Estudo aponta que um brasileiro pode ser salvo a cada quatro minutos com o isolamento social

Pesquisadores do Centro de Ciências Matemáticas Aplicadas à Indústria (CeMEAI) realizou um estudo no intuito de identificar quais tendências o vírus evoluiria com a taxa de propagação (aceleração ou desaceleração) com o protocolo de distanciamento social.
O estudo foi dirigido com analise do país de forma geral e após, focado nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Maranhão e todas grandes regiões do país.
Considerou-se isolamento social de 14 dias (a partir do dia 4 de maio), e os resultados apontaram que, até o dia 19 de maio, 5.513 vidas seriam salvas com o isolamento social, valor este, uma proporção de uma vida a cada quatro minutos.

Os pesquisadores ainda reforçam a importância do isolamento social e a preocupação da falta de adesão da população, encontrada principalmente na região Sudeste do país, a mesma que concentra o maior número de casos pela pandemia.

Confira a matéria completa e a entrevista com o pesquisador aqui.

Fonte: Jornal da USP

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Escola de Educação Permanente do HC desenvolve Guia sobre a pandemia do COVID-19

A Escola de Educação Permanente do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP criou um guia sobre dúvidas e medidas sobre a pandemia pelo COVID-19.

O e-book é composto por informações sobre o vírus,  transmissão e seus principais sintomas. Ainda, conta com orientações de higienização das mercadorias, cuidados de prevenção com objetos e animais de estimação utilizando álcool ou água e sabão.
Aponta também, cuidados na ida aos supermercados e cuidados com saúde mental em tempos de isolamento social.

Confira o guia completo AQUI!
Fonte: Jornal da USP

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Folha informativa – COVID-19

  • A Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou, em 30 de janeiro de 2020, que o surto da doença causada pelo novo coronavírus (COVID-19) constitui uma Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional – o mais alto nível de alerta da Organização, conforme previsto no Regulamento Sanitário Internacional. Em 11 de março de 2020, a COVID-19 foi caracterizada pela OMS como uma pandemia.
  • Foram confirmados no mundo 4.618.821 casos de COVID-19 (93.324 novos em relação ao dia anterior) e 311.847 mortes (4.452 novas em relação ao dia anterior) até 18 de maio de 2020.
  • A Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) e a OMS estão prestando apoio técnico ao Brasil e outros países, na preparação e resposta ao surto de COVID-19.
  • Medidas de proteção: lavar as mãos frequentemente com água e sabão ou álcool em gel e cobrir a boca com o antebraço quando tossir ou espirrar (ou utilize um lenço descartável e, após tossir/espirrar, jogue-o no lixo e lave as mãos).
  • Se uma pessoa tiver sintomas menores, como tosse leve ou febre leve, geralmente não há necessidade de procurar atendimento médico. O ideal é ficar em casa, fazer autoisolamento (conforme as orientações das autoridades nacionais) e monitorar os sintomas. Procure atendimento médico imediato se tiver dificuldade de respirar ou dor/pressão no peito.

-Informações do Ministério da Saúde do Brasil: https://coronavirus.saude.gov.br/

-Unidades Básicas de saúde e hospitais de referência, por estado e município brasileiro: https://coronavirus.saude.gov.br/sobre-a-doenca#hospitais-referencia

Fonte: OPAS Brasil

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Como fazer sua própria máscara

O governo do estado de São Paulo publicou, no dia 5 de maio, o Decreto Nº 64.959 de 4 de maio de 2020, que torna obrigatório o uso de máscaras em todo o estado de São Paulo, por todos os cidadãos que estiverem caminhando, andando ou se dirigindo a qualquer local no estado.

Sendo assim, a Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto da USP criou um infográfico sobre como criar e cuidar da sua máscara de proteção contra COVID-19.

Confira AQUI como fazer!

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4 pessoas com deficiência relatam a rotina nos tempos de Covid-19: ‘Preciso tocar nas coisas e nas pessoas para me situar’

Impossibilitadas de seguir recomendações de proteção da OMS, pessoas com deficiência pedem que Ministério da Saúde estabeleça protocolos e as incluam no grupo de risco à Covid-19.

No último dia 4 de abril, a profissional de marketing Ieska Tubaldini Labão faria sua festa de aniversário de 30 anos para 70 convidados. “Eu planejava essa festa desde os meus 28 anos”, conta ela, que é cadeirante em razão da Amiotrofia Muscular Espinhal, uma doença degenerativa, e precisa de cuidados diários. “Mas eu a cancelei antes mesmo de começarem os decretos de quarentena.”

Com o alto risco de se contaminar por coronavírus, Ieska está em isolamento total desde 8 de março e suspendeu até as sessões de fisioterapia, essenciais para pacientes com distrofias musculares.

Pessoas com deficiência, chamadas de PcD, podem ter mais chances de se infectar pelo novo coronavírus por terem dificuldade em seguir as orientações de proteção individual indicadas pela Organização Mundial da Saúde. Segundo a OMS, quanto mais limitada a locomoção e quanto maior a necessidade de cuidado, mais exposta à Covid-19 estará a pessoa.

“Como minha síndrome é degenerativa, quanto menos eu movimentar meu corpo, mais rápido ele para e perde os movimentos”, explica Ieska. “Eu tenho sentido bastante os efeitos desse momento e procurado me movimentar em casa, mas não é a mesma coisa de ter a assistência da minha fisioterapeuta, que cuida de mim há 25 anos.”

A médica Ana Lucia Langer, porta-voz da Aliança Distrofia Brasil, explica que além da impossibilidade de se manterem afastados das pessoas por necessitarem de cuidadores, pacientes com atrofias e distrofias musculares têm coração e pulmão afetados. Qualquer infecção e febre nessas pessoas, segundo a médica, “leva a uma piora da doença, aumentando a fraqueza muscular motora, cardíaca e respiratória.”

Ieska afirma que está acostumada a ficar mais de uma semana sem sair. “O isolamento é a realidade de muitos com deficiência por causa da falta de acessibilidade. Estou ok com o isolamento social neste momento, mas o que me angustia é estar proibida, não poder sair nem para o meu único compromisso fora de casa [a fisioterapia] e, principalmente, não poder receber visitas”, diz ela.

Cerca de 22% da população (45 milhões) no Brasil têm algum tipo de deficiência, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Diferente das pessoas saudáveis, a profissional de marketing diz que o fim do seu isolamento social não será quando a quarentena acabar. “Para quem está no grupo de risco, o fim decretado pelo governo não vai ser junto com o resto da população. Talvez eu só possa sair com segurança de novo quando desenvolverem a vacina contra o coronavírus.”

A comemoração dos 30 anos de Ieska foi adiada para abril de 2021, data em que ela espera que a “vida tenha voltado ao normal.”

Cartilha

O governo lançou uma cartilha em março com informações para pessoas com deficiência sobre a pandemia de coronavírus. O documento não considera todas as PcD como grupo de risco ao coronavírus, mas somente as que tenham algum dos fatores associados:

  • Restrições respiratórias
  • Dificuldades nos cuidados pessoais
  • Condições autoimunes
  • Idade acima de 60 anos
  • Doenças associadas como diabetes, hipertensão arterial, doenças do coração, pulmão e rim ou doenças neurológicas
  • Estiverem em tratamento de câncer

Para Vitória Bernardes, do Conselho Nacional de Saúde e membro do coletivo feminista Helen Keller, que reúne mulheres com deficiência, é um equívoco não incluir todas as PcD no grupo de risco ao coronavírus. Bernardes elenca motivos:

  • Ela enfrenta obstáculos para adotar medidas básicas de higiene, como lavar as mãos (pias e lavatórios podem ser fisicamente inacessíveis ou a pessoa pode ter dificuldade de esfregar as mãos adequadamente)
  • Muitos não podem manter o distanciamento social por necessitarem de apoio. Residem em instituições de saúde, residências terapêuticas e inclusivas etc
  • Muitos têm problemas de saúde preexistentes relacionados à função respiratória e do sistema imune, assim como doenças cardíacas ou diabetes
  • Os que precisam de tecnologias assistivas de locomoção como bengalas, andadores, muletas e cadeira de rodas, estão mais expostos a superfícies que podem estar contaminadas
  • PcD podem ter dificuldade de acesso a informação sem recursos como audiodescrição, legendas e conteúdo em libras
  • Campanhas governamentais contra a Covid-19 e informações oficiais sobre a pandemia são pouco acessíveis às PcD

Bernardes afirma que há risco de que se repita no Brasil a falta de respiradores e leitos de UTI para pessoas com deficiência nos países em que o sistema de saúde entrou em colapso.

Para a conselheira, é preciso que o Ministério da Saúde estabeleça protocolos de atendimento e apoio às PcD frente à Covid-19. “Na necessidade de definir prioridade na distribuição de leitos de UTI em face da insuficiência de recursos, é preciso assegurar que pessoas com deficiência não sejam preteridas com base em sua deficiência”, alerta.

G1 ouviu pessoas com diversos tipos de deficiência. Todas relataram que as principais preocupações neste momento são com a suspensão dos serviços básicos de saúde, como fisioterapia, e o medo de seus cuidadores adoecerem. Veja abaixo:As pessoas, por conta dessa orientação de manter distância física, não estão mais oferecendo ajuda”— Fernanda Shcolnik

A professora Fernanda Shcolnik, de 37 anos, tem baixa visão, um tipo de deficiência visual severa. Ela não tem doenças respiratórias nem condições autoimune, mas precisa tocar nas coisas e da ajuda das pessoas para executar tarefas no dia a dia. “Quando faço uma tarefa sozinha, eu preciso tocar nas coisas. Encostar nelas é a maneira que faço para me situar nos ambientes”, diz.

A professora caminha com a ajuda de uma bengala e, em ocasiões como descer escada ou atravessar a rua, precisa de ajuda. “Além de ter que tocar as coisas, eu preciso tocar as pessoas em certos momentos da minha rotina.”

Depois de mais de um mês sem sair de casa por causa do isolamento social, Fernanda precisou sair na quinta-feira (23).

“Foi muito difícil me controlar na rua. Eu enxergo por meio do tato. Não poder tocar nas coisas ao meu redor vai contra o meu instinto natural”, diz a professora, acrescentando que é difícil para quem tem deficiência visual se manter mais de um metro longe das pessoas.

Porém, o mais desafiador para Fernanda neste momento é receber ajuda quando precisa sair do isolamento.

“Por causa da pandemia, se a gente tem que sair sozinho, não tem mais como pedir ajuda para alguém, né? Muitas vezes a gente precisa de ajuda para chegar até algum lugar, e as pessoas, por conta dessa orientação de manter distância física, não estão mais oferecendo ajuda”, relata a professora com deficiência visual.Esperei quatro horas sentada em uma salinha sem estrutura. Senti muitas dores— Ewelin Monica Canizares

A química Ewelin Monica Canizares, de 54 anos, tem dificuldade de andar por causa de uma neuropatia, doença que afeta os nervos. “Além da dor, a doença me causou perda de força nos membros, dificuldades de coordenação motora, perda de equilíbrio, limitação de visão. Eu ando de bengala e uso sapatos especiais.” Ela também tem doenças respiratórias que a colocam no grupo de risco à Covid-19.

Apesar da Lei Brasileira de Inclusão (LBI) determinar que PcD tem prioridade no acesso a serviços de saúde, Ewelin não recebeu atendimento prioritário nas duas vezes em que procurou o hospital com sintomas de coronavírus.

“Na primeira vez, falaram que faziam teste somente em quem tinha sintoma grave e me mandaram de volta para casa”, conta a química. Ela ficou três semanas isolada no seu quarto. No dia 22 de abril, seu médico pneumologista orientou que ela procurasse o hospital de novo.

“Quando cheguei ao pronto-socorro da Santa Casa, só tinha uma médica atendendo. Não recebi atendimento prioritário, era por ordem de chegada. Esperei quatro horas sentada em uma salinha sem estrutura. Senti muitas dores na perna e nas costas. A médica do plantão estava sobrecarregada”, diz Ewelin.

Após a espera, Ewelin foi internada por cinco dias e ficou isolada em um quarto com banheiro acessível a PCD. “É o certo, tem que ter espaços adaptados, porque a gente não quer ficar chamando, pedindo ajuda das pessoas a toda hora.”

G1 perguntou ao Ministério da Saúde se está sendo garantido atendimento e atenção especial às pessoas com deficiências severas internadas por coronavírus, mas não obteve resposta.Eu confio que minhas cuidadoras estejam cumprindo as orientações de isolamento social— Mila Correia de Oliveira

Em março, a Organização das Nações Unidas (ONU) publicou o documento “Quem protege as pessoas com deficiência?”. O texto explica que “medidas de contenção, como distanciamento social e isolamento pessoal, podem ser impossíveis para quem precisa de apoio para comer, se vestir ou tomar banho.”

Este é o caso da consultora Mila Correia de Oliveira, de 32 anos. Como a consultora de marketing Ieska, ela tem a doença degenerativa Amiotrofia Muscular Espinhal e é cadeirante.

“Eu preciso das pessoas para fazer as transferências para cadeira, cama, banheiro etc. Preciso que me deem banho, troquem minha roupa, cozinhem e coloquem minha comida no prato e cuidem da minha casa, já que eu mesma não posso executar os serviços domésticos”, afirma a consultora, que tem duas cuidadoras e uma empregada doméstica.

Ana Lucia Langer, da Aliança Distrofia Brasil, recomenda que cuidadores de pessoas com deficiência que tenham doenças raras durmam na casa do paciente durante esse período. “Já profissionais da saúde que realizam visitas domiciliar a esse paciente devem usar os equipamentos de proteção individual”, complementa.

Mila explica que suas cuidadores moram com os filhos e não é possível trazê-las para sua casa. “Quando você depende do cuidado de outra pessoa, você precisa que ela se cuide para poder cuidar de você. Eu confio que minhas cuidadoras estejam cumprindo as orientações de isolamento social, e não só elas, mas toda a família que mora com elas.”

A solução foi buscar e levar as cuidadoras para suas casas, a fim de que elas não andem de transporte público. “Mas como o custo é alto, não isso faço todo dia”, diz Mila.

Langer explica que as famílias de PCD com doenças raras devem “estar preparadas para caso o cuidador precise se afastar porque adoeceu e precisou ficar em quarentena.”

G1 perguntou ao Ministério da Saúde se o sistema de saúde fornecerá acolhimento às pessoas com deficiência nos casos em que seus cuidadores forem internados ou colocados em isolamento em razão da Covid-19, mas a pasta não respondeu.

Fonte: Laís Modelli, G1

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COVID-19 – Uso de heparina em pacientes graves positivados pelo coronavírus

O Hospital Sírio-Libanês da cidade de São Paulo em parceira com a Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP), constataram uma melhora do funcionamento pulmonar em pacientes com casos graves de coronavírus quanado tratados com o anticoagulante heparina.
A droga (heparina) demonstrou reversão de obstrução dos vasos sanguíneos dos pulmões melhorando a respiração e oxigenação dos pacientes, e com a melhora, estes puderam sair da ventilação mecânica e receber alta da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do hospital.


A ideia deste tratamento surgiu em março, após uma paciente internada em quadro grave por coronavírus na UTI do Hospital Sírio-Libanês, apresentando cianose (ponta dos dedos azuladas) e queda da oxigenação sanguínea. A partir deste e outros casos, autopsias de pessoas que faleceram pela COVID-19 constataram que haviam grande número de trombos na microcirculação pulmonar, confirmando a hipótese de o vírus causar uma coagulação intravascular nos pulmões.

Fonte: Jornal da USP

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Entretenimento – Festival de cinema online

A partir do dia 25 de maio de 2020, o Youtube® estará mobilizando a iniciativa Festival de Cinema – We are One: A Global Film Festival, para incentivar as pessoas a aderirem ao isolamento social e ficarem em casa, em agradecimento aos profissionais de saúde de todos os países.


O Festival de cinema online teve inspiração após retorno positivo do sucesso musical virtual reunindo diversos artistas, incluindo Lady Gaga e Paul McCartney. O Festival de cinema foi pensado pelos organizadores do Tribeca Film Festival de Nova York, mas convocando vários espectadores para fazerem doações com direcionamento da verba à Organização Mundial de Saúde (OMS) e entidades beneficentes do mundo.
As programações estarão disponíveis no Youtube® e contará com lonas e curtas-metragens.

Fonte: Jornal da USP

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Cinco pontos-chave para a inclusão de pessoas com deficiência na resposta à COVID-19

A crise da COVID-19 é nova para todas, todes e todos. Agora, é necessário que as pessoas possam atuar, interagir e se comunicar de formas diferentes das que estão acostumadas. Contudo, as desigualdades, agravadas pelo impacto da COVID-19 sobre as pessoas com deficiência, não são novas. Na resposta à crise atual, o risco é de que as pessoas com deficiência sejam novamente deixadas para trás. A boa notícia é que a Organização Internacional do Trabalho (OIT) já sabe o que funciona: justiça social, inclusão efetiva, igualdade de oportunidades e trabalho decente.

A recente publicação da OIT “Pessoas com deficiência na resposta à COVID-19” lista cinco pontos-chave para a inclusão de pessoas com deficiência na resposta à pademia da COVID-19.

Adotar medidas de apoio para promover a igualdade – Políticas de trabalho de casa devem assegurar que as(os) trabalhadoras(es) com deficiência disponham das adequações necessárias em suas casas, tais como as que deveriam existir em seu local de trabalho habitual. Outras medidas de autoisolamento como resposta à COVID-19 devem levar em consideração a situação particular das pessoas com deficiência, incluindo o fato de algumas necessitarem de assistência pessoal.

Assegurar uma comunicação acessível e inclusiva – Toda comunicação relacionada à saúde pública, à educação e ao trabalho sobre a pandemia, incluindo arranjos de trabalho de casa, devem ser acessíveis às pessoas com deficiência, inclusive por meio do uso da linguagem de sinais, legendas e websites com tecnologia específica. A comunicação deve ainda abordar a situação particular das pessoas com deficiência.

Proporcionar proteção social adequada – A proteção social é essencial para que as pessoas com deficiência possam cobrir gastos extras relacionados à deficiência, que podem aumentar devido ao impacto da crise e impactar os seus sistema de apoio. Pessoas com deficiência, especialmente mulheres, fazem parte de um grupo que enfrenta taxas de desemprego mais elevadas. Por isso, agora mais do que nunca, as medidas de proteção social, sensíveis às questões de gênero, devem ser construídas de forma a apoiar as pessoas com deficiência a entrar, permanecer e progredir no trabalho mercado

Assegurar o direito do trabalho agora e sempre – O diálogo social e a participação são fundamentos dos movimentos pelos direitos das pessoas com deficiência e pelos direitos trabalhistas. E em meio à atual pandemia, são mais necessários do que nunca. A multiplicidade de pontos de vista – dos governos, das organizações de trabalhadores e de empregadores e das organizações de pessoas com deficiência – oferecem uma variedade de soluções. Portanto, é indispensável a implementação das Normas Internacionais do Trabalho e de outros instrumentos de direitos humanos, especialmente a Convenção das Nações Unidas sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência.

Mudar a narrativa – Para atingir todos os pontos mencionados anteriormente, é fundamental incluir pessoas com deficiência como cocriadoras das respostas à COVID-19, como defensoras e usuárias, e não como vítimas. Todas as crises trazem oportunidades e a oportunidade do momento é promover a inclusão de todos os grupos anteriormente discriminados – incluindo as pessoas com deficiência – como elemento central em todas as respostas à pandemia. Com base na experiência adquirida na área de inclusão de pessoas com deficiência e no fortalecimento de parcerias, é possível construir uma resposta à crise da COVID-19 forma sustentável e inclusiva.

A OIT tem um compromisso de longa data com a promoção da justiça social e do trabalho decente para as pessoas com deficiência. Uma abordagem dupla é necessária para a inclusão da deficiência. De um lado, programas ou iniciativas específicas para a deficiência, com o objetivo de superar desvantagens ou barreiras específicas, enquanto, do outro, a inclusão de pessoas com deficiência nos principais serviços e atividades, como treinamento de habilidades, promoção de emprego, estratégias para a proteção social e a redução da pobreza. Os esforços da OIT para incluir pessoas com deficiência também abrangem todo o espectro de suas atividades, incluindo práticas internas e parcerias com outras agências da ONU, conforme descrito na Estratégia e Plano de Ação para Inclusão da Deficiência da OIT 2014-17 .

Fonte: ONU BR

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Professoras de enfermagem orientam como fazer máscaras de proteção facial

Iniciativa está entre várias ações de extensão da Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto para combate à covid-19

A Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto (EERP) da USP coloca em ação uma de suas maiores vocações, o cuidar. Para isso, a Comissão de Cultura e Extensão Universitária (CCEx) da EERP vai fomentar projetos voltados para ações de enfrentamento da covid-19, com amplo alcance e impacto social. 

No total serão investidos 20 mil reais, do Fundo de Cultura e Extensão Universitária da CCEx, para produção de material de divulgação, material educativo e material de proteção individual. 

Confecção de máscaras

Uma das ações já em andamento na EERP é das professoras Susana Segura Muñoz e Karina Dal Sasso Mendes e da enfermeira Patrícia Abrahão Curvo. As profissionais elaboraram um projeto de ação emergencial para capacitar e também produzir máscaras de proteção facial, um Equipamento de Proteção Individual (EPI) atualmente em falta nas instituições de saúde e até nas farmácias.

Na primeira fase, com recursos próprios e doações, principalmente de tecidos e elásticos, o grupo confeccionou 618 máscaras que foram entregues gratuitamente para “idosos acamados ou com alguma comorbidade de risco, e seus cuidadores e familiares”. Para ampliar seu alcance, o projeto passou a contar com o apoio da Comissão de Cultura e Extensão Universitária da EERP e pretende produzir mais de mil máscaras. 

Além da produção, a equipe ainda disponibiliza um infográfico para que as pessoas façam a sua própria máscara. Nele tem imagens e o descritivo com o passo-a-passo para a confecção, higienização e conservação correta das máscaras. Também, em breve, será possível visualizar todo o conteúdo em vídeo.

As máscaras produzidas com o apoio da CCEx serão distribuídas em parceria com a Divisão de Atenção Básica da Secretaria Municipal de Saúde de Ribeirão Preto para identificação, avaliação e fornecimento à população alvo de maior vulnerabilidade.

Mais informações sobre a ação e para esclarecimentos sobre a confecção de máscaras pelos e-mails [email protected][email protected]pat[email protected]

Fonte: Níkolas GuerreroJornal da USP

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Ciência – Biossensores que detectam câncer também poderão diagnosticar coronavírus/COVID-19

Pesquisadores do Instituto de Física de São Carlos (IFSC) da USP de São Carlos desenvolveram um método para diagnosticar o câncer de cabeça e pescoço em parceria com o Hospital do Amor de Barretos. Este método utiliza biossensores detectam matérias genéticos deste tipo de tumor em cerca de minutos através de um dispositivo portátil.
Atualmente, este tipo de rastreamento também está sendo utilizado para tumores de pâncreas e próstata e serão realizados estudos para adaptar esta técnica para o diagnóstico do COVID-19, visto que, segundo relato dos pesquisadores envolvidos, biossensores também estão presentes em vírus e bactérias.

Atualmente o COVID-19 pode ser diagnosticado através do exame PCR (cadeia de polimerase) ou através de testes rápidos, com imunossensores que detectam os anticorpos nos indivíduos onde o resultado dará positivo para as pessoas que desenvolveram anticorpos contra a infecção pelo vírus e podendo apresentar resultado negativo no período de incubação.
A adaptação do método de detecção através de biossensores será feito em colaboração com o Instituto de Química de São Carlos (IQSC) da USP e o processo de identificação da sequência genômica para a COVID-19 já está em andamento para iniciar o desenvolvimento dos genossensores para o andamento do estudo.


Fonte: Jornal da USP

Acesse a matéria completa aqui

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