apenas 20,7% oferecem atendimento de intérpretes de Libras (Língua Brasileira de Sinais). Já em relação aos recursos tecnológicos oferecidos, nota-se uma pequena melhora, embora distante do ideal: 55,56% das provas são adaptadas; 52,59% dispõe de computadores com recursos de acessibilidade; 28,17% proporcionam lupas e lentes de aumento; 23,70% oferecem roteiros de aprendizagem diferenciados; 19,26 concedem material em braile.

“Sem dúvida alguma, para os estudantes que têm dificuldade de mobilidade, a EAD é muito útil, porque facilita o acesso e barateia o custo de deslocamento”, avalia a conselheira da Abed, Josiane Maria de Freitas Tonelotto. “Mas as instituições precisam investir mais em tecnologia para adaptar material e aulas.”

Josiane destaca que todos têm os mesmos direitos e devem ter acesso a mesma qualidade de aulas e materiais. “É fundamental que um deficiente sensorial, cego ou surdo, tenha acesso a audiolivros, podcasts e tradutor de Libras. Eles devem ter a mesma experiência de aprendizagem que os demais alunos.”

O estudante deficiente deve ficar atento antes de fazer a matrícula e verificar se a instituição oferece conteúdo adaptado. Para os alunos da graduação, a informação é dada na inscrição do vestibular.

Já as instituições devem criar e investir em um núcleo de acompanhamento, que ofereça as condições necessárias a todos os alunos.

EAD, o Ensino à Distância, é uma tendência na educação e uma opção para muitos estudantes. Na prática, é uma modalidade de ensino em que o aluno não está fisicamente em uma escola ou universidade. As aulas são acompanhadas remotamente, muitas vezes estão gravadas em vídeo e outras tecnologias também podem ser utilizadas como aplicativos. O aluno pode acompanhar via internet por computadores, celulares ou tablets. São oferecidos cursos de graduação, pós e cursos livres.

Fonte: Karla Dunder, do R7

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ONU lançou alerta mundial sobre as pessoas com deficiência e o coronavírus

Para enfrentar a pandemia é crucial que as informações sobre como prevenir e conter a doença sejam acessíveis a todos.

Na última terça-feira (17), a Organização das Nações Unidas (ONU) lançou um alerta mundial sobre o COVID-19, o novo coronavírus. O anúncio foi feito pela relatora especial sobre direitos das pessoas com deficiência, Catalina Devandas, em Genebra, chamando atenção das autoridades sobre as pessoas com deficiência.

A relatora da ONU chamou a atenção de governantes em todo o globo sobre a maior responsabilidade com essa população por causa da discriminação estrutural que enfrentam, enfatizou que é fundamental estabelecer protocolos para emergências de saúde pública para garantir que pessoas com deficiência não sejam discriminadas no acesso à saúde, “incluindo medidas que salvam vidas”.

“Para enfrentar a pandemia, é crucial que as informações sobre como prevenir e conter o coronavírus sejam acessíveis a todos”, disse a especialista.

“As campanhas de informação pública e as informações fornecidas pelas autoridades nacionais de saúde devem estar disponíveis em língua de sinais, formas, meios e formatos acessíveis, incluindo tecnologia digital, legendas, serviços de retransmissão, mensagens de texto, leitura fácil e linguagem simples. ”

O texto vem ao encontro do que a Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência (SMPED), da Prefeitura de São Paulo, vem trabalhando para obter na cidade. “Pessoa com deficiência também está no grupo de risco”, declara Cid Torquato, secretário da pasta.

Todas as orientações do Ministério da Saúde, e de outros órgãos não mencionaram até agora os cuidados com as pessoas com deficiência e seus cuidadores. Para ajudar a população, a SMPED tem divulgado informações em suas redes sociais sobre prevenção e cuidados e está atenta ao tema.

Segundo censo do IBGE, com dados revistos em 2017, temos no Brasil cerca de 16 milhões de pessoas com deficiência. Mas, acreditamos que cerca de 10% da população, segundo a própria ONU, seja pessoa com deficiência. Na cidade de São Paulo são 1 milhão de pessoas.

A pessoa com deficiência é um seguimento da população sujeito a maior risco, sobretudo, em razão das fragilidades físicas, notadamente aquelas que resultam em insuficiência e/ou dificuldade respiratória.

Pessoas com condições genéticas ou neurológicas que tomam remédios específicos têm restrições respiratórias ou dificuldades profundas de comunicação, precisam ser monitoradas com atenção redobrada.

Essa recomendação é voltada principalmente para quem tem sequelas graves provocadas por paralisia cerebral, síndrome de Down, Transtorno do Espectro Autista (TEA), Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC), Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA), Atrofia Muscular Espinhal (AME), Esclerose Múltipla (EM), distrofias musculares e outras semelhantes.

Fonte: Secretaria Especial de Comunicação, Cidade de São Paulo

Acesse a notícia da ONU (Organização das Nações Unidas/United Nations Organization)aqui

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