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Deslocamento mais longo e calçadas precárias também geram desigualdade educacional

Pesquisadora da USP usou dados das cidades de São Paulo e Belo Horizonte para analisar a acessibilidade às escolas como um fenômeno multidimensional, que passa pela mobilidade urbana

Escrito por: Maria Clara Ramos, da comunicação da Poli

Retirado de: Jornal da USP

O conteúdo apresentado abaixo foi retraduzido para facilitar a leitura e o entendimento.

Uma pesquisa realizada na Escola Politécnica (Poli) da USP mostra que as dificuldades de mobilidade urbana vão além do trânsito e do transporte público: elas também afetam diretamente o acesso dos estudantes à educação de qualidade. O estudo foi desenvolvido pela pesquisadora Bruna Pizzol em sua tese de doutorado, orientada pela professora Mariana Giannotti, do Departamento de Engenharia de Transportes da USP.

A pesquisa analisou escolas públicas e privadas de São Paulo e Belo Horizonte e revelou que a falta de infraestrutura adequada ao redor das escolas contribui para aumentar as desigualdades educacionais. Segundo a pesquisadora, muitos estudantes enfrentam trajetos longos e condições precárias para chegar às instituições de ensino consideradas de melhor qualidade.

O trabalho traz uma abordagem diferente da maioria dos estudos sobre o tema. Enquanto grande parte das pesquisas costuma avaliar apenas a quantidade de escolas disponíveis, Bruna também considerou a qualidade do ensino oferecido e as condições de deslocamento dos alunos. Além disso, ela destaca que muitas pesquisas existentes são baseadas em cidades de países desenvolvidos, cuja realidade é bastante diferente da encontrada em grandes centros urbanos latino-americanos.

A tese foi organizada em três etapas. A primeira analisou a relação entre acessibilidade e qualidade das escolas. A segunda investigou as condições de caminhabilidade, ou seja, a facilidade e segurança para se locomover a pé. Já a terceira estudou as desigualdades acumuladas no acesso à educação utilizando técnicas de inteligência artificial e análise de dados.

Entre os resultados, um dos mais preocupantes é a diferença no tempo necessário para chegar às melhores escolas. Embora as unidades escolares estejam distribuídas pela cidade, o tempo de caminhada até a melhor escola pública analisada é cerca de dez vezes maior do que o necessário para chegar à melhor escola particular.

O estudo também mostrou que 65% dos alunos da rede pública vão para a escola a pé, muitas vezes porque não têm outra alternativa de transporte. Nas escolas particulares, esse percentual cai para 23%. Em São Paulo, mais de 65% das escolas estão localizadas em áreas com calçadas estreitas ou em más condições de conservação.

Outro dado importante revela que os estudantes que não conseguem acessar as melhores escolas da cidade pertencem, em maior proporção, a grupos socialmente vulneráveis. Entre eles, há 44% mais pessoas pretas, pardas e indígenas e uma renda média 34% menor quando comparados aos alunos que frequentam as escolas mais bem avaliadas.

Para Bruna Pizzol, esses resultados mostram que as barreiras de mobilidade acabam excluindo parte da população do acesso a uma educação de melhor qualidade. Por isso, ela defende que políticas públicas devem investir tanto na melhoria do ensino nas regiões periféricas quanto na qualificação da infraestrutura urbana, especialmente das calçadas e dos trajetos percorridos pelos estudantes.

A pesquisadora destaca ainda que futuras investigações podem ampliar esse tipo de análise para outras cidades do Sul Global e acompanhar como as condições de acessibilidade evoluem ao longo do tempo. Segundo ela, compreender essas desigualdades é um passo importante para desenvolver soluções que melhorem a vida da população e garantam oportunidades mais justas para todos os estudantes.

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