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SUS oferece 100 mil teleatendimentos mensais de saúde mental para mulheres em situação de violência e mães atípicas

Serviço está disponível em todo o Brasil pelo aplicativo Meu SUS Digital e também atende familiares que cuidam de pessoas com deficiência, transtornos do neurodesenvolvimento ou doenças raras

Escrito por: Julianna Valença

Retirado de: Gov.br – Ministério da Saúde

O Sistema Único de Saúde (SUS) passou a oferecer 100 mil teleatendimentos mensais em saúde mental para mulheres em situação de violência e familiares que cuidam de pessoas com deficiência, transtornos do neurodesenvolvimento ou doenças raras. O serviço, chamado Acolhe Mais, está disponível pelo aplicativo Meu SUS Digital e busca ampliar o acesso ao cuidado psicológico para mulheres que enfrentam situações de vulnerabilidade.

A iniciativa, que começou em março como projeto-piloto em Recife (PE) e no Rio de Janeiro (RJ), agora foi ampliada para todo o Brasil. Além das mulheres em situação de violência, o atendimento passou a contemplar mães, tias, avós, irmãs e outras familiares responsáveis pelo cuidado de pessoas que precisam de acompanhamento contínuo.

Como funciona o atendimento

Para acessar o serviço, é necessário entrar no aplicativo Meu SUS Digital com uma conta gov.br, acessar a opção “Miniapps” e selecionar Acolhe Mais + – Agora Tem Especialistas em Saúde Mental para Mulheres. Depois do cadastro, a equipe entra em contato em até 24 horas para agendar a consulta.

No atendimento voltado às mulheres em situação de violência, os profissionais avaliam possíveis riscos, a rede de apoio e as principais necessidades de cada paciente. Podem ser realizadas até dez sessões, com possibilidade de um novo ciclo quando necessário. O acompanhamento também pode resultar em encaminhamento para um Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) ou outro serviço da rede de saúde.

As consultas são realizadas por psicólogas capacitadas pelo Ministério da Saúde e estão disponíveis de segunda a sexta-feira, das 8h às 20h, e aos sábados, das 8h às 14h.

Cuidado também para quem cuida

A ampliação do serviço também considera a sobrecarga enfrentada por mulheres que cuidam de familiares com deficiência, transtornos do neurodesenvolvimento ou doenças raras. Dificuldades de deslocamento, falta de tempo e dedicação constante ao cuidado podem dificultar o acesso dessas mulheres à própria assistência em saúde mental.

Durante o lançamento, a representante da Central de Movimentos Populares, Thelma Mello, destacou a importância de oferecer apoio psicológico a esse público. “Essa iniciativa vai dar esperança a muitas mulheres, especialmente às mães atípicas, que muitas vezes enfrentam a sobrecarga do cuidado sem apoio psicológico ou uma rede com a qual possam contar”, afirmou.

A necessidade de ampliar esse tipo de atendimento também aparece nos dados de violência contra mulheres. As notificações de violência física, psicológica, sexual ou financeira registradas por serviços de saúde passaram de 167,4 mil, em 2015, para 348,5 mil, em 2025 — aumento de mais de 100% em dez anos.

Para o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, o teleatendimento deve funcionar como uma porta de entrada para o cuidado e, quando necessário, ser articulado com os serviços de saúde de cada região. A proposta é ampliar o acesso à assistência e garantir que mulheres em situação de vulnerabilidade também tenham espaço para cuidar da própria saúde mental.

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