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Acidente vascular cerebral é diferente entre homens e mulheres

Apesar de terem, em média, o mesmo numero de AVCs do que os homens, as mulheres costumam ter AVCs mais graves, com maior chance de morte ou de sequelas

Retirado de: Jornal da USP

Escrito por: Izabel Leão

Hoje o tema é como o AVC afeta as mulheres e mostra se há mesmo diferença entre homens e mulheres quando o assunto é acidente vascular cerebral. Segundo o professor Octavio Pontes, há diferenças muito importantes, e infelizmente as mulheres acabam sendo mais impactadas. Apesar de terem, em média, o mesmo número de AVCs do que os homens, elas costumam ter AVCs mais graves, com maior chance de morte ou de sequelas. Além disso, as mulheres vivem mais e, por isso, o AVC tende a acontecer em idades mais avançadas, quando o organismo já está mais vulnerável. E não podemos esquecer que existem fases específicas da vida da mulher — como a gravidez, o pós-parto, o uso de anticoncepcionais e o período após a menopausa — que também aumentam o risco de AVC.


Um artigo recente publicado por especialistas de vários países, inclusive do Brasil, mostrou que as mulheres muitas vezes demoram mais para receber o diagnóstico e o tratamento do AVC. Isso acontece, por exemplo, porque culturalmente as mulheres é quem cuidam dos familiares e podem ser adequadamente suportadas pelo esposo ou outros familiares quando tem um problema de saúde. Além disso, elas ainda são menos incluídas em pesquisas clínicas, o que dificulta sabermos se os tratamentos funcionam da mesma forma para elas. Outro ponto é que mulheres mais velhas, de baixa renda ou de grupos minoritários enfrentam barreiras maiores para acessar o sistema de saúde. Por isso, os autores defendem medidas como treinar melhor os profissionais, garantir que as mulheres participem das pesquisas e criar campanhas específicas de prevenção e educação para o público feminino.

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