Vídeo orienta pessoas com deficiência sobre higienização

O Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos divulgou nesta quinta – feira (19) um vídeo com orientações de higiene para as pessoas com deficiência e alertas para evitar a contaminação e disseminação do novo coronavírus. A preocupação se dá especialmente em razão de este público utilizar ferramentas para locomoção, como muletas e cadeiras de rodas.

Acesse o vídeo clicando aqui


A titular da pasta, ministra Damares Alves, lembrou que as “pessoas com deficiência também estão em risco, usam as mãos para se comunicar, ou se locomover além de usarem próteses e precisam ficar atentas à higienização”.

No vídeo, a secretária nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Priscilla Gaspar, esclarece que é necessária a limpeza dos equipamentos de uso pessoal. “As pessoas que utilizam cadeira de roda colocam a mão no aro, então é importante que se faça a higienização”, explicou.

Assim como aqueles que utilizam prótese ou órtese, muletas, andadores ou bengalas… “É muito importante fazer essa limpeza para que não tenham contato com nenhum tipo de vírus”, diz Priscilla.  Outro grupo que causa preocupação são os deficientes auditivos, que precisam utilizar as mãos para se comunicar. Na comunicação em libras as pessoas tocam no rosto, por exemplo, portanto a higienização e limpeza correta das mãos é de fundamental importância. 

Fonte: Notícias R7


Última modificação :

Atleta Paralímpica é homenageada pela Barbie no Dia das Mulheres

A nadadora paralímpica turca Sümeyye Boyacı foi uma das sete atletas escolhidas para representar uma das bonecas mais populares do mundo, a Barbie, no programa “Barbie Role Models”, que tem o objetivo de marcar as comemorações do Dia Internacional das Mulheres.
O programa é uma das propostas do projeto “Barbie Dream Gap” e foi criado em 2018 com o objetivo de apresentar mulheres inspiradoras, do passado e do presente, como exemplos a serem seguidas pelas crianças. 
Com apenas 17 anos, a jovem nadadora já coleciona medalhas internacionais dos 50m costas. Ela foi medalhista de ouro no Campeonato Europeu de Natação, em Dublin, 2018 e nas Série Mundial de Natação de 2019 em Indianópolis, nos EUA. No ano passado, ela levou a medalha de prata no Campeonato do Mundo de Natação, em Londres. 
No seu instagram, a atleta deixou um depoimento emocionante sobre a sua felicidade de participar do projeto. “Eu estou tendo a chance de ser uma das bonecas Barbie que são produzidas desde 1959 com número limitado. Sou a primeira e única boneca Barbie do mundo que tem asas, mesmo sem braços”, afirma. 


Entre as bonecas deste ano celebrando as mulheres que abrem caminho para o futuro, há a alemã Malaika Mihambo, atual campeã mundial em salto em distância, Amandine Henry, a capitã do futebol francês nacional, a britânica Dina Asher-Smith, a campeã mundial dos 200m, a ucraniana Olga Kharlan , cinco vezes campeã mundial de esgrimista sabre, portuguesa Teresa Bonvalot, campeã européia de surfe, lituana Airine Palsyte, campeã européia de indoor.

Barbie Dream Gap

O projeto Dream Gap visa destacar os modelos do passado e do presente, com o objetivo de inspirar mais meninas. O projeto faz parte de uma iniciativa global que visa apresentar histórias de mulheres que atuam em diferentes profissões, mostrando que elas podem ser o que quiserem.  
A campanha das mulheres foi lançada em 2018, com objetivo inspirar as futuras gerações de mulheres a ultrapassar seus limites, romper com os papéis tradicionais que lhes são atribuídos pela sociedade e alcançar seu verdadeiro potencial.
Em 2019, a marca da Mattel juntou-se à GoFundMe, uma das maiores plataformas de crowdfunding, para doar mais de 250 mil dólares a organizações sem fins lucrativos com a capacidade de alcançar e impactar crianças, adolescentes, jovens e mulheres numa escala global.
Desde 2015, a Mattel tenta adotar uma abordagem mais inclusiva, divulgando mensagens de diversidade, refletindo diferentes tipos de corpos, tons de pele e penteados, além de deficiências permanentes e condições médicas como vitiligo.

Fonte:

http://deficienteciente.com.br/

http://clodoaldosilva.com.br/

Última modificação :

24 de janeiro: Dia Internacional da Síndrome de Moébius

Venho aqui fazer uma postagem, pois não posso deixar passar em “branco” essa data tão especial.
Trago em minha bagagem muitas coisas, fatos e acontecimentos que talvez não deveria nem lembrar, mas quando me recordo, me sinto forte e penso que valeu à pena.

Um exemplo foi a fase da infância, meu Deus que desespero… tanto choro, tantas coisas ao qual me “arrepia a pele”. Hoje sou uma pessoa bem melhor que ontem, olho tudo que vivi e penso como fui forte e como não desisti no meio do caminho.

Penso que provações são colocadas a cada pessoa, e o que é para eu passar, você não passa.
Chegar até aqui não foi fácil, fui subindo nos degraus da vida “um por um” e estou chegando aqui.

Já escrevi um livro, estou quase terminando uma graduação e estudo sempre para aprimorar meus conhecimentos. Falo isso de coração e para provar a vocês que quando se quer, tudo é possível. Entregue nas mãos de Deus.

Conheço muitas mamães de moébinhos, tios, tias, enfim, são moébius que não acabam mais. Gostaria muito de desejar nessa data, que nossa síndrome fosse conhecida, pela necessidade de aprimoramento e conhecimento dos profissionais da área da saúde e os demais.

Creio que se cada um “disseminar” uma sementinha ao próximo, moébius se tornará conhecida e nós portadores, mães e pais, teremos o maior prazer em informar a você, como é viver com essa síndrome raríssima.

Autora: Solange.

Última modificação :

Reabilitação de crianças e adolescentes com Mielomeningocele: O cotidiano de mães cuidadoras

Objetivo: Analisar o cotidiano de cuidados praticados por mães de crianças e de adolescentes com mielomeningocele no domicílio.

Métodos: Estudo descritivo-exploratório, abordagem qualitativa. Os dados foram coletados com 16 mães de crianças e de adolescentes com mielomeningocele, por meio de entrevista e observação, de maio a agosto de 2015, em municípios de Minas Gerais, e submetidos à Análise de Conteúdo Temática.

Resultados: As categorias: “Do impacto do nascimento à naturalização dos cuidados” e “A mudança no cotidiano da mulher mãe” evidenciam um cotidiano materno marcado pelo cuidado, limitando suas possibilidades e atividades aos muros das próprias casas, sendo a independência dos filhos um desejo expresso pelas mães.

Conclusões: As transformações nos âmbitos emocional, econômico e social e as dificuldades enfrentadas pelas mães para garantir a continuidade do cuidado apontam a relevância de políticas públicas inclusivas e a importância dos profissionais de saúde na reabilitação de crianças e adolescentes com mielomeningocele e para suas famílias.

Clique aqui para acessar o artigo completo.

FREITAS, G. L. ; SENA, R. R. ; SILVA, J. C. F. E. ; FALEIROS, F. . Reabilitação de crianças e adolescentes com mielomeningocele: o cotidiano de mães cuidadoras. Revista Gaúcha de Enfermagem (Online), v. 37, p. 00, 2016.

Última modificação :

Sobre o livro

Meu nome é Solange, tenho 36 anos, sou discente em Enfermagem e portadora da Síndrome de Moebius.
Sempre tive um sonho de escrever um livro, desde muito cedo eu gostava de ler e escrever. Brincava de escolinha com minhas amigas de infância, e até poesia eu escrevia.
Agora na idade adulta resolvi que era o momento. Não foi fácil, muitas pessoas tentaram destruir esse meu sonho, mas quando Deus tem um plano em nossas vidas homem nenhum consegue parar nosso sucesso.
No livro escrevi o que a minha alma almejava, passar à mães e portadores como era a minha vida, assim como ajudar de alguma forma. Fiquei muito feliz quando ele ficou pronto, é uma sensaçao de dever cumprido. É uma sensação indescritível!

Última modificação :

Crianças e adultos com deficiência no conflito armado

Estimativas globais sugerem que existem entre 93 e 150 milhões de crianças com deficiência com menos de 15 anos de idade.

Segundo o UNICEF, durante o conflito armado, pessoas com deficiência são apanhados em um ciclo vicioso de violência, polarização social, deterioração dos serviços e aprofundamento da pobreza. Embora os esforços para garantir o cumprimento e melhora de seus direitos, meninas e meninos com deficiência continuam entre o segmento mais marginalizado e excluído da população. Isso é ampliado em situações de conflito armado. As barreiras à participação plena que eles enfrentam no dia-a-dia são intensificadas e agravadas quando a infraestrutura é destruída, e os serviços e sistemas são comprometidos e tornam-se inacessíveis. Isso resulta em mais exclusão e marginalização das crianças com deficiência e impede que elas acessem a escola, a saúde e o apoio psicossocial, ou um meio de escapar do conflito.

Em 2015, o Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) destacou preocupações sobre crianças e adultos com deficiência – incluindo riscos de abandono, violência, falta de acesso a serviços básicos e exclusão. No mesmo ano, por exemplo, uma missão da ONU na República Centro-Africana relatou abusos contra crianças e adultos com deficiência naquele país. Também foi abordada a necessidade de apoiar a reintegração de vítimas de minas com atual deficiência, e garantir a proteção de pessoas com deficiência contra a violência.
Na resolução 2427 do ano 2018, a ONU apelou para o atendimento das necessidades de todas as crianças, incluindo crianças com deficiência em áreas como acesso a cuidados de saúde, apoio psicossocial e programas de educação.

Neste sentido, o trabalho pelas crianças com deficiência em situações de conflito armado está voltado às ações humanitárias desenvolvidas pelos programas da UNICEF. As diferentes ações estão dirigidas para proteger as crianças das seis violações graves identificadas pela organização e que afetam em situações de conflito armado: 1) matança e mutilação; 2) recrutamento e uso de crianças; 3) estupro ou outra violência sexual; 4) sequestro; 5) ataques a escolas ou hospitais e 6) negação de acesso humanitário. As crianças com deficiência são afetadas por todas as seis violações graves. Os resultados podem ser que as crianças adquirem deficiências pela primeira vez, experimentam a exacerbação das deficiências existentes ou desenvolvem deficiências secundárias. Além de violar o direito internacional, essas e outras violações contra crianças, deixadas sem tratamento, comprometem a possibilidade de resolver conflitos e têm implicações que alteram as suas vidas.

Como exemplo, alguns dos casos documentados em 2017 sobre violações graves contra crianças em situações de conflito estão em países como o Afeganistão com 2318 casos, Israel e o Estado da Palestina com 1172, Somália com 931 e, da América Latina, Colômbia com 35 casos.

Finalmente, conforme à publicação da UNICEF “Children With Disabilities In Situations Of Armed Conflict”, os governos de todo o mundo se comprometeram a respeitar, promover e cumprir os direitos das crianças com deficiência, inclusive em situações de conflito armado, e progressos estão sendo monitorados. Os esforços de várias pessoas e instituições para implementar a Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência (CDPD) e Convenção sobre os Direitos da Criança (CDC) e outros instrumentos de direitos humanos incluem o desenvolvimento de padrões para atender aos direitos e necessidades das pessoas com deficiência em crises humanitárias. Além de orientações para tornar a resposta humanitária, o desenvolvimento e a construção da paz mais inclusivos.
O futuro das PcD exige o aumento dos esforços para melhorar o monitoramento, a coleta e o uso de dados sobre crianças e adultos com deficiência em espaços de conflito armado, assim como promover as pesquisas científicas sobre a temática.

Saiba mais:

Crianças e conflito armado: http://unscr.com/en/resolutions/2427

Convenção sobre os direitos da criança: https://www.unicef.org/child-rights-convention/convention-text

Convenção sobre os Direitos da Pessoa com Deficiência: https://www.un.org/development/desa/disabilities/convention-on-the-rights-of-persons-with-disabilities.html

Fonte da imagem: Foto de Brian Sokol/Acnur (2013)

Autores:
Maria Angel Orjuela Morales
Graduação em Comunicação Social e Jornalismo pela Universidad Del Norte, Mestre em Sociologia pela UFMG, doutoranda da TU Dortmund na Alemanha e bolsista do KAAD.
Lattes: http://lattes.cnpq.br/8850439601288785

Profª Draª Fabiana Faleiros Santana Castro. Enfermeira. Professora Doutora do Departamento de Enfermagem Geral e Especializada da Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo.

Profª Draª Marislei Sanches Panobianco. Enfermeira. Professora Associada do Departamento de Enfermagem Materno-Infantil e de Saúde Pública da Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo.

Profª Draª Soraia Assad Nasbine Rabeh. Enfermeira. Professora Doutora do Departamento de Enfermagem Geral e Especializada da Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo.

Última modificação :

Meu filho têm autismo? Cinco aspectos para observar e realizar o diagnóstico precoce

O autismo é um transtorno do desenvolvimento da criança, cujas alterações podem aparecer antes dos 3 anos de idade, e a identificação de sinais iniciais beneficia a criança, pois possibilita o rápido início das intervenções precocemente, aumentando as chances de bons resultados.

Comportamentos incomuns não são os únicos fatores para observação no Transtorno do Espectro Autista ( TEA), porque várias crianças não os apresentam ou costumam demonstrá-los mais tardiamente. Em alguns casos, são observados comportamentos atípicos, repetitivos e estereotipados severos, o que indica a necessidade de encaminhamento para avaliação diagnóstica de TEA, como descrito a seguir:

  Motores 

  • Movimentos do corpo estereotipados. 
  • Ações atípicas repetitivas. 
  • Dissimetrias na motricidade. 

 Sensoriais 

  • Hábito de cheirar e/ou lamber objetos. 
  • Sensibilidade exagerada a sons. 
  • Insistência visual em objetos que têm luzes, emitem barulhos ou partes que giram. 

 Rotinas 

  • Tendência a rotinas ritualizadas e rígidas. 
  • Dificuldade importante na modificação da alimentação.

 Fala 

  • Repetição de palavras. 
  • Falta de contexto. 
  • Variações do volume da voz. 

  Aspecto emocional 

  • Expressividade emocional menos frequente. 
  • Extrema passividade no contato corporal. 
  • Extrema sensibilidade em momentos de desconforto (por exemplo: dor). 
  • Dificuldade de encontrar formas de expressar as diferentes preferências e vontade. 

Em alguns casos, essas crianças apresentam habilidades especiais (matemática, habilidades musicais, de leitura e plásticas) e alterações nas funções fisiológicas (relacionadas ao sono, aos processos gastrointestinais e da alimentação). Vale ressaltar que cada criança é única, seja com o autismo ou não, todas tem seu próprio tempo de desenvolvimento e personalidade adquirida ao longo do tempo. 

O diagnóstico de TEA, ainda que constitua um estressor para a família, pode também ser uma experiência que potencializa os recursos familiares, tais como flexibilidade na mudança de seus valores, suas expectativas, prioridades na vida e na qualidade das relações entre os membros da família. A “resiliência familiar”, é explicada com base na noção de que a família pode se desenvolver mesmo na presença de um contexto estressante, como no caso dos problemas de saúde e/ou de desenvolvimento dos filhos.  

Clique Aqui e saiba mais sobre todos os sintomas, cuidados e muito mais nas Diretrizes de Atenção à Reabilitação da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista publicada pelo Ministério da Saúde. 

SAIBA MAIS 

BRASIL. Ministério da Saúde. Diretrizes de Atenção à Reabilitação da Pessoa com Transtornos do Espectro do Autismo (TEA), disponível no link: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/diretrizes_atencao_reabilitacao_pessoa_autismo.pdf Acesso em: 11 nov. 2019. 

BRASIL. Ministério da Saúde. Portaria nº 793, de 24 de abril de 2012. Institui a Rede de Cuidados à Pessoa com Deficiência no âmbito do Sistema Único de Saúde. 2012a. Disponível em: <http://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/gm/2012/prt0793_24_04_2012.html> Acesso em: 11 nov. 2019. 

SOCIEDADE BRASILEIRA DE PEDIATRIA: Manual de orientação do Transtorno do Espectro Autista Nº 05, Abril de 2019, Disponível em: https://www.sbp.com.br/fileadmin/user_upload/Ped._Desenvolvimento_-_21775b-MO_-_Transtorno_do_Espectro_do_Autismo.pdf

Autores: Michel Marcossi Cintra – Enfermeiro pela Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (EERP-USP). Mestrando pelo Departamento de Enfermagem Fundamental da EERP-USP. Integrante do Núcleo de Pesquisa e Atenção em Reabilitação Neuropsicomotora (NeuroRehab) Currículo Lattes: http://lattes.cnpq.br/4094321770040698 

Profª Draª Fabiana Faleiros Santana Castro. Enfermeira. Professora Doutora do Departamento de Enfermagem Geral e Especializada da Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo. 

Profª Draª Marislei Sanches Panobianco. Enfermeira. Professora Associada do Departamento de Enfermagem Materno-Infantil e de Saúde Pública da Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo. 

Profª Draª Soraia Assad Nasbine Rabeh. Enfermeira. Professora Doutora do Departamento de Enfermagem Geral e Especializada da Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo.

Última modificação :

Como incentivar a autonomia e a participação de crianças com deficiência.

Ainda que saibamos que participação deve ser algo natural, relacionado ao apoio e a autonomia que todas as pessoas têm, considerando-a assim como uma condição humana, para crianças com deficiência a participação precisa ser entendida como a garantia do direito de existir, de ser reconhecida e de ter suas fragilidades, físicas e/ou mentais, minimizadas por meio do acesso a saúde, educação e também a proteção social.
A família é tida como fator fundamental para a inserção e manutenção da integração da criança com deficiência na sociedade, pois é a primeira e a principal rede de apoio responsável pela socialização da mesma e pela promoção de outras redes de apoio na sociedade.
É através do encorajamento dos pais ao desenvolvimento da participação da criança com deficiência que ocorre a interação com o ambiente físico e social. Dessa forma, quando a criança é incentivada a participar das atividades que todas as outras realizam, elas têm a “sensação” de pertencimento aquele grupo.
Para que o desenvolvimento da participação de crianças com deficiência seja efetivo, os pais precisam estar atentos ao excesso de zelo e superproteção que têm com as mesmas, pois tais atitudes levam a uma dependência por parte da criança e, consequentemente, prejudica seu desenvolvimento.
Então, ainda que você, mãe ou pai que tem um filho com deficiência, se sinta inseguro é importante o incentivo de seus filhos a autonomia e a participação para o desenvolvimento de atividades comuns a todas as crianças. Não isole seu filho, ele precisa de contato com outras pessoas para se sentir pertencente à sociedade e, principalmente, para que se reconheçam como uma pessoa que tem direitos.
Algumas ações simples, sob a supervisão dos adultos, possibilitam o desenvolvimento da participação, como por exemplo: incentive seu filho a realizar pequenas compras sozinho, comprar o pão na padaria, fazer o próprio pedido no restaurante, participar das tarefas domésticas dentro das possibilidades dele. Evite realizar as atividades por ele, deixe-o experimentar realiza-las sozinho, auxilie o mínimo possível. Tenha paciência e uma atitude positiva, veja-o como capaz, provavelmente ele irá demorar mais tempo para tentar despir-se, vestir-se, escovar os próprios dentes, comer sozinho ou levar os alimentos à boca. Lembre-se de que todos nós temos nosso próprio tempo para realizar as atividades na nossa vida e essa diferença deve ser respeitada.
Incentive a participação também nas atividades de lazer, em alguns municípios brasileiros há praças e parques públicos que têm brinquedos inclusivos, que permitem que todas as crianças brinquem juntas. Procure no site de seu município se há algum parque com acessibilidade e brinquedos inclusivos e leve seu filho para um dia de lazer diferente.

Referências:

SANTOS, T. V.; MOREIRA, M. C. N.; GOMES, R. Quando a participação de crianças e jovens com deficiência não se resume à atividade: um estudo bibliográfico. Ciência & Saúde Coletiva, v. 21, n. 10, p. 3111-3120, 2016. Disponível em: < http://www.scielo.br/pdf/csc/v21n10/1413-8123-csc-21-10-3111.pdf>.

OLIVER, F. C.; TISSI, M. C.; AOKI, M.; VARGEM, E. F.; FERREIRA, T. G. Participação e exercício de direitos de pessoas com deficiência: análise de um grupo de convivência em uma experiência comunitária. Comunic., Saúde, Educ., v.8, n.15, p.275-88, mar/ago 2004.Disponível em: < http://www.scielo.br/pdf/icse/v8n15/a07v8n15.pdf>.

Autores:

Lilka Marques Santos, enfermeira, mestranda da Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo – USP – Currículo lattes: http://lattes.cnpq.br/9823039564795875


Profª Draª Fabiana Faleiros Santana Castro. Enfermeira. Professora Doutora do Departamento de Enfermagem Geral e Especializada da Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo.


Profª Draª Marislei Sanches Panobianco. Enfermeira. Professora Associada do Departamento de Enfermagem Materno-Infantil e de Saúde Pública da Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo.


Profª Draª Soraia Assad Nasbine Rabeh. Enfermeira. Professora Doutora do Departamento de Enfermagem Geral e Especializada da Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo.

Última modificação :

Como acessar os serviços de reabilitação do seu município

No Sistema Único de Saúde (nosso SUS) existe uma diretriz chamada Hierarquização, que organiza todos os serviços disponíveis para a população, daqueles mais básicos, que estão bem pertinho da nossa casa como as Unidades Básicas de saúde, (UBS), até os mais complexos, como o HC daqui de Ribeirão Preto, por exemplo.

Todo cidadão brasileiro tem direito a todo e qualquer tratamento no SUS, mas imagine como seria se todo mundo que quisesse ser atendido no HC simplesmente fosse até lá bater na porta? Imagine a confusão?

Algumas pessoas conseguiriam atendimento e outas não, e não seria possível garantir que quem tinha maior necessidade chegou até o serviço. Então, para organizar isso, existe o Complexo Regulador, que é uma central onde trabalham médicos e demais profissionais, recebendo todos encaminhamentos realizados, por exemplo, pelas UBS’s, e agendando os pacientes para os serviços de maior complexidade, de acordo com a necessidade do paciente.


Os serviços de reabilitação são considerados de maior complexidade tecnológica do que as UBS’s, é só você notar que no postinho não se vê profissionais de fisioterapia por exemplo. Então, como explicamos acima, para chegar até o Serviço de Reabilitação do seu município você precisa ir até o posto de saúde perto da sua casa, passar pelo médico e ele, observando os protocolos corretos, vai te encaminhar.


Aí você pode nos perguntar “mas a minha cidade é minúscula e eu tenho certeza que não tem Serviço de Reabilitação lá, como vou fazer então?”
Não tem problema, os Municípios se organizam em um modelo de Redes de Atenção à Saúde, e se o que você precisa não está na sua cidade, e está sendo ofertada em uma cidade vizinha, você será encaminhado para lá. Por isso é importante a atuação do complexo regulador, ele sabe da oferta de serviços da sua cidade e de toda sua região, podendo assim encaminhar você para onde for necessário.


Aí ainda assim você pode ter ficado preocupado e falar “ah tá, mas eu, com cadeira de rodas (ou alguma outra dificuldade de locomoção) como vou chegar até o outro município? Não tenho nem carro! Como vou fazer?
Calma, que isso também tem solução, o Município tem como disponibilizar transporte para levar você (e DEVE fazer isso) até onde você precisa ser atendido.

E se o serviço que você precisa está em outro estado? Por exemplo, você mora em uma cidade no Nordeste, e precisa ser atendido aqui em Ribeirão Preto no HC, existe um recurso que chama TFD – Tratamento Fora do Domicílio, que foi criado pela lei Portaria Nº 55, de 24 de fevereiro de 1999, que garante inclusive passagem aérea para você se deslocar até o local de tratamento. Mas isso só se aplica se o atendimento que você precisa não está disponível em nenhum município do seu estado certo?


Falando assim parece que é fácil né? Mas nós sabemos que não é, existe uma grande desinformação acerca do que é direito das pessoas, desinformação inclusive dos profissionais de saúde de como acessar os protocolos, de como encaminhar os pacientes e da obrigatoriedade dos municípios de garantir o acesso aos serviços.

Mas não é porque não é fácil que temos que desistir, o melhor caminho para isso, portanto, é a INFORMAÇÃO! Você que está lendo essa postagem, repasse essas informações, você que já conseguiu atendimento, repasse nas suas redes sociais quais os passos você seguiu para chegar até lá.

Algumas situações por exemplo, o paciente já sai do hospital com seu pedido para a reabilitação encaminhado, isso acontece quando o Município já tem um fluxo organizado de atendimento, o que ajuda muito a ganhar tempo para chegar até o serviço de reabilitação.

Então, se você está internado após algum evento traumático como acidente de carro, de moto, AVC (quando acontece um “derrame cerebral”), ou tem ainda algum familiar nessa situação, antes da alta hospitalar, já procure saber da equipe qual serviço de reabilitação será referência para seu atendimento ou para seu familiar.


E você que é profissional de saúde e não conhece o protocolo de encaminhamento ao serviço de reabilitação que é referência para seus pacientes, procure o gestor da sua unidade e se informe, por vezes você é a única ponte entre o paciente e o acesso a reabilitação.


E você gestor municipal, que não tem protocolos estabelecidos e fluxo claros no seu município, procure pares nos municípios que os tem e como eles podem contribuir na construção deles para sua cidade.

E em Ribeirão Preto, como funciona?
Em Ribeirão Preto o principal serviço de reabilitação é o CER – Centro de Reabilitação de Ribeirão Preto que está vinculado e funciona dentro do HC – Campus. Lá são oferecidos diversos tipos de atendimentos multiprofissionais atuando nas áreas de Reabilitação Física, Visual, Auditiva, Intelectual, Ostomia e Múltiplas Deficiências.

Para chegar até o CER você deve procurar a UBS perto da sua casa e de lá será feito o encaminhamento. Também pode, como dissemos antes, ainda antes da alta hospitalar procurar saber como funciona o fluxo de encaminhamento, e se a equipe de saúde não souber, deve procurar se informar e você deve sair do serviço com a informação necessária para acessar esse serviço.

No site da cidade de Ribeirão Preto existe um Link para o complexo Regulador (segue o link abaixo), lá estão todas as informações sobre os protocolos que os profissionais devem seguir para encaminhar os pacientes aos serviços de maior complexidade, mas não tem informação específica sobre a reabilitação. Existe a informação para encaminhamento a profissionais como fisioterapia, fonoaudiologia, mas a Reabilitação não é só isso. O ideal seria a orientação de como encaminhar o paciente diretamente até o CER.

E no próprio site do CER existe a informação sobre a organização do serviço (segue o link abaixo), explicando que o médico da UBS caso julgue necessário, fará o encaminhamento para o CER através de guia de referência informatizada. Porém, não há informação de onde o profissional terá acesso a essa guia, uma vez que no site do Complexo Regular, não há protocolo de encaminhamento direto ao serviço.

Fica a dica e o nosso pedido para que o CER e a Secretaria Municipal de Saúde de Ribeirão Preto potencializem as informações de como acessar esse serviço tão importante e necessário para toda região de Ribeirão Preto.

http://saude.gov.br/saude-de-a-z/saude-da-pessoa-com-deficiencia

Acesse os links abaixo: https://www.ribeiraopreto.sp.gov.br/ssaude/cregulador/i16cr-consulta.php

http://www.hcrp.usp.br/cer/informacao-galeria.aspx?id=768&ref=28&refV=132

Saiba mais:

http://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/sas/1999/prt0055_24_02_1999.html

http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/implantacao_redes_atencao_saude_sas.pdf

http://saude.gov.br/saude-de-a-z/saude-da-pessoa-com-deficiencia

https://www.abrasco.org.br/site/outras-noticias/sistemas-de-saude/estrategias-para-consolidacao-do-sus-e-do-direito-saude-artigo-de-gastao-wagner/30753/


Autores:
Adriana Cordeiro Leandro da Silva Grillo. Enfermeira. Aluna de Departamento de Enfermagem Geral e Especializada da Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo
Profª Draª Fabiana Faleiros Santana Castro. Enfermeira. Professora Doutora do Departamento de Enfermagem Geral e Especializada da Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo.
Profª Draª Marislei Sanches Panobianco. Enfermeira. Professora Associada do Departamento de Enfermagem Materno-Infantil e de Saúde Pública da Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo.
Profª Draª Soraia Assad Nasbine Rabeh. Enfermeira. Professora Doutora do Departamento de Enfermagem Geral e Especializada da Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo.

Última modificação :

Quando o trauma uretral acontece, nem sempre precisa parar de realizar o cateterismo urinário intermitente limpo

O cateterismo intermitente limpo (CIL) é a técnica de esvaziamento periódico da bexiga através da inserção de um cateter e é a prática que mais se assemelha ao processo fisiológico de eliminação urinária. Por isso, na maioria das vezes, é o tratamento de primeira escolha na reabilitação vesical, indicado para o tratamento das disfunções urinárias associadas à lesão medular e a mielomeningocele.  

 Tem como objetivos promover a reabilitação vesical através de estímulos para a micção espontânea e realizar a retirada de urina residual para prevenir futuras complicações, como a estase urinária, que é quando a urina residual fica retida na bexiga, oferecendo um ambiente propício para o desenvolvimento de microorganismos, o que, consequentemente, promove infecção do trato urinário e deterioração da função renal. 

A realização do cateterismo intermitente limpo (CIL) está relacionada a melhores níveis de autoestima, autoeficácia, autocuidado, independência, qualidade de vida e melhor convivência social. 

Apesar de ser um procedimento simples, seguro e de baixo custo, trata-se de uma técnica invasiva e algumas dificuldades e complicações podem ser observadas em sua realização e podem estar relacionadas aos materiais utilizados, à técnica empregada e aos recursos materiais, físicos de acessibilidade encontrados por seus usuários.  

As dificuldades vivenciadas por usuários do cateterismo intermitente limpo são citadas na literatura e estão relacionadas à doença da pessoa, comorbidades, às habilidades física, motora e visual, dor, desconforto, questões psicológicas, como medo e insegurança, instalações inadequadas, falta de acesso aos materiais necessários, dificuldades financeiras e dificuldade de organizar a rotina. Estes são fatores que vão implicar na indicação do uso do cateterismo intermitente limpo ou não, da necessidade do cuidador para realização da técnica ou da possibilidade do autocateterismo e, também, podem contribuir ou não para o sucesso do procedimento e para sua continuidade.  

Quanto ao acesso aos materiais, é um direito de que sejam de aquisição gratuita para manutenção das necessidades, conforme avaliado e prescrito pela equipe de saúde. Para isso, indicamos a leitura de uma postagem prévia no Portal D+Informação que trata sobre os direitos e acesso aos materiais para o cateterismo intermitente limpo. Clique aqui  para acessar a postagem.

Como complicação, o trauma uretral é o um dos maiores riscos ao qual os usuários do CIL estão expostos. É caracterizado pelo atrito entre o cateter mal lubrificado e a mucosa uretral, que é um tecido sensível e bastante vascularizado. Assim, o trauma uretral é sucedido por dor e sangramento, que pode ser desde pequenas estrias de sangue na extensão do cateter urinário até hemorragia uretral. O trauma uretral oferece uma porta de entrada para microorganismos, aumentando o risco de desenvolvimento de infecções do trato urinário. Os usuários do sexo masculino são mais afetados pelo trauma uretral devido à anatomia de sua uretra, que é maior e mais sinuosa em relação à uretra feminina. 

 Para prevenir a ocorrência do trauma uretral, é indicado o uso de lubrificante em gel diretamente na uretra: 10ml na uretra masculina, 06ml na uretra feminina e de 0,5 a 2ml na uretra infantil. Amplamente utilizada, a lidocaína 2% em gel promove a lubrificação da uretra e, assim, diminui o atrito do cateter contra a mucosa uretral, reduzindo a ocorrência de trauma e, consequentemente, infecção do trato urinário. Neste uso, a lidocaína em gel não tem objetivo de promover anestesia, mas sim lubrificar para facilitar a passagem do cateter. 

Quando o trauma uretral acontece, não precisa parar de realizar o cateterismo.  É importante aumentar a ingesta hídrica, desde que não haja contraindicações e continuar realizando o cateterismo intermitente limpo nos próximos horários previstos com intensificação da lubrificação da uretra para impedir a estenose uretral, que é a cicatrização da uretra que pode levar ao estreitamento e até a sua total oclusão, tornando impossível a inserção do cateter. É necessário procurar um serviço de saúde quando há hemorragia, um sangramento uretral que não cessa. 

Para que haja sucesso na realização da técnica e continuidade no processo de reabilitação vesical, livre de complicações e dificuldades, é necessário treinamento que deve ser oferecido por equipe de saúde multiprofissional qualificada e preparada para responder às dúvidas dos usuários e/ou seus cuidadores e capaz de abordar questões biológicas, psicológicas e sociais. Se estiver com dúvidas ou dificuldade, procure a equipe de saúde que realiza o seu acompanhamento. 

SAIBA MAIS 

DI BENEDETTO, P. Clean intermittent self-catheterization in neuro-urology. European Journal of Physical and Rehabilitation Medicine, v. 47, n. 3, p. 651–659, 2011. 

FALEIROS, F.; PELOSI, G.; WARSCHAUSKY, S.; TATE, D.; KÄPPLER, C.; THOMAS, E. Factors influencing the use of intermittent bladder catheterization by individuals with spina bifida in Brazil and Germany. Rehabilitation Nursing, v. 43, n. 1, p. 46-51, 2018. doi: 10.1002/rnj.302. 

LOPES, M. A. L.; LIMA, E. D. R. P. Continuidade do Cateterismo Vesical Intermitente: pode o suporte social contribuir? Revista Latino-Americana de Enfermagem, Ribeirão Preto, v. 22, n. 3, p. 461-466, jun 2014. Disponível em: <https://www.revistas.usp.br/rlae/article/view/86600>.  

MAZZO, A.; PECCI, G. L.; FUMINCELLI, L.; NEVES, R. C.; SANTOS, R. C. R.; CASSINI, M. F.; TUCCI JUNIOR, S. Intermittent urethral catheterisation: the reality of the lubricants and catheters in the clinical practice of a Brazilian service. Journal of Clinical Nursing, v. 25, p. 3382-3390. doi: http://dx.doi.org/10.1111/jocn.13466

NEWMAN, D. K.; WILLSON, M. M. Review of intermittent catheterization and current best practices. Urologic Nursing, v. 31, n. 1, p. 12-28, 2011. 

PORTAL D+INFORMAÇÃO. Aquisição gratuita de material para cateterismo vesical é um direito. Acesso em 11 nov. 2019. Disponível em <https://demaisinformacao.com.br/objetivo-e-atrativo-para-populacao/>. 

VAHR, S.; COBUSSEN-BOEKHORST, H.; EIKENBOOM, J.; GENG, V.; HOLROYD, S.; LESTER, M.; PEARCE, I.; VANDEWINKEL, C. Catheterisation urethral intermittent in adults. European Association of Urology Nurses, Evidence-based Guidelines for Best Practice in Urological Health Care [Internet], 2013. Disponível em: <https://nurses.uroweb.org/guideline/catheterisation-urethral-intermittent-in-adults/

WYNDAELE, J. J. Complications of intermittent catheterization: their prevention and treatment. Spinal Cord, v. 40, n. 10, p. 536-541, 2002. Disponível em:  <http://www.nature.com/sc/journal/v40/n10/pdf/3101348a.pdf

Autores:  

Leonardo Orlandin. Enfermeiro bacharel e licenciado. Mestrando do Programa de Pós-Graduação em Enfermagem Fundamental da Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo. 

Profª Draª Fabiana Faleiros Santana Castro. Enfermeira. Professora Doutora do Departamento de Enfermagem Geral e Especializada da Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo. 

Profª Draª Marislei Sanches PanobiancoEnfermeira. Professora Associada do Departamento de Enfermagem Materno-Infantil e de Saúde Pública da Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo. 

Profª Draª Soraia Assad Nasbine RabehEnfermeira. Professora Doutora do Departamento de Enfermagem Geral e Especializada da Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo.

Última modificação :

Skip to content