Vídeo para aprender as manobras de esvaziamento intestinal

Este vídeo foi editado a partir do vídeo da dissertação de mestrado da enfermeira Laura Terenciani Campoy, orientado pela Profª Drª Soraia Assad Nasbine Rabeh, intitulado “Reabilitação intestinal de indivíduos com lesão medular: produção de material para intervenção educativa”, realizado na Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo. Tem como objetivo de demonstrar as manobras de esvaziamento intestinal.

Assista ao vídeo:

Responsáveis pela edição do vídeo: Fabiana Faleiros Santana Castro, Soraia Assad Nasbine Rabeh e Laura Terenciani Campoy.

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Contratação de pessoa com deficiência

Mesmo com as mudanças na sociedade e os avanços na legislação brasileira, muitas empresas ainda encaram a contratação de pessoa com deficiência (PcD) como uma obrigação legal, passível de multas em caso de descumprimento. 

Entretanto, essas organizações não percebem que incluir pessoas com deficiência no quadro de funcionários da empresa representa muito mais do que apenas se enquadrar na lei e evitar penalidades. 

A contratação de PcDs torna o local de trabalho um ambiente mais inclusivo e humanizado para todos os colaboradores. Neste artigo você vai entender melhor como a contratação de pessoa com deficiência pode trazer resultados positivos para a sua empresa. 

Segundo a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (Lei 13.146/2015), considera-se pessoa com deficiência aquela que possui “impedimento de longo prazo de natureza física, mental, intelectual ou sensorial” os quais, em momentos de interação, podem impossibilitar uma participação completa e efetiva na sociedade nas mesmas condições que os demais cidadãos.

Logo, as pessoas com deficiência, também chamadas de PcDs, apresentam limitações no desenvolvimento igualitário das atividades, se enquadrando nas seguintes categorias do Decreto 3.298/1999

  • Deficiência física: alteração completa ou parcial de uma ou mais partes do corpo humano, provocando o comprometimento da função física.
  • Deficiência auditiva: perda bilateral, parcial ou total, de 40 decibéis (dB) ou mais.
  • Deficiência visual: cegueira com acuidade visual igual ou menor de 0,05 no melhor olho, baixa visão com acuidade visual entre 0,3 e 0,05 no melhor olho, e somatória do campo visual de ambos os olhos igual ou menor que 60º. 
  • Deficiência mental: funcionamento intelectual significativamente inferior à média.
  • Deficiência múltipla: associação de duas ou mais deficiências.

Legislação trabalhista

Visando garantir a inclusão de pessoas com deficiência no mercado de trabalho, a chamada Lei de Cotas para Deficientes (Lei 8.213/1991) determina a obrigatoriedade da contratação de PcDs por parte das empresas. 

De acordo com a lei, organizações a partir de 100 empregados devem destinar entre 2% a 5% de suas vagas a profissionais reabilitados ou portadores de deficiência. 

A porcentagem deve atender à seguinte proporção: 

  1. até 200 empregados…………………………….2%; 
  2. de 201 a 500………………………………………..3%;
  3. de 501 a 1.000……………………………………4%;
  4. de 1.001 em diante………………………………5%.

Cumprir com a cota mínima de PcDs contratadas é uma obrigação da empresa. E mesmo que não haja profissionais totalmente adequados para o cargo, é responsabilidade social da organização oferecer treinamentos internos e capacitação de novos colaboradores.

Mas se ainda assim a empresa não fechar a cota estabelecida, é possível realizar um acordo com o Ministério Público do Trabalho instituindo prazos para regularizar a situação. 

Se dentro do prazo estabelecido a organização não contratar o número mínimo de PcDs, cabe à gestão apresentar todos os registros e tentativas empregadas na busca de profissionais com deficiência como argumento para evitar multas e ações judiciais.

Por que contratar pessoas com deficiência?

Segundo o último Censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Brasil concentra 45 milhões de pessoas com deficiência, número que representa cerca de 24% da população. 

Contudo, no mercado de trabalho apenas 0,9% das carteiras assinadas pertencem aos profissionais PcDs. Esses dados demonstram que a presença de pessoas com deficiência nas empresas ainda é baixa. 

E mesmo sendo uma obrigação determinada por lei, a contratação de PcDs significa muito mais do que um dever dos empresários. Contar com esses profissionais no time de funcionários traz vantagens para a equipe como um todo e para o ambiente da empresa. 

Confira alguns benefícios que a contratação de pessoa com deficiência traz para o ambiente de trabalho: 

  • Gestão mais humanizada

Com a presença de PcDs na equipe, os gestores desenvolvem uma nova visão dos colaboradores, passando a compreender que cada funcionário é diferente e possui suas próprias limitações, independente de possuir alguma deficiência.

A partir desta nova visão é possível realizar melhorias no processo de administração de pessoal e no ambiente organizacional.

  • Eliminação de preconceitos

Quando a equipe passa a conviver diariamente com profissionais com deficiência, o antigo julgamento de incapacidade e desconfiança é eliminado. 

Afinal, o relacionamento diário no ambiente de trabalho faz com que os demais colaboradores percebam o quanto as pessoas com deficiência são produtivas, independentes e responsáveis.

  • Mais acessibilidade 

Em alguns casos, contar com PcDs na equipe resulta em melhorias na estrutura física da empresa, proporcionando maior acessibilidade e segurança tanto para estes profissionais quanto para demais visitantes que possam se tornar clientes no futuro.

A contratação de pessoa com deficiência

Assim como qualquer outro processo de seleção, a contratação de pessoas com deficiência deve buscar os profissionais mais adequados para os cargos em aberto. 

Contudo, as diferenças no processo seletivo de PcDs exigem o auxílio de uma empresa com experiência em processos de recrutamento e seleção de profissionais. 

Afinal, as vagas em aberto devem ser coerentes com as limitações dos profissionais, proporcionando, ao mesmo tempo, toda a segurança necessária para os trabalhadores.

Fonte: Jornal Contabil

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Programa de videoaulas ensina exercícios funcionais para pessoas com deficiência

Com foco no público que está em casa devido às medidas de isolamento social, uma série videoaulas de exercícios funcionais voltados para pessoas com deficiência está sendo divulgada pela Prefeitura de Belo Horizonte pela rede social Youtube

Desenvolvido pela Secretaria Municipal de Esportes e Lazer, o programa “Superar em Casa” publicará duas videoaulas com conteúdo inédito a cada semana. As primeiras sessões já estão no ar. Confira em Aula funcional 1 e Aula funcional para cadeirantes 1

Segundo o executivo municipal, são aulas com duração média de 12 a 15 minutos, sendo uma de funcional e outra de funcional para cadeirantes (estes terão uma sessão específica para eles). Todas elas ministradas pelo professor Alexandre, conhecido como Tio Careca.

O “Superar em Casa” faz parte do programa “Superar”, que promove a inclusão social da pessoa com deficiência por meio de atividades físicas, esportivas e de lazer. Até ser suspenso por tempo indeterminado devido à Covid-19, o programa atendia 900 usuários em dois centros de referência e sete núcleos em Belo Horizonte. 

“Nesse momento difícil para toda a população, em especial para idosos e pessoas com deficiência, as videoaulas são importantes para a saúde física e mental, atenuando os efeitos desse isolamento. Estamos estudando e desenvolvendo videoaulas também para outros programas”, afirma o secretário municipal de Esportes e Lazer, Elberto Furtado.

Fonte: Paulo Henrique Silva – Hoje em dia

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PROGRAMA TODAS in-Rede

O Programa TODAS in-Rede foi desenvolvido pela Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência de São Paulo com o objetivo de incidir na promoção de empoderamento e emancipação das mulheres com deficiência do Estado de São Paulo, visando a favorecer a melhoria da qualidade de vida e inclusão social.

NOSSOS PILARES:

Início ao Trabalho e Renda

Pensando em ampliar o número de mulheres com deficiência no mercado de trabalho, o Programa TODAS in-Rede tem conexão com o Programa Meu Emprego – Trabalho Inclusivo, que promove a inclusão, permanência e desenvolvimento profissional de pessoas com deficiência no mercado de trabalho, oferecendo qualificação profissional e empreendedora, Intermediação de mão de obra (Vagas de Emprego) e Emprego Apoiado.

Direitos Afetivos e Sexuais

Os relacionamentos afetivos, a sexualidade e o direito à maternidade fazem parte da vida da mulher jovem/adulta, e não é diferente às mulheres com deficiência. Levar informação a esse respeito e promover o empoderamento e resgate e a autoestima destas mulheres é um dos objetivos de nosso Programa.

Prevenção à violência

O número de mulheres com deficiência que sofrem violência é muito grande no Estado de São Paulo. Seja por falta de informação, por dependência afetiva ou financeira, o Programa TODAS In-Rede tem o objetivo de mudar este paradigma por meio da informação e empoderamento dessas mulheres.

Empoderamento e Liderança

Quando nos sentimos empoderadas, temos a capacidade de transformar nossas vidas. Historicamente, por muitos anos, o papel da mulher foi servir ao homem e cuidar dos filhos. Com a mudança deste papel, muitas mulheres hoje têm sua própria carreira profissional e, com isso, ganham independência financeira. Por meio do empoderamento, recuperação da autoestima com base no conhecimento de seus direitos, o Programa TODAS in-Rede pretende transformar o paradigma das mulheres com deficiência.

Acesse o site aqui e saiba mais.

Fonte: Secretaria dos Direitos da Pessoa com Deficiência

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IFSC – Biossensor detecta marcador sanguíneo de Alzheimer

Pesquisadores da USP do Instituto de Física de São Carlos (IFSC) criaram um biossensor capaz de detectar os biomarcadores sanguíneos do Alzheimer.

Este método, permite a identificação das proteínas Fetuína-B e Clusterina, que quando encontradas em grande quantidade no sangue, auxiliam no diagnóstico do mal de Alzheimer.

O biossensor consiste em um dispositivo de papel, onde nanopartículas de ouro complexadas à anticorpos especificadamente para os biomarcadores citados. Ao entrar em contato com a gota de sangue da pessoa examinada, o mesmo escorre em direção aos anticorpos e com isso, as proteínas Fetuína-B e Clusterina são ligadas as nanopartículas de ouro, mudando a cor do papel para rosa.

Ressalta-se que o dispositivo ainda não foi testado com sangue, apenas com as proteínas estudadas. Os pesquisadores esperam que com o resultado do teste rápido com os biossensores auxiliam no diagnóstico e tratamento precoce por baixo custo do mal de Alzheimer.

Fonte: Jornal da USP

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Todo dia é dia de celebrar

“Há um ano Lorenzo estava na UTI. Não há como descrever o quão assustador é ter UM FILHO NA UTI. Levei um mês para escrever sobre o ocorrido e só consegui após o aniversário dele (1 de junho – está chegando… YUPIIIIII).

Um mês atrás meu filho foi submetido a um procedimento de urgência e foi do centro cirúrgico direto para a UTI. Foram momentos difíceis, pois, por mais que sejam corriqueiros em nossas vidas, nossos dias jamais serão tranquilos. Durante o mês de maio, não houve 24h de tranquilidade em minha casa. Foram realizados 3 procedimentos invasivos no meu bebê.

Acervo pessoal – @todospelolorenzo

Assim é a nossa vida. No entanto, o que me faz contar isso hoje, é que foi a ÚLTIMA VEZ que Lorenzo precisou de UTI. Então, faltando quase uma semana para comemorar seus 5 anos, é mais uma conquista a ser celebrada.

Este ano enfrentamos uma luta para combater fungos e bactérias resistentes, então, ainda há instabilidade ronda por aqui. Há algumas noites, Lorenzo permaneceu horas em #bradicardia e, ainda assim, o risco à sua vida é alto. Todavia, sua ENERGIA VITAL irradia alegria a todo instante e nos fortalece nessa caminhada.

SEGUIMOS DIA APÓS DIA, COM A CERTEZA DE QUE A JORNADA PODE SER LONGA, MAS SERÁ DE VITÓRIAS.”

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4 pessoas com deficiência relatam a rotina nos tempos de Covid-19: ‘Preciso tocar nas coisas e nas pessoas para me situar’

Impossibilitadas de seguir recomendações de proteção da OMS, pessoas com deficiência pedem que Ministério da Saúde estabeleça protocolos e as incluam no grupo de risco à Covid-19.

No último dia 4 de abril, a profissional de marketing Ieska Tubaldini Labão faria sua festa de aniversário de 30 anos para 70 convidados. “Eu planejava essa festa desde os meus 28 anos”, conta ela, que é cadeirante em razão da Amiotrofia Muscular Espinhal, uma doença degenerativa, e precisa de cuidados diários. “Mas eu a cancelei antes mesmo de começarem os decretos de quarentena.”

Com o alto risco de se contaminar por coronavírus, Ieska está em isolamento total desde 8 de março e suspendeu até as sessões de fisioterapia, essenciais para pacientes com distrofias musculares.

Pessoas com deficiência, chamadas de PcD, podem ter mais chances de se infectar pelo novo coronavírus por terem dificuldade em seguir as orientações de proteção individual indicadas pela Organização Mundial da Saúde. Segundo a OMS, quanto mais limitada a locomoção e quanto maior a necessidade de cuidado, mais exposta à Covid-19 estará a pessoa.

“Como minha síndrome é degenerativa, quanto menos eu movimentar meu corpo, mais rápido ele para e perde os movimentos”, explica Ieska. “Eu tenho sentido bastante os efeitos desse momento e procurado me movimentar em casa, mas não é a mesma coisa de ter a assistência da minha fisioterapeuta, que cuida de mim há 25 anos.”

A médica Ana Lucia Langer, porta-voz da Aliança Distrofia Brasil, explica que além da impossibilidade de se manterem afastados das pessoas por necessitarem de cuidadores, pacientes com atrofias e distrofias musculares têm coração e pulmão afetados. Qualquer infecção e febre nessas pessoas, segundo a médica, “leva a uma piora da doença, aumentando a fraqueza muscular motora, cardíaca e respiratória.”

Ieska afirma que está acostumada a ficar mais de uma semana sem sair. “O isolamento é a realidade de muitos com deficiência por causa da falta de acessibilidade. Estou ok com o isolamento social neste momento, mas o que me angustia é estar proibida, não poder sair nem para o meu único compromisso fora de casa [a fisioterapia] e, principalmente, não poder receber visitas”, diz ela.

Cerca de 22% da população (45 milhões) no Brasil têm algum tipo de deficiência, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Diferente das pessoas saudáveis, a profissional de marketing diz que o fim do seu isolamento social não será quando a quarentena acabar. “Para quem está no grupo de risco, o fim decretado pelo governo não vai ser junto com o resto da população. Talvez eu só possa sair com segurança de novo quando desenvolverem a vacina contra o coronavírus.”

A comemoração dos 30 anos de Ieska foi adiada para abril de 2021, data em que ela espera que a “vida tenha voltado ao normal.”

Cartilha

O governo lançou uma cartilha em março com informações para pessoas com deficiência sobre a pandemia de coronavírus. O documento não considera todas as PcD como grupo de risco ao coronavírus, mas somente as que tenham algum dos fatores associados:

  • Restrições respiratórias
  • Dificuldades nos cuidados pessoais
  • Condições autoimunes
  • Idade acima de 60 anos
  • Doenças associadas como diabetes, hipertensão arterial, doenças do coração, pulmão e rim ou doenças neurológicas
  • Estiverem em tratamento de câncer

Para Vitória Bernardes, do Conselho Nacional de Saúde e membro do coletivo feminista Helen Keller, que reúne mulheres com deficiência, é um equívoco não incluir todas as PcD no grupo de risco ao coronavírus. Bernardes elenca motivos:

  • Ela enfrenta obstáculos para adotar medidas básicas de higiene, como lavar as mãos (pias e lavatórios podem ser fisicamente inacessíveis ou a pessoa pode ter dificuldade de esfregar as mãos adequadamente)
  • Muitos não podem manter o distanciamento social por necessitarem de apoio. Residem em instituições de saúde, residências terapêuticas e inclusivas etc
  • Muitos têm problemas de saúde preexistentes relacionados à função respiratória e do sistema imune, assim como doenças cardíacas ou diabetes
  • Os que precisam de tecnologias assistivas de locomoção como bengalas, andadores, muletas e cadeira de rodas, estão mais expostos a superfícies que podem estar contaminadas
  • PcD podem ter dificuldade de acesso a informação sem recursos como audiodescrição, legendas e conteúdo em libras
  • Campanhas governamentais contra a Covid-19 e informações oficiais sobre a pandemia são pouco acessíveis às PcD

Bernardes afirma que há risco de que se repita no Brasil a falta de respiradores e leitos de UTI para pessoas com deficiência nos países em que o sistema de saúde entrou em colapso.

Para a conselheira, é preciso que o Ministério da Saúde estabeleça protocolos de atendimento e apoio às PcD frente à Covid-19. “Na necessidade de definir prioridade na distribuição de leitos de UTI em face da insuficiência de recursos, é preciso assegurar que pessoas com deficiência não sejam preteridas com base em sua deficiência”, alerta.

G1 ouviu pessoas com diversos tipos de deficiência. Todas relataram que as principais preocupações neste momento são com a suspensão dos serviços básicos de saúde, como fisioterapia, e o medo de seus cuidadores adoecerem. Veja abaixo:As pessoas, por conta dessa orientação de manter distância física, não estão mais oferecendo ajuda”— Fernanda Shcolnik

A professora Fernanda Shcolnik, de 37 anos, tem baixa visão, um tipo de deficiência visual severa. Ela não tem doenças respiratórias nem condições autoimune, mas precisa tocar nas coisas e da ajuda das pessoas para executar tarefas no dia a dia. “Quando faço uma tarefa sozinha, eu preciso tocar nas coisas. Encostar nelas é a maneira que faço para me situar nos ambientes”, diz.

A professora caminha com a ajuda de uma bengala e, em ocasiões como descer escada ou atravessar a rua, precisa de ajuda. “Além de ter que tocar as coisas, eu preciso tocar as pessoas em certos momentos da minha rotina.”

Depois de mais de um mês sem sair de casa por causa do isolamento social, Fernanda precisou sair na quinta-feira (23).

“Foi muito difícil me controlar na rua. Eu enxergo por meio do tato. Não poder tocar nas coisas ao meu redor vai contra o meu instinto natural”, diz a professora, acrescentando que é difícil para quem tem deficiência visual se manter mais de um metro longe das pessoas.

Porém, o mais desafiador para Fernanda neste momento é receber ajuda quando precisa sair do isolamento.

“Por causa da pandemia, se a gente tem que sair sozinho, não tem mais como pedir ajuda para alguém, né? Muitas vezes a gente precisa de ajuda para chegar até algum lugar, e as pessoas, por conta dessa orientação de manter distância física, não estão mais oferecendo ajuda”, relata a professora com deficiência visual.Esperei quatro horas sentada em uma salinha sem estrutura. Senti muitas dores— Ewelin Monica Canizares

A química Ewelin Monica Canizares, de 54 anos, tem dificuldade de andar por causa de uma neuropatia, doença que afeta os nervos. “Além da dor, a doença me causou perda de força nos membros, dificuldades de coordenação motora, perda de equilíbrio, limitação de visão. Eu ando de bengala e uso sapatos especiais.” Ela também tem doenças respiratórias que a colocam no grupo de risco à Covid-19.

Apesar da Lei Brasileira de Inclusão (LBI) determinar que PcD tem prioridade no acesso a serviços de saúde, Ewelin não recebeu atendimento prioritário nas duas vezes em que procurou o hospital com sintomas de coronavírus.

“Na primeira vez, falaram que faziam teste somente em quem tinha sintoma grave e me mandaram de volta para casa”, conta a química. Ela ficou três semanas isolada no seu quarto. No dia 22 de abril, seu médico pneumologista orientou que ela procurasse o hospital de novo.

“Quando cheguei ao pronto-socorro da Santa Casa, só tinha uma médica atendendo. Não recebi atendimento prioritário, era por ordem de chegada. Esperei quatro horas sentada em uma salinha sem estrutura. Senti muitas dores na perna e nas costas. A médica do plantão estava sobrecarregada”, diz Ewelin.

Após a espera, Ewelin foi internada por cinco dias e ficou isolada em um quarto com banheiro acessível a PCD. “É o certo, tem que ter espaços adaptados, porque a gente não quer ficar chamando, pedindo ajuda das pessoas a toda hora.”

G1 perguntou ao Ministério da Saúde se está sendo garantido atendimento e atenção especial às pessoas com deficiências severas internadas por coronavírus, mas não obteve resposta.Eu confio que minhas cuidadoras estejam cumprindo as orientações de isolamento social— Mila Correia de Oliveira

Em março, a Organização das Nações Unidas (ONU) publicou o documento “Quem protege as pessoas com deficiência?”. O texto explica que “medidas de contenção, como distanciamento social e isolamento pessoal, podem ser impossíveis para quem precisa de apoio para comer, se vestir ou tomar banho.”

Este é o caso da consultora Mila Correia de Oliveira, de 32 anos. Como a consultora de marketing Ieska, ela tem a doença degenerativa Amiotrofia Muscular Espinhal e é cadeirante.

“Eu preciso das pessoas para fazer as transferências para cadeira, cama, banheiro etc. Preciso que me deem banho, troquem minha roupa, cozinhem e coloquem minha comida no prato e cuidem da minha casa, já que eu mesma não posso executar os serviços domésticos”, afirma a consultora, que tem duas cuidadoras e uma empregada doméstica.

Ana Lucia Langer, da Aliança Distrofia Brasil, recomenda que cuidadores de pessoas com deficiência que tenham doenças raras durmam na casa do paciente durante esse período. “Já profissionais da saúde que realizam visitas domiciliar a esse paciente devem usar os equipamentos de proteção individual”, complementa.

Mila explica que suas cuidadores moram com os filhos e não é possível trazê-las para sua casa. “Quando você depende do cuidado de outra pessoa, você precisa que ela se cuide para poder cuidar de você. Eu confio que minhas cuidadoras estejam cumprindo as orientações de isolamento social, e não só elas, mas toda a família que mora com elas.”

A solução foi buscar e levar as cuidadoras para suas casas, a fim de que elas não andem de transporte público. “Mas como o custo é alto, não isso faço todo dia”, diz Mila.

Langer explica que as famílias de PCD com doenças raras devem “estar preparadas para caso o cuidador precise se afastar porque adoeceu e precisou ficar em quarentena.”

G1 perguntou ao Ministério da Saúde se o sistema de saúde fornecerá acolhimento às pessoas com deficiência nos casos em que seus cuidadores forem internados ou colocados em isolamento em razão da Covid-19, mas a pasta não respondeu.

Fonte: Laís Modelli, G1

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Como criar a cadeira de rodas ideal? Pesquisa da USP em São Carlos quer descobrir

Estudo da Escola de Engenharia de São Carlos da USP quer identificar o perfil de pessoas envolvidas no serviço de fornecimento de cadeira de rodas, tantos os profissionais da saúde, quanto usuários.

De acordo com o último censo demográfico do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 45 milhões de brasileiros sofrem de algum tipo de deficiência física. Muitos deles necessitam de cadeiras de rodas para seus deslocamentos diários. Pensando nisso, uma pesquisa realizada na Escola de Engenharia de São Carlos (EESC) da USP quer entender qual é a cadeira ideal para atender a diferentes necessidades dos seus usuários.

Conduzida pelo fisioterapeuta Ramon R. Guedes de Camargo, mestrando do Programa de Pós-Graduação Interunidades em Bioengenharia da EESC, a pesquisa tem o objetivo de identificar o perfil de atuação e de interação entre as pessoas envolvidas no serviço de fornecimento de cadeira de rodas, tantos os profissionais da saúde, quanto os utilizadores.

Para participar, serão disponibilizados questionários específicos, um destinado aos cadeirantes e outro aos profissionais dos serviços que as prescrevem. Os formulários on-line permitirão aos pesquisadores compreender quem são e o que pensam sobre os serviços de dispensa de cadeira de rodas no Brasil. Os usuários de cadeira de rodas poderão responder ao questionário neste link. Já os profissionais da saúde, que atuam na prescrição de cadeira de rodas, devem responder ao questionário clicando aqui.

O estudo é orientado pelo professor José Marques Novo Júnior, em parceria com o Laboratório de Inovação e Empreendedorismo em Tecnologia Assistiva, Esporte e Saúde (Lietec) da Universidade de Federal de São Carlos (UFSCAR).

Mais informações sobre a pesquisa podem ser obtidas neste link.

Fonte: Jornal da USP

https://jornal.usp.br/universidade/como-criar-a-cadeira-de-rodas-ideal-pesquisa-da-usp-em-sao-carlos-quer-descobrir/

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Vídeo orienta pessoas com deficiência sobre higienização

O Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos divulgou nesta quinta – feira (19) um vídeo com orientações de higiene para as pessoas com deficiência e alertas para evitar a contaminação e disseminação do novo coronavírus. A preocupação se dá especialmente em razão de este público utilizar ferramentas para locomoção, como muletas e cadeiras de rodas.

Acesse o vídeo clicando aqui


A titular da pasta, ministra Damares Alves, lembrou que as “pessoas com deficiência também estão em risco, usam as mãos para se comunicar, ou se locomover além de usarem próteses e precisam ficar atentas à higienização”.

No vídeo, a secretária nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Priscilla Gaspar, esclarece que é necessária a limpeza dos equipamentos de uso pessoal. “As pessoas que utilizam cadeira de roda colocam a mão no aro, então é importante que se faça a higienização”, explicou.

Assim como aqueles que utilizam prótese ou órtese, muletas, andadores ou bengalas… “É muito importante fazer essa limpeza para que não tenham contato com nenhum tipo de vírus”, diz Priscilla.  Outro grupo que causa preocupação são os deficientes auditivos, que precisam utilizar as mãos para se comunicar. Na comunicação em libras as pessoas tocam no rosto, por exemplo, portanto a higienização e limpeza correta das mãos é de fundamental importância. 

Fonte: Notícias R7


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Atleta Paralímpica é homenageada pela Barbie no Dia das Mulheres

A nadadora paralímpica turca Sümeyye Boyacı foi uma das sete atletas escolhidas para representar uma das bonecas mais populares do mundo, a Barbie, no programa “Barbie Role Models”, que tem o objetivo de marcar as comemorações do Dia Internacional das Mulheres.
O programa é uma das propostas do projeto “Barbie Dream Gap” e foi criado em 2018 com o objetivo de apresentar mulheres inspiradoras, do passado e do presente, como exemplos a serem seguidas pelas crianças. 
Com apenas 17 anos, a jovem nadadora já coleciona medalhas internacionais dos 50m costas. Ela foi medalhista de ouro no Campeonato Europeu de Natação, em Dublin, 2018 e nas Série Mundial de Natação de 2019 em Indianópolis, nos EUA. No ano passado, ela levou a medalha de prata no Campeonato do Mundo de Natação, em Londres. 
No seu instagram, a atleta deixou um depoimento emocionante sobre a sua felicidade de participar do projeto. “Eu estou tendo a chance de ser uma das bonecas Barbie que são produzidas desde 1959 com número limitado. Sou a primeira e única boneca Barbie do mundo que tem asas, mesmo sem braços”, afirma. 


Entre as bonecas deste ano celebrando as mulheres que abrem caminho para o futuro, há a alemã Malaika Mihambo, atual campeã mundial em salto em distância, Amandine Henry, a capitã do futebol francês nacional, a britânica Dina Asher-Smith, a campeã mundial dos 200m, a ucraniana Olga Kharlan , cinco vezes campeã mundial de esgrimista sabre, portuguesa Teresa Bonvalot, campeã européia de surfe, lituana Airine Palsyte, campeã européia de indoor.

Barbie Dream Gap

O projeto Dream Gap visa destacar os modelos do passado e do presente, com o objetivo de inspirar mais meninas. O projeto faz parte de uma iniciativa global que visa apresentar histórias de mulheres que atuam em diferentes profissões, mostrando que elas podem ser o que quiserem.  
A campanha das mulheres foi lançada em 2018, com objetivo inspirar as futuras gerações de mulheres a ultrapassar seus limites, romper com os papéis tradicionais que lhes são atribuídos pela sociedade e alcançar seu verdadeiro potencial.
Em 2019, a marca da Mattel juntou-se à GoFundMe, uma das maiores plataformas de crowdfunding, para doar mais de 250 mil dólares a organizações sem fins lucrativos com a capacidade de alcançar e impactar crianças, adolescentes, jovens e mulheres numa escala global.
Desde 2015, a Mattel tenta adotar uma abordagem mais inclusiva, divulgando mensagens de diversidade, refletindo diferentes tipos de corpos, tons de pele e penteados, além de deficiências permanentes e condições médicas como vitiligo.

Fonte:

http://deficienteciente.com.br/

http://clodoaldosilva.com.br/

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