Unir gamificação e psicologia pode ajudar aprendizagem de criança com autismo

Construir uma abordagem para facilitar e apoiar a aprendizagem de crianças diagnosticadas com Transtorno do Espectro Autista (TEA). Esse foi o desafio que mobilizou a pesquisadora Laíza Ribeiro Silva durante o mestrado no Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos, que contou com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp).

Ao mesmo tempo em que finalizava sua dissertação de mestrado, Laíza contribuiu com a formação de 300 futuros especialistas atuando como tutora na Pós-Graduação a Distância em Computação Aplicada à Educação do ICMC – que está com inscrições abertas até 24 de agosto. Mas o que conecta a experiência como tutora à experiência de pesquisadora?

Todos os seres humanos, quaisquer que sejam suas características, quando embarcam em uma jornada de aprendizagem enfrentam desafios. O que muda é o tipo de obstáculo que será preciso superar para conquistar a tão almejada recompensa: o aprendizado. No caso do autismo, as dificuldades ocorrerão devido à presença de um transtorno caracterizado por déficits em diferentes aspectos, especialmente relacionados à comunicação, interação social e a ocorrência de padrões restritos e repetitivos. Por isso, um dos grandes obstáculos na educação das crianças com autismo é engajá-las nas atividades de aprendizado.

Ao contrário dessas crianças, os adultos que cursam a Pós-Graduação em Computação Aplicada à Educação anseiam por ampliar os conhecimentos e demonstram claramente muita vontade de aprender. Mas a maioria desses adultos são professores que não tiveram tantas experiências prévias com as novas tecnologias e, muitas vezes, sentem-se pouco confortáveis diante das ferramentas tecnológicas. “Eu os ajudava pensando nas dificuldades que poderiam ter ao acessar uma plataforma on-line, já que muitos não tinham qualquer fluência na tecnologia. Eles têm muita vontade de aprender, o que falta, na maior parte das vezes, é alguém para guiá-los”, diz a pesquisadora.

Por outro lado, as crianças com autismo costumam sentir uma atração natural pela tecnologia. Segundo Laíza, diversas pesquisas já realizadas mostram que computadores, smartphones e tablets facilitam a participação ativa dessas crianças porque, além de despertarem seus interesses, favorecem um processo de aprendizagem mais autônomo. Durante os estudos para o mestrado, a pesquisadora identificou que há uma carência de abordagens e ferramentas adequadas para aprimorar as habilidades das crianças com autismo. Então, mergulhou na criação de uma abordagem que poderia contribuir com a alfabetização dessas crianças, em estudo realizado sob a orientação do professor Seiji Isotani, do ICMC, e a co-orientação do professor Nassim Chamel Elias, do Departamento de Psicologia da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar).

Unindo computação e psicologia

A fim de aumentar o engajamento e o aprendizado das crianças, Laíza decidiu testar uma abordagem associando conceitos de computação e de psicologia. Da primeira área, ela abraçou o conceito da gamificação, que pode ser compreendido como uma maneira de aprimorar a realização de uma tarefa utilizando elementos de jogos. “Aplicações gamificadas podem possibilitar que o aprender esteja ligado ao brincar, tornando as atividades envolventes, principalmente para as crianças”, explica a pesquisadora.

Na psicologia, Laíza descobriu inúmeros estudos apontando resultados bem-sucedidos no aprendizado de crianças com autismo a partir da abordagem da Análise do Comportamento Aplicada (ABA). Entre as diversas estratégias dessa abordagem, destaca-se o Ensino por Tentativas Discretas (DTT), que busca levar à aprendizagem por meio da repetição e do reforço. “No entanto, essas intervenções são dispendiosas e o tempo gasto é extenso até a consolidação dos resultados, o que compromete sua adesão e sucesso”, pondera. Daí a relevância de tornar essa estratégia de ensino automática, por meio da criação de ferramentas educacionais.

Para planejar, desenvolver e testar a abordagem que criou, Laíza contou com o apoio de duas psicólogas que atuam na Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) de São Carlos e de profissionais do Centro de Desenvolvimento Progresso Infantil (PIN), instituição localizada em Lisboa, Portugal. Essa interação com o centro português foi possível graças à bolsa de estágio de pesquisa no exterior (BEPE), que recebeu da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), e possibilitou à pesquisadora desenvolver atividades durante um ano na Universidade de Lisboa, sob a supervisão do professor Tiago Guerreiro.

Foi na Apae que, em outubro do ano passado, a mestranda apresentou o resultado de seu trabalho para quatro crianças, de 7 a 12 anos, duas meninas e dois meninos, todos com diagnóstico de autismo moderado. Para colocar em prática a abordagem criada pela pesquisadora, foram desenvolvidos quatro protótipos que as crianças puderam experimentar durante várias sessões usando um tablet. Nas primeiras sessões, elas usaram protótipos de treino, desenvolvidos para que conhecessem como funcionava a dinâmica da atividade e, portanto, não tinham como objetivo ensinar conteúdos relacionados à alfabetização.

Depois do treino, as crianças passavam a usar os protótipos que, de fato, tinham como meta ensinar conteúdos de alfabetização. Laíza disponibilizou um vídeo para mostrar, em detalhes, como esse protótipo funciona: quando a primeira tarefa começa, a criança vê uma imagem surgir na tela do computador e escuta uma instrução em áudio nomeando aquela imagem (“asa”). Na sequência, abaixo da imagem da asa, três opções de escolha são apresentadas por meio do áudio: “ema”, “água” e “olho”. Novamente, uma instrução em áudio solicita que a criança clique na imagem que começa com o mesmo som que “asa”. Se a criança acerta, recebe um elogio. Se erra, volta o áudio explicando qual era a resposta correta.

Para testar se havia diferença no engajamento e na aprendizagem das crianças quando a gamificação entrava em cena, Laíza criou protótipos sem usar elementos de jogos e protótipos que possuíam desafios como nível e missão, em que as crianças podiam escolher um personagem para se identificar (um avatar). Assim, durante as sessões de treino de aprendizagem, as crianças experimentavam dois protótipos similares, em que a diferença entre um e outro se restringia à presença ou ausência dos elementos de jogos.

Após várias sessões de treino e de mensurar os resultados alcançados, Laíza encontrou indícios de melhoria no engajamento e na aprendizagem quando as crianças usavam o protótipo com elementos de jogos: “Ou seja, os elementos de jogos, quando combinados com a estratégia do Ensino por Tentativas Discretas (DTT), podem contribuir para que crianças autistas se envolvam nas atividades educacionais propostas ou se concentrem mais para realizá-las, produzindo, por consequência, benefícios de aprendizagem.” A pesquisadora acrescenta, ainda, que é preciso fazer mais estudos aplicados com mais crianças, por um maior número de meses e em mais instituições, para demonstrar todo o potencial que há nessa união bem-sucedida entre a gamificação e o Ensino por Tentativas Discretas.

Segundo o orientador do projeto, Seiji Isotani, pesquisas empíricas multidisciplinares como a de Laíza, que atacam problemas relevantes e agudos da sociedade, são fundamentais para o avanço e a disseminação da ciência: “No momento sensível em que vivemos, é essencial mostrar que as pesquisas científicas podem impactar positivamente a vida das pessoas. E, no caso do trabalho da Laíza, foi possível unir técnicas da computação e da psicologia educacional para criar produtos tecnológicos que têm o potencial de beneficiar a alfabetização de crianças com autismo no longo prazo.”

Esse projeto pode até parecer um pequeno passo para a ciência, mas é um grande salto em prol da aprendizagem e do engajamento de crianças que precisam enfrentar os desafios de um transtorno para conquistar a recompensa do aprendizado.

Ouça aqui a entrevista com a pesquisadora Laíza Ribeiro Silva para o Jornal da USP no Ar, Edição Regional.

Fonte: Jornal da USP

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Literatura Acessível

O projeto traz uma proposta de multiplicidade, estimula o protagonismo da diversidade e propõe discussão saudável, na perspectiva inclusiva, dentro e fora das escolas.

Este projeto nasceu e foi idealizado através da inquietação de uma das autoras, a Carina Alves, quando em sua banca de defesa da dissertação de mestrado ela foi indagada sobre o que faria com as histórias contadas em sua pesquisa. Ela sem ter pensado nisso se surpreendeu e começou a pensar. Uma das doutoras da banca disse:

“Pense nas crianças, a base da nossa educação precisa saber e aprender mais sobre a diversidade humana”.Professora Dra. Marcia Campeão.

Isso, em 2014 quando Carina saiu desta banca inquieta pensando o que fazer e teve a ideia de escrever para crianças. Ainda em 2014, ela escreveu e publicou a primeira história : A Menina que perdeu a perna. Em 2015 ganhou fôlego para, no ano dos Jogos Rio 2016, lançar a segunda história: O Menino que escrevia com os pés, já em um formato mais amplo, pois contemplou também a versão em libras e o multilinguismo, em português e alemão, pensando nos filhos de refugiados de guerra.

Ainda em 2016, Carina viajou a trabalho com sua parceira Mari Meira e lá tiveram a ideia de mais um livro. Foi quando numa estação de trem em Coimbra, em Portugal elas escreverem A Princesa que Tinha um Cromossomo a Mais. Lançaram o livro em 2017.  Com o sucesso e a vontade de dizer para o mundo que a diversidade humana existe e precisa ser compreendida e respeitada, surgiram mais ideias: “Se estamos escrevendo sobre pessoas que têm alguma característica, alguma deficiência, temos que pensar mais em acessibilidade. Queremos que todos e todas tenham a possibilidade de ler todos os nossos livros”. E aí surge a necessidade em ampliar os mecanismos de acesso, quando pesquisando, em parceria com o Instituto Politécnico de Leiria, em Portugal, foi possível pensar nas versões em pictograma. Através da incansável pesquisa, veio a ideia do braille e da audiodescrição, além de libras. Sem recursos naquele momento, o projeto começou a buscar possibilidades de torná-lo em multiformato, uma realidade.

Em 2018 submeteram o projeto na Lei de Incentivo a Cultura. O projeto foi aprovado e agora estão aqui contando essa história para vocês. Este ano, farão o lançamento da quarta história: O Melhor Amigo da Bengala, além do lançamento de todos os livros em multiformato (braille, libras, pictogramas e audiodescrição) e multilinguismo (português e alemão).

Para ter acesso aos livros, clique aqui.

Objetivos de Desenvolvimento Sustentável

O Projeto Literatura Acessível está alinhado com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, também conhecidos como ODS, que foram estabelecidos em 2015 pela Organização das Nações Unidas (ONU).

Os ODS foram ratificados por todos os países da ONU e entraram em vigor no dia 1º de janeiro de 2016, tendo como prazo o ano de 2030 para serem implementados. São 17 Objetivos e 169 metas que envolvem temáticas como: a erradicação da pobreza, igualdade de gênero, redução de desigualdades, segurança alimentar, energia, saneamento, mudanças climáticas, entre outras.

Os temas abordados nos livros e as ações do projeto se alinham com os objetivos 4 e 5 da ODS. O Objetivo 4 é assegurar a educação inclusiva e equitativa de qualidade, e promover oportunidades de aprendizagem ao longo da vida para todos. E o quinto objetivo é alcançar a igualdade de gênero e empoderar todas as mulheres e meninas.

Fonte: Literatura Acessível

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Derrubando mitos sobre o autismo

Corre na internet todo tipo de mito sobre o autismo. Alguns procuram “culpados” pela condição, outros oferecem curas “milagrosas” – que, na verdade, podem até colocar a vida das pessoas em risco. Neste episódio, contamos a história de sucesso de um jovem que aprendeu a conviver com o autismo e de uma mãe que virou neurocientista para entender a condição do filho. Também conversamos com especialistas que ajudam a desfazer os mitos que envolvem o transtorno do espectro autista.

Ouça o áudio clicando aqui

Fonte: Jornal da USP, Por Silvana Salles.

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Tomada de Decisão Apoiada auxilia inclusão de pessoas com deficiência

Já ouviu falar da Tomada de Decisão Apoiada? O instrumento é relativamente novo e ainda pouco conhecido, segundo a advogada, especialista em direitos da pessoa com deficiência, Diana Serpe. “Ele foi incorporado ao Código Civil com a entrada em vigor da Lei Brasileira de Inclusão (LBI) e deve ser compreendido como um instrumento de apoio para o exercício da capacidade da pessoa com deficiência, e nunca como um limitador de autonomia e liberdade”, explica.

Segundo a LBI, a deficiência por si só não afeta a plena capacidade civil da pessoa, sendo assegurado o exercício da capacidade em igualdade de condições a todos os cidadãos. “Entretanto, há casos de pessoas com deficiência que se sentem inseguras ou até mesmo impedidas de praticarem determinados atos cotidianos da vida civil, e, por isso, é essencial apoio de terceiros”, argumenta Diana Serpe.

O mecanismo é mais flexível que a curatela, quando há um curador encarregado de administrar bens em nome de outro. Pode ser aplicado em favor de maiores de 18 anos com qualquer tipo de deficiência, mantendo-se a capacidade de fato do indivíduo.

Como funciona?

– O pedido de Tomada de Decisão Apoiada é feito judicialmente pelo próprio interessado, que indicará pelo menos duas pessoas idôneas e de sua confiança, que atuarão como seus apoiadores;

– Deve apresentar expressamente o limite do apoio a ser oferecido, bem como os compromissos dos apoiadores referentes aos direitos, vontade e interesses da pessoa apoiada;

– O acordo deve ter prazo de vigência e pode ser extinto a qualquer tempo, a pedido da pessoa apoiada, não havendo possibilidade do Juiz negar a solicitação;

– Da mesma forma, os apoiadores também podem solicitar a exclusão de sua participação do processo;

– Os apoiadores desempenham encargo de suporte a pessoa apoiada, devendo zelar pelos interesses do apoiado;

– Em caso de extrema discordância, o apoiador deverá comunicar o Juiz sobre negócios jurídicos que representem risco ou prejuízo ao apoiado;

– Em todos os atos da vida civil que não estiverem relacionados no acordo de Tomada de Decisão Apoiada, a pessoa exercerá total capacidade para suas decisões;

– Em geral, Tomada de Decisão Apoiada é de grande importância para atos negociais e patrimoniais, embora diga respeito a todo e qualquer ato da vida civil, desde que conste no requerimento.

“Prevista no art. 1.783-A do Código Civil, a Tomada de Decisão Apoiada é uma excelente alternativa para as pessoas que estão no meio do caminho, ou seja, pessoas que não gozam de integral aptidão para o exercício autônomo e independente da vida civil, mas tampouco necessitam de curatela”, finaliza Diana Serpe.

Fonte: Jornal DIA DIA  Por DANIEL SUZUMURA DOS SANTOS

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STF estende isenção de IPI sobre automóveis para deficientes auditivos

O Plenário do Supremo Tribunal Federal reconheceu a omissão inconstitucional, em relação aos deficientes auditivos, da Lei 8.989/1995, que trata da isenção do Imposto Sobre Produtos Industrializados (IPI) a pessoas com deficiência e estabeleceu o prazo de 18 meses, a contar da data da publicação do acórdão, para que o Congresso Nacional adote as medidas necessárias a suprir a omissão legislativa.

Enquanto perdurar a omissão, deve ser aplicado às pessoas com deficiência auditiva o artigo 1º, inciso IV, da lei, que beneficia com a isenção do tributo pessoas com deficiência física, visual e mental e com transtornos do espectro autista.

A maioria dos ministros acompanhou o voto do relator e julgou procedente a Ação Direta de Inconstitucionalidade por Omissão (ADO) 30, ajuizada pela Procuradoria-Geral da República (PGR), que alegava que a ausência desse direito para os deficientes auditivos cria uma discriminação injustificada.

Benefício incompleto e discriminatório
Para o ministro Dias Toffoli, a isenção de IPI na compra de carros foi implementada de maneira incompleta e discriminatória, ao excluir as pessoas com deficiência auditiva no rol dos beneficiados. “E, ao assim proceder, o poder público ofendeu não só a isonomia, mas também a dignidade e outros direitos constitucionalmente reconhecidos como essenciais dessas pessoas”, afirmou. Segundo ele, nessas hipóteses, cabe ao Poder Judiciário adotar medidas para “efetivar os preceitos violados, muitos deles caríssimos ao Estado Democrático de Direito”.

Políticas públicas
De acordo com o relator, o benefício fiscal foi construído como forma de realizar políticas públicas para a inclusão social das pessoas beneficiadas. A partir da análise das diversas legislações que trataram do assunto, Toffoli verificou as sucessivas ampliações do rol das deficiências contempladas com a isenção, e lembrou que a ideia das normas foi facilitar a locomoção dessas pessoas e melhorar suas condições para exercerem suas atividades, buscarem atendimento para suas necessidades e alcançarem autonomia e independência. Por isso, considerou não haver razão para impedir a aplicação do benefício fiscal em relação, também, às pessoas com deficiência auditiva.

O presidente do STF ressaltou que essas políticas têm natureza constitucional e estão conectadas a direitos constitucionalmente reconhecidos como essenciais, em especial com a dignidade da pessoa humana. Ele citou a Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência e seu Protocolo Facultativo, que equivale a uma emenda constitucional, por terem sido adotados pelo Brasil (Decreto 6.949/2009), nos termos do art. 5º, parágrafo 3º, da Constituição Federal.

O ministro Marco Aurélio ficou vencido, ao divergir parcialmente. Para ele, não cabe ao Supremo determinar prazo para atuação do Legislativo, pois, e isso não ocorrer, a decisão torna-se inócua. Com informações da assessoria de imprensa do Supremo Tribunal Federal.

Fonte: Revista Consultor Jurídico

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Paraciclismo para as crianças

A publicação é dedicada ao Paraciclismo e reúne informações da modalidade e diversas atividades lúdicas para as crianças.
Ainda com a grave situação da pandemia no Brasil, a Confederação Brasileira de Ciclismo (CBC) decidiu criar a apostila educativa infantil “Vamos Pedalar”. O material reúne curiosidades e informações do Paraciclismo, além de atividades lúdicas apresentadas por personagens inspirados na seleção brasileira de paraciclismo.

O objetivo é propor diverção e aprendizado às crianças durante este período de isolamento social, exercitando país e filhos de forma criativa, além de promover o poder transformador do Paraciclismo como plataforma de inclusão social.

O conteúdo foi elaborado afim de estimular a criatividade e o raciocínio lógico através de atividades clássicas, como desenhar, caça-palavras, cruzadinha, figuras para colorir, e muito mais.

A apostila pode ser baixada gratuitamente. É uma ótima sugestão para reunir a família e desvendar os passatempos juntos. Divirta-se!

Baixe a apostila completa aqui.

Fonte: Confederação Brasileira de Ciclismo (CBC)

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Contratação de pessoa com deficiência

Mesmo com as mudanças na sociedade e os avanços na legislação brasileira, muitas empresas ainda encaram a contratação de pessoa com deficiência (PcD) como uma obrigação legal, passível de multas em caso de descumprimento. 

Entretanto, essas organizações não percebem que incluir pessoas com deficiência no quadro de funcionários da empresa representa muito mais do que apenas se enquadrar na lei e evitar penalidades. 

A contratação de PcDs torna o local de trabalho um ambiente mais inclusivo e humanizado para todos os colaboradores. Neste artigo você vai entender melhor como a contratação de pessoa com deficiência pode trazer resultados positivos para a sua empresa. 

Segundo a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (Lei 13.146/2015), considera-se pessoa com deficiência aquela que possui “impedimento de longo prazo de natureza física, mental, intelectual ou sensorial” os quais, em momentos de interação, podem impossibilitar uma participação completa e efetiva na sociedade nas mesmas condições que os demais cidadãos.

Logo, as pessoas com deficiência, também chamadas de PcDs, apresentam limitações no desenvolvimento igualitário das atividades, se enquadrando nas seguintes categorias do Decreto 3.298/1999

  • Deficiência física: alteração completa ou parcial de uma ou mais partes do corpo humano, provocando o comprometimento da função física.
  • Deficiência auditiva: perda bilateral, parcial ou total, de 40 decibéis (dB) ou mais.
  • Deficiência visual: cegueira com acuidade visual igual ou menor de 0,05 no melhor olho, baixa visão com acuidade visual entre 0,3 e 0,05 no melhor olho, e somatória do campo visual de ambos os olhos igual ou menor que 60º. 
  • Deficiência mental: funcionamento intelectual significativamente inferior à média.
  • Deficiência múltipla: associação de duas ou mais deficiências.

Legislação trabalhista

Visando garantir a inclusão de pessoas com deficiência no mercado de trabalho, a chamada Lei de Cotas para Deficientes (Lei 8.213/1991) determina a obrigatoriedade da contratação de PcDs por parte das empresas. 

De acordo com a lei, organizações a partir de 100 empregados devem destinar entre 2% a 5% de suas vagas a profissionais reabilitados ou portadores de deficiência. 

A porcentagem deve atender à seguinte proporção: 

  1. até 200 empregados…………………………….2%; 
  2. de 201 a 500………………………………………..3%;
  3. de 501 a 1.000……………………………………4%;
  4. de 1.001 em diante………………………………5%.

Cumprir com a cota mínima de PcDs contratadas é uma obrigação da empresa. E mesmo que não haja profissionais totalmente adequados para o cargo, é responsabilidade social da organização oferecer treinamentos internos e capacitação de novos colaboradores.

Mas se ainda assim a empresa não fechar a cota estabelecida, é possível realizar um acordo com o Ministério Público do Trabalho instituindo prazos para regularizar a situação. 

Se dentro do prazo estabelecido a organização não contratar o número mínimo de PcDs, cabe à gestão apresentar todos os registros e tentativas empregadas na busca de profissionais com deficiência como argumento para evitar multas e ações judiciais.

Por que contratar pessoas com deficiência?

Segundo o último Censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Brasil concentra 45 milhões de pessoas com deficiência, número que representa cerca de 24% da população. 

Contudo, no mercado de trabalho apenas 0,9% das carteiras assinadas pertencem aos profissionais PcDs. Esses dados demonstram que a presença de pessoas com deficiência nas empresas ainda é baixa. 

E mesmo sendo uma obrigação determinada por lei, a contratação de PcDs significa muito mais do que um dever dos empresários. Contar com esses profissionais no time de funcionários traz vantagens para a equipe como um todo e para o ambiente da empresa. 

Confira alguns benefícios que a contratação de pessoa com deficiência traz para o ambiente de trabalho: 

  • Gestão mais humanizada

Com a presença de PcDs na equipe, os gestores desenvolvem uma nova visão dos colaboradores, passando a compreender que cada funcionário é diferente e possui suas próprias limitações, independente de possuir alguma deficiência.

A partir desta nova visão é possível realizar melhorias no processo de administração de pessoal e no ambiente organizacional.

  • Eliminação de preconceitos

Quando a equipe passa a conviver diariamente com profissionais com deficiência, o antigo julgamento de incapacidade e desconfiança é eliminado. 

Afinal, o relacionamento diário no ambiente de trabalho faz com que os demais colaboradores percebam o quanto as pessoas com deficiência são produtivas, independentes e responsáveis.

  • Mais acessibilidade 

Em alguns casos, contar com PcDs na equipe resulta em melhorias na estrutura física da empresa, proporcionando maior acessibilidade e segurança tanto para estes profissionais quanto para demais visitantes que possam se tornar clientes no futuro.

A contratação de pessoa com deficiência

Assim como qualquer outro processo de seleção, a contratação de pessoas com deficiência deve buscar os profissionais mais adequados para os cargos em aberto. 

Contudo, as diferenças no processo seletivo de PcDs exigem o auxílio de uma empresa com experiência em processos de recrutamento e seleção de profissionais. 

Afinal, as vagas em aberto devem ser coerentes com as limitações dos profissionais, proporcionando, ao mesmo tempo, toda a segurança necessária para os trabalhadores.

Fonte: Jornal Contabil

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TeleApoio para Pessoas com Deficiência durante a pandemia do COVID-19

A iniciativa da Secretaria dos Direitos da Pessoa com Deficiência objetiva minimizar os impactos emocionais frente ao enfrentamento ao novo coronavírus/COVID-19 através do TeleApoio, serviço prestado por psicólogos e assistentes sociais por meio digital.

Segundo a secretária dos Direitos da Pessoa com Deficiência, a ação vem também para adaptar serviços de prevenção do novo coronavírus.

O atendimento em âmbito estadual (São Paulo) funciona de segunda a sexta-feira das 08h às 18h sendo realizado via e-mail, telefone ou WhatsApp.

TeleApoio para Pessoas com Deficiência

E-mail: [email protected]

Telefone: (11) 3641-9026

WhatsApp: (11) 99841-6685

Fonte: Governo do Estado de São Paulo e G1

https://g1.globo.com/sp/mogi-das-cruzes-suzano/noticia/2020/05/27/portadores-de-deficiencia-com-problemas-emocionais-podem-usar-servico-de-teleapoio-do-estado.ghtml

https://www.saopaulo.sp.gov.br/ultimas-noticias/estado-disponibiliza-servico-de-apoio-psicologico-as-pessoas-com-deficiencia/

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PROGRAMA TODAS in-Rede

O Programa TODAS in-Rede foi desenvolvido pela Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência de São Paulo com o objetivo de incidir na promoção de empoderamento e emancipação das mulheres com deficiência do Estado de São Paulo, visando a favorecer a melhoria da qualidade de vida e inclusão social.

NOSSOS PILARES:

Início ao Trabalho e Renda

Pensando em ampliar o número de mulheres com deficiência no mercado de trabalho, o Programa TODAS in-Rede tem conexão com o Programa Meu Emprego – Trabalho Inclusivo, que promove a inclusão, permanência e desenvolvimento profissional de pessoas com deficiência no mercado de trabalho, oferecendo qualificação profissional e empreendedora, Intermediação de mão de obra (Vagas de Emprego) e Emprego Apoiado.

Direitos Afetivos e Sexuais

Os relacionamentos afetivos, a sexualidade e o direito à maternidade fazem parte da vida da mulher jovem/adulta, e não é diferente às mulheres com deficiência. Levar informação a esse respeito e promover o empoderamento e resgate e a autoestima destas mulheres é um dos objetivos de nosso Programa.

Prevenção à violência

O número de mulheres com deficiência que sofrem violência é muito grande no Estado de São Paulo. Seja por falta de informação, por dependência afetiva ou financeira, o Programa TODAS In-Rede tem o objetivo de mudar este paradigma por meio da informação e empoderamento dessas mulheres.

Empoderamento e Liderança

Quando nos sentimos empoderadas, temos a capacidade de transformar nossas vidas. Historicamente, por muitos anos, o papel da mulher foi servir ao homem e cuidar dos filhos. Com a mudança deste papel, muitas mulheres hoje têm sua própria carreira profissional e, com isso, ganham independência financeira. Por meio do empoderamento, recuperação da autoestima com base no conhecimento de seus direitos, o Programa TODAS in-Rede pretende transformar o paradigma das mulheres com deficiência.

Acesse o site aqui e saiba mais.

Fonte: Secretaria dos Direitos da Pessoa com Deficiência

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Essa é a Amora.


Amora tem paralisia cerebral. Tem quase 5 anos, ainda não fala, não anda e nem senta sozinha. Ela não come comida sólida, baba um pouco e tem movimentações involuntárias. Quando fica feliz, ela se agita bastante com todo o corpo.
Por ser assim, “diferente”, Amora já foi deixada de lado em brincadeiras por crianças e por adultos. Uma criança já se afastou dela não querendo nem encostar, tipo quando você aproxima um inseto de alguém (não tô exagerando). Sabemos que agora ela é uma criança linda com todo apoio que precisa, mas não sei como será ela adulta sem andar, se comunicar, etc. Eu, como mãe de uma criança com deficiência, faço de tudo hoje para que ela possa ter um amanhã melhor, com mais autonomia. Além disso, busco o apoio dos outros. Peço por empatia, inclusão, por direitos, equidade, respeito, me envolvo na luta pela causa.


Na real, eu não queria fazer nada disso! Só queria respeito e empatia. A vida seria bem mais leve. Mas além de não termos isso, ainda temos preconceito e ódio!
Independente da deficiência da Amora, jamais vamos tolerar isso. É desumano! Por aqui, somos todos anti facistas, anti racistas e anti qualquer movimento que propague o ódio, seja ele social e, principalmente, político.
Esse não é um relato de posicionamento político! É um posicionamento humano! O que não quero pra mim, não desejo ao outro.
Todas as vidas importam!

Fonte: Agda, mãe da Amora.

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