Plasma convalescente para tratamento do COVID-19

Pesquisadores tem testado uma nova modalidade de tratamento para o coronavírus/COVID-19. A infusão do plasma sanguíneo de pessoas que foram recuperadas pelo vírus. Este estudo teve inicio na Europa, com pesquisadores da Escócia e do Reino Unido, com o objetivo de que os anticorpos adquiridos pelas pessoas curadas do COVID-19, quando infundidos através do plasma sanguíneo em pacientes doentes pelo vírus. Os pesquisadores apontam que os ensaios com o plasma devem ser iniciados precocemente, visto que, não se sabe se esta modalidade traria resultados satisfatórios para casos avançados da doença.
Nos Estados Unidos, cerca de 100 laboratórios começaram a infundir os anticorpos para pacientes internados na unidade intensiva, colaborando para o início dos ensaios no Reino Unido (Exame).

Um hospital na China demonstrou melhora em cinco pacientes em estado grave diagnosticados com o coronavírus, após o tratamento com o plasma. Os pacientes apresentavam pneumonia grave em rápida progressão em uso de aparelhos respiradores (G1).

No Brasil, um grupo de pesquisadores dos Hospitais Sírio-Libanês e Israelita Albert Einstein em parceria com a Universidade de São Paulo (USP), desenvolveram um estudo para utilização do plasma sanguíneo na atenuação dos sintomas de infectados pelo coronavírus. A infusão se dá da mesma forma que uma transfusão sanguínea, com a infusão do plasma convalescente que será introduzido nos adoecidos pelo vírus.
Ressaltam ainda que, ainda que não se trata de uma comprovação definitiva, já observa-se resultados promissores com esta modalidade. Este tipo de tratamento já foi utilizado para epidemias onde foi testada para o SARS (Síndrome Respiratória Aguda Grave) em 2003; Ebola; H1N1. A diferença do experimento desta vez, é estar sendo feito em larga escala (grupos experimentais de cerca de 100 pacientes), contribuindo para resultados mais assertivos devido aos número da amostra (pessoas em tratamento)(Agencia Brasil).

O Ministério da Saúde apoia as instituições pesquisadoras do tratamento com plasma convalescente. Os ensaios clínicos dos centros de pesquisas envolvidos além de testarem a eficácia do tratamento, estão atentos quanto a segurança dos pacientes distribuídos.
Os estudos serão acompanhados por três meses, e espera-se que os resultados preliminares possam ser observados no primeiro mês. Após os primeiros resultados, será possível expandir para mais centros de saúde e elaborar um protocolo de tratamento de acordo com os dados da pesquisa (Ministério da Saúde).

Referências e links para acesso completo:
Exame: https://exame.abril.com.br/ciencia/plasma-sanguineo-de-pacientes-curados-de-covid-19-pode-tratar-infectados/


G1: https://g1.globo.com/bemestar/coronavirus/noticia/2020/03/31/pacientes-tratados-com-plasma-de-pessoas-ja-recuperadas-da-covid-19-podem-apresentar-melhoras-aponta-estudo.ghtml


Agencia Brasil: https://agenciabrasil.ebc.com.br/saude/noticia/2020-04/covid-19-especialistas-iniciam-estudo-com-plasma-sanguineo


Ministério da Saúde: https://www.saude.gov.br/noticias/agencia-saude/46724-ministerio-da-saude-monitora-pesquisas-sobre-uso-do-plasma-no-tratamento-de-coronavirus

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