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Contribuições da tecnologia assistiva

A chamada Tecnologia Assistiva (TA) engloba todo e qualquer equipamento, produto ou sistema, que torna possível às pessoas com deficiência uma melhor qualidade de vida através do aumento, manutenção ou melhora do seu desempenho funcional. A TA pode desempenhar um papel importante ao criar a possibilidade de uma pessoa se envolver em suas ocupações de escolha e participar plenamente em sua comunidade.Esses produtos podem variar desde uma simples bengala até a um sistema computadorizado de comunicação. Constituem uma série ampla de adaptações, aparelhos e equipamentos nas mais diversas áreas de necessidades pessoais (comunicação, alimentação, mobilidade, transporte, educação, lazer, esporte, trabalho, dentre outras). A TA é muito utilizada em indivíduos com quadro de tetraplegia (alteração de força e sensibilidade em membros superiores, tronco e membros inferiores) após lesão medular, com objetivo de trazer maior independência. A tetraplegia interfere no desempenho e função de atividades do dia a dia, como as relacionadas à mobilidade, ao cuidado pessoal, uso de computador e escrita, trabalho, entre outros. Assim, a utilização de produtos e tecnologias facilitadores para o desempenho dessas atividades podem ampliar as possibilidades de independência, autonomia e satisfação. Podem ser divididas nos seguintes itens: 1- Adaptações para atividades do cotidiano: equipamentos que auxiliam no desempenho de tarefas de autocuidado, como: o banho, o preparo de alimentos, a manutenção do lar, alimentação, vestuário, entre outras; 2- Adaptações para utilização de computadores: recursos para recepção e emissão de mensagens, acessos alternativos, teclados e mouses adaptados, que permitem a pessoas com lesões físicas utilizarem computadores; 3- Unidades de controle ambiental: unidades computadorizadas que permitem o controle de equipamentos eletrodomésticos, sistemas de segurança, de comunicação e de iluminação em casa ou em outros ambientes; 4- Adaptações ambientais: dispositivos que reduzem ou eliminam barreiras arquitetônicas, como por exemplo, rampas de acesso, elevadores e outros; 5- Equipamentos para a mobilidade: cadeiras de rodas e outros equipamentos de mobilidade, como andadores, bengalas, muletas e acessórios; 6- Adaptações em veículos: modificações em veículos para a direção segura, sistemas para acesso e saída do veículo. É possível ver a existência de uma infinidade de recursos. Por isso, a presença de um profissional qualificado é muito importante para garantir a indicação do melhor produto para a condição de determinado indivíduo e sua demanda do dia a dia. Deve ser uma indicação compartilhada, com participação ativa do usuário e treinamento prévio dentro de sua realidade de vida. Assim, o acesso a produtos assistivos adequados a sua necessidade são garantidos, com isso previne-se o abandono, complicações pelo uso de produto inadequado e prejuízos sociais e econômicos. Em linhas gerais, produtos assistivos auxiliam nas atividades cotidianas como banho, alimentação, higiene oral e facial, vestuário e preparo de alimentos, ajudando na apreensão de objetos para a execução dessas respectivas tarefas. A depender da movimentação presente nos braços e mãos, a pessoa terá indicação de adaptações diferentes, que só serão necessárias caso a pessoa não consiga desenvolver “estratégias próprias” para o manuseio de objetos como, por exemplo, o encaixe dos talheres entre os dedos ou o uso de uma escova de dentes com as duas mãos juntas. Existem equipamentos que ajudam a segurar objetos e podem ser posicionados na mão (figura 1) ou também no antebraço (figura 2), no caso de pessoas com fraqueza nas mãos ou punho, respectivamente. Existem também os engrossadores de cabo (figura 3), que ajudam na preensão de objetos mais estreitos. Esses recursos normalmente tem um uso amplo já que é possível adaptar diferentes objetos como por exemplo: talheres, escova dental, escova de cabelo, maquiagem, lâmina de barbear, caneta, entre outros. Para a alimentação e atividades de cozinha, há tábuas adaptadas para fixar e cortar os alimentos, modificações nas alças das panelas, antiderrapantes para pratos e louças, copos com alças, etc. Para o vestuário, existem os cabos alongados (figura 4) que podem ajudar a vestir calças e sapatos e/ou adaptação para colocação de meias (figura 5) ou uso do zíper. Também pode-se usar velcros ao invés de botões e cadarço fixo. Tudo isso pode pode ser encontrado em centros de reabilitação ou lojas especializadas. SAIBA MAIS: 1.  DE CARLO, Marysia M. R. do Prado (Org.); LUZO, Maria Cândida de M. (Org.) Terapia ocupacional: reabilitação física e contextos hospitalares. São Paulo: Roca, 2004. 2.  GREVE, Julia Maria D’Andrea. Tratado de medicina de reabilitação. São Paulo: Roca, 2007. 3.  MAPEAMENTO de competências em tecnologia assistiva: relatório final. Brasília: Centro de Gestão e Estudos Estratégicos-CGEE, 2012. Disponível em: <https://eur02.safelinks.protection.outlook.com/?url=https%3A%2F%2Fwww.cgee.org.br%2Fdocuments%2F10195%2F734063%2FCGEE%2BRelat%25C3%25B3rio%2BEstudo%2Bde%2BTecnologia%2BAssistiva_12022014_9207.pdf%2Fdc70dcb2-c96c-49e0-a2f2-9a23870076f6%3Fversion%3D1.0&amp;data=02%7C01%7C%7Cf79d1594e7d84c2a996608d5f2f24dfb%7C84df9e7fe9f640afb435aaaaaaaaaaaa%7C1%7C0%7C636682044853778152&amp;sdata=6nW7S%2FG75jEGaHf9ldJ1aFWYRG717p65Mq1XH6eSOHY%3D&amp;reserved=0https://eur02.safelinks.protection.outlook.com/?url=https%3A%2F%2Fwww.cgee.org.br%2Fdocuments%2F10195%2F734063%2FCGEE%2BRelat%25C3%25B3rio%2BEstudo%2Bde%2BTecnologia%2BAssistiva_12022014_9207.pdf%2Fdc70dcb2-c96c-49e0-a2f2-9a23870076f6%3Fversion%3D1.0&amp;data=02%7C01%7C%7Cf79d1594e7d84c2a996608d5f2f24dfb%7C84df9e7fe9f640afb435aaaaaaaaaaaa%7C1%7C0%7C636682044853778152&amp;sdata=6nW7S%2FG75jEGaHf9ldJ1aFWYRG717p65Mq1XH6eSOHY%3D&amp;reserved=0>. Acesso em: 26 jul. 2018. 4.  RODRIGUES, P. R.; ALVES, L. R. G. Tecnologia assistiva – uma revisão do tema. Holos, v. 29, n. 6, p. 171-177, 2013. Disponível em: <https://eur02.safelinks.protection.outlook.com/?url=http%3A%2F%2Fwww2.ifrn.edu.br%2Fojs%2Findex.php%2FHOLOS%2Farticle%2Fview%2F1595%2F765&amp;data=02%7C01%7C%7Cf79d1594e7d84c2a996608d5f2f24dfb%7C84df9e7fe9f640afb435aaaaaaaaaaaa%7C1%7C0%7C636682044853778152&amp;sdata=58da9AZGd07WVNNHVYYfz4TNkSqcKN%2BAutxBvV1Xpm0%3D&amp;reserved=0>. Acesso em: 26 jul. 2018. Autores: Gabriela Galante – fisioterapeuta  http://lattes.cnpq.br/0608385009324965

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