Vamos falar sobre o Coronavírus?

O que sabemos até agora sobre o novo coronavírus? Como é transmitido? Quais os sintomas? Como prevenir? Vamos falar sobre essa nova doença que vem causando preocupação internacional.

Fonte: Ministério da Saúde

O vírus:

Coronavirus é uma família de vírus conhecida por causar infecções respiratórias, presentes em várias espécies de mamíferos como gatos e morcegos. Dificilmente, algum desses vírus é capaz de, ao sofrer mutação, contaminar e disseminar-se entre os seres humanos. O nome dessa família foi dado devido a sua microscopia semelhante à de uma coroa descrito pela primeira vez em 1965. Entretanto, os primeiros espécimes de coronavírus humano já haviam sido isolados em 1937.
O novo vírus que está emergente e causando sérias preocupações internacionais foi apresentado e descoberto em 31 de dezembro de 2019 depois de casos serem registrados na China. A doença causada por esse novo agente foi denominada de COVID-19 ou “Novo Coronavírus”.

Transmissão:

Quanto a maneira com que se dissemina o novo coronavírus, irá depender do quão exposta uma pessoa, ou seja, do quão próximo um indivíduo estiver de fontes de contaminação sejam pessoas ou superfícies contaminadas. Sendo assim, as principais formas seriam:
− Contato direto com uma pessoa infectada manifestando os sintomas
− Proximidade abaixo de 1 metro, tendo risco de exposição a secreções (gotículas respiratórias, catarro, saliva) presentes na tosse ou no espirro
− Contato com superfícies (corrimão, maçanetas) contendo secreções contaminadas.

Sintomas:

O quadro clínico do novo coronavírus ainda não foi desvendado completamente, portanto não se sabe completamente todas as suas manifestações. Existem casos que variam de média a alta severidade, inclusive casos que resultaram em morte. Os principais sintomas e mais comuns podem ser:
− Tosse seca
− Dificuldade para respirar
− Febre
− Cansaço

É válido lembrar que não é necessário manifestar todos esses sintomas para definir-se um caso de novo coronavírus, a febre por exemplo não é um sintoma obrigatório. Além disso, outros sintomas podem estar presentes apesar de serem menos comuns. São eles:
− Dores
− Congestão nasal
− Corrimento nasal
− Dor de garganta
− Diarréia

Analisando esses sintomas é possível perceber uma semelhança com um resfriado, mas trata-se de uma patologia diferente que merece e deve ser levada a sério. Ainda existe a possibilidade de o indivíduo infectado não manifeste sintomas e não venha a sentir-se indisposto. Por fim, ainda são possíveis infecções do trato respiratório inferior, como pneumonias.

Tratamento:

Não há um tratamento específico para as infecções causadas por coronavírus humano, sendo assim, em casos do novo coronavírus é recomendado o repouso e o consumo de água, somados a ações voltadas para alívio dos sintomas variando para cada caso. O uso de medicamentos para dor e febre (antitérmicos e analgésicos) é uma opção válida assim como banhos quentes para aliviar a dor e o uso de umidificadores. Lembrando que no caso do aparecimento dos sintomas é fundamental a busca por ajuda médica, para confirmação do diagnóstico e início do tratamento.

Prevenção:

A prevenção tanto para o novo coronavírus quanto para outras viroses deve ser ativa e voltada ao bem estar individual e coletivo. É recomendado:

− Lavagem de mãos com frequência, usando água e sabão ou álcool em gel por pelo menos 20 segundos
− Manter hábitos de higiene, cobrindo o nariz ao espirar por exemplo reduzindo a disseminação de secreções contaminadas ou usando lenços descartáveis
− Desinfecção das superfícies possivelmente contaminadas e tocadas frequentemente
− Evitar levar as mãos ao rosto antes de lavar as mãos
− Evitar contato muito próximo de pessoas diagnosticadas ou sob suspeita de infecção pelo novo coronavírus

No Brasil até o momento, já temos 25 casos confirmados, a maioria em São Paulo e que já estão em isolamento, entretanto, em regiões como: China, Alemanha, Austrália, Coreia do Sul, Coreia do Norte, Camboja, Emirados Árabes, Filipinas, França, Irã, Itália, Japão, Tailândia, Vietnã e Cingapura o número de doentes vêm crescendo e o risco de contaminação é maior.
Portanto, caso tenha estado em alguma dessas localidades ou entrado em contato com alguém que tenha estado em um período de 14 dias, manifestando os sintomas ou não, entre em contato com o serviço de saúde mais próximo, para receber orientação e facilitando o manejo dentro do sistema de saúde.
Somado a isso, para pessoas que estiveram expostas e manifestam os sintomas recomenda-se ficar em casa o quanto for possível seguindo as orientações da equipe de saúde, reduzindo significativamente a possibilidade de disseminação do novo coronavírus em caso de confirmação do diagnóstico. A cooperação é vital para que o cuidado possa ser prestado com eficiência o mais rápido possível.

E agora?

Mesmo nessa situação é compreensível qualquer preocupação acerca dessa nova doença, sendo assim, a busca por compreender melhor o que está acontecendo no mundo pode aliviar sentimentos de ansiedade e preocupação. Existem muitos profissionais se dedicando ao tratamento, cura e pesquisa sobre este novo vírus que ainda não possui vacina, portanto devemos nos esforçar e colaborar num esforço conjunto visando sempre o bem estar coletivo.

O que está sendo feito?

O Ministério de Saúde tem atuado juntamente com a OMS na monitorização e manutenção de casos suspeitos no Brasil. No dia 31 de janeiro de 2020, o Diário Oficial da União anunciou um decreto presidencial ao qual também foi assinado pelo ministro da Saúde e que reativa um Grupo de Trabalho Interministerial de Emergência em Saúde Pública de Importância Nacional e Internacional.
Este grupo irá atuar no combate contra o coronavírus assim como já atuou em outras situações como na pandemia de influenza e estará reunido e empenhado nos casos que puderem ser confirmados no Brasil do Novo Coronavírus.

Para mais informações acesse a Plataforma IVIS que vem sendo atualizada diariamente pelo Governo do Brasil de modo a informar a população sobre a situação epidemiológica, ou seja, trazendo o número de casos suspeitos, confirmados e descartados no Brasil e no mundo, além das definições desses casos e informações técnicas sobre como está sendo o desenrolar do coronavírus. Deve-se lembrar também que a circulação de “fake news” sobre esse assunto é cada vez mais comum, sendo assim, verificar informações antes de compartilhá-las é de suma importância para evitar a disseminação de notícias falsas. Pensando nisso, o Ministério da Saúde disponibiliza uma página que traz as principais “fake news” sobre o coronavírus possibilitando uma maneira rápida de verificar informações.

  • Acesse nosso post sobre Fake News aqui

Referências:

http://plataforma.saude.gov.br/novocoronavirus/

https://www.saude.gov.br/fakenews/coronavirus

Saiba mais:

https://www.cdc.gov/coronavirus/2019-ncov/summary.html

https://www.cdc.gov/coronavirus/2019-ncov/about/symptoms.html

https://www.who.int/emergencies/diseases/novel-coronavirus-2019

https://www.who.int/news-room/q-a-detail/q-a-coronaviruses

https://sbpt.org.br/portal/ministerio-da-saude-coronavirus/

https://www.saude.gov.br/saude-de-a-z/coronavirus

Autor:

Gabriel Hanjin Pietrangelo Kim – Discente do curso de Bacharelado e Licenciatura em Enfermagem pela Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto, membro bolsista do Programa de Educação Tutorial e integrante do grupo de Pesquisa e Atenção em Reabilitação Neuropsicomotora (Neurorehab). http://lattes.cnpq.br/0787574528237580

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