Maternidade e trabalho

Antes de ser mãe, eu não gostava muito de trabalhar home office. Não tinha disciplina, me distraia fácil, o sofá e a tv eram grandes tentações e eu sempre gostei de ir para o trabalho, conversar com as pessoas, tomar o cafezinho com a turma, enfim.

Mas depois da Amora eu tenho que trabalhar quando dá. Então, vou para o trabalho de manhã, enquanto ela vai pra escola e ao longo do dia é um se vira nos 30! Trabalho de casa, da fisio, da fono…

Quando eu falo para as pessoas que meu trabalho permite com que eu trabalhe de casa, parece que é o melhor dos mundos. Claro que, para nossa rotina de mãe especial, é sim. É um privilégio na verdade! Mas vou contar o lado B, divertido e corrido, que ninguém conta do home office.  Semana passada eu estava numa reunião por Skype, sentada na mesa de jantar e a Amora deitada no sofá para dormir. Ela começou a pular e gritar toda feliz, avisando que tinha feito ????. Eu pedi pra ela esperar que já trocava a fralda. Mas ela não se aguentou e desceu do sofá. Por 3x eu tive que largar o fone de ouvido e a reunião no meio, pra ajeitar ela de novo. Hoje, terminei uma reunião e já fui logo preparar o banho dela. Meus colegas de equipe me ligaram e eu atendi com o barulhão de chuveiro no fundo ????. Uma vez pedi para o cliente não estranhar as músicas infantis no fundo porque eu estava ligando pra ele da fisio da minha filha ????.

Hoje trabalhei de manhã, peguei Amora na escola, dei almoço, almocei, entrei na reunião online, dei banho nela, dei mamadeira, fiz dormir, coloquei roupa na máquina e tô trabalhando mais um pouco. Jajá ela acorda, eu cuido dela o resto do dia, mas preciso trabalhar um pouco mais a noite. E assim vamos levando. 100% agito, correria, menina num braço e notebook no outro. É como eu disse, sou privilegiada de poder conciliar a maternidade e o trabalho. Só queria compartilhar meu dia a dia mesmo. ????????

Fonte: Agda Dias, mãe da Amora.

Agosto é mês da amamentação

Começou o agosto Dourado! Hoje é aquele dia de postar fotos das mamadas!

Esse ano escolhi essa foto que eu AMO, já que mostra bem a realidade da amamentação na prematuridade – bebê pitico de 1.600kg, picc com medicação porque tava ruim de pegar veia, uma mão da mãe na pega do peito e a outra segurando o picc. 

E assim fomos nós! 

Amora nasceu de 27 semanas, veio pro peito com quase 3 meses. Eu internei com ela por 6 dias para ela pegar o peito em todas as mamadas. Teve alta depois de 111 dias de internação com peito exclusivo até um ano de idade. Mamou até um ano e oito meses.

Foi difícil!? Sim! Teve dias que achei que não fosse conseguir, mas tive uma assistência e apoio fantásticos que fizeram isso acontecer.

E eu mooooooorro de saudade de quando ela mamava!

Como tudo começou…

Vamos entender como tudo começou!?
Vamos lembrar de todas as lutas vencidas, de tudo que já superamos e vencemos.
Amora nasceu de 27 semanas, pesando 760g. Nos primeiros dias de vida, os rins pararam e, quando voltaram, super reagiriam. Foram 20 dias para que o intestino começasse a funcionar. Hemorragia intracraniana, crises convulsivas, retinopatia com perda da visão lateral dos dois olhos. Quase 90 dias respirando pelo tubo de ventilação mecânica. Teve alta sem nenhuma resposta visual. Com menos de um ano, a paralisia já estava confirmada. Grau 5, cuja descrição da escala em nada parece com a nossa Amorinha hoje.

E por que lembrar tudo isso!? Porque já passou! Tudo isso é passado. O pior já passou!

Hoje estamos em uma batalha diferente, buscando por métodos de reabilitação que ajudem no desenvolvimento da Amora. Correndo contra o tempo para aproveitar a boa fase em que ela está. Mas já não temos o risco diário de perder nossa menina. A luta agora é sempre pra buscar o melhor.
Então, vamo que vamo! É cansativo sim, não é fácil conseguir os tratamentos e acessórios, tudo é caro, mas tamô aí! E não vamos desistir nunca! Aqui é mãe de CTI

Paralisia cerebral tetraplégica e constipação intestinal: Avaliação da reeducação intestinal com uso de massagens e dieta laxante

A constipação intestinal afeta 74% dos pessoas com paralisia cerebral. O objetivo deste estudo foi avaliar resultados das intervenções de enfermagem no tratamento da constipação intestinal associada à paralisia cerebral. Trata-se de um estudo quantitativo, prospectivo e comparativo (antes-depois). A amostra foi composta por 50 pacientes com paralisia cerebral tetraplégica e constipação intestinal. As principais orientações conservadoras foram: consumo diário de alimentos laxantes e óleos vegetais, aumento da ingestão hídrica e execução de manobras intestinais diárias. Houve alívio total ou parcial da constipação em 90% dos participantes, com melhora de aspectos da qualidade de vida, como sono, apetite e irritabilidade, além de diminuição significativa de sangramento retal, fissura anal, retenção voluntária de fezes, choro e dor ao evacuar. Apenas 10% necessitaram de medicações laxantes. Recomenda-se que medidas conservadoras sejam preferencialmente utilizadas para o tratamento da constipação intestinal associada à paralisia cerebral e que medicamentos sejam apenas adjuvantes, quando necessário.

FALEIROS-CASTRO, Fabiana Santana; PAULA, Elenice Dias Ribeiro de. Paralisia cerebral tetraplégica e constipação intestinal: avaliação da reeducação intestinal com uso de massagens e dieta laxante. Rev. esc. enferm. USP,  São Paulo ,  v. 47, n. 4, p. 836-842,  Aug.  2013 .   

Clique aqui para acessar o artigo completo.

Skip to content