Retirado de: Agência FAPESP – Youtube
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A musculação já é bastante conhecida por ajudar no ganho de força, no aumento da massa muscular, na redução da gordura corporal e na melhora do bem-estar físico e mental. Agora, um estudo realizado na Unicamp mostrou que esse tipo de exercício também pode ajudar a proteger o cérebro de pessoas idosas contra o desenvolvimento de demências.
A pesquisa acompanhou 44 pessoas com comprometimento cognitivo leve, uma condição que fica entre o envelhecimento normal e a doença de Alzheimer. Esse quadro é marcado por perdas de memória e de outras funções cognitivas maiores do que o esperado para a idade, mas ainda não tão graves quanto as observadas no Alzheimer.
Durante seis meses, os participantes praticaram musculação duas vezes por semana. Ao final do período, os pesquisadores observaram uma melhora no desempenho da memória e mudanças positivas na estrutura do cérebro.
Os resultados mostraram que o treino de força ajudou a proteger áreas importantes do cérebro, como o hipocampo e o pré-cúneo, regiões diretamente relacionadas ao Alzheimer. Além disso, houve melhora em indicadores que mostram a saúde dos neurônios, especialmente na chamada substância branca, responsável pela comunicação entre diferentes áreas do cérebro.
O estudo foi realizado no Instituto de Pesquisa sobre Neurociências e Neurotecnologia, conhecido como BRAINN, um centro apoiado pela FAPESP. Segundo os pesquisadores, este é o primeiro trabalho a demonstrar que a musculação pode melhorar a integridade da substância branca em pessoas com comprometimento cognitivo leve.
Os achados reforçam a importância da atividade física, especialmente do treino de força, como uma aliada não apenas da saúde do corpo, mas também da saúde do cérebro ao longo do envelhecimento.
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