play free casino slot games no download
everyday casino
Barona Resort Casino 1014 2024
La Navidad Lleg A Foliatti Casino Online
These Sleep Sweets Taste Kinda Fire Tho Melatonin Gummies Sleep Melatoningummies Dream
Phil Mickelson Cbd Gummies
Water Fasting For Weight Loss Detoxification Health Benefits Precautions June Challenge
Penis Enlargement Bible Review By John Collins Natural Penis Enhancement At Home
Alphabites Review The Ultimate Male Enhancement Gummies For Boosting Stamina And Performance
What Is Male Extra Check This Honest Male Extra Review Before You Buy
Bioscience Male Enhancement Gummy Biosciencegummies Biosciencecbd Biosciencecbdgummies
keto-acv-gummies
keto-acv-gummies
keto-acv-gummies
keto-acv-gummies
keto-acv-gummies

Lei do ensino de História da África nas escolas completa 20 anos e escancara lacunas na formação de professores antirracistas

Fonte: Jornal da USP

Após ler em sala o poema O Pequeno Príncipe Preto, de Marcelo Serralva, para seus alunos da educação infantil, Luciana Deus, professora da rede pública, foi abordada com uma pergunta desconcertante, feita por um de seus alunos negros. “Mas, professora, existe príncipe preto?”.

“Foi uma pergunta simples, mas que levanta um grande debate sobre o racismo na nossa sociedade”, relata a pedagoga e pesquisadora, que se inspirou no episódio para escrever sua dissertação de mestrado ‘E existe príncipe preto, professora?’: narrativas orais de professoras sobre o racismo e o antirracismo nos currículos e práticas pedagógicas da educação infantil na cidade de São Paulo. A pesquisa, que é parte do programa Humanidades, Direitos e Outras Legitimidades da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP, investigou as práticas pedagógicas antirracistas e o que está por trás da ausência de narrativas negras na escola.

Em janeiro de 2003, foi aprovada a Lei 10.639, que estabelece a obrigatoriedade do ensino de História e Cultura Afro-Brasileira no currículo oficial da rede de ensino. Apesar da lei, muitos professores ainda não praticam uma educação antirracista e não se aprofundam na história negra — apenas a trabalham em datas pontuais, como o Dia da Consciência Negra. Segundo Luciana, muitos professores sequer conhecem a lei.

“O currículo prevê que os professores estejam preparados para combater qualquer desigualdade, mas percebi que isso não é verdade”, conta Luciana, acrescentando que a educação eurocêntrica ainda está enraizada nas escolas. 

A razão para o descaso é evidente para Luciana: “O erro começa lá na faculdade; existe uma lacuna na formação de pedagogos”. Nas entrevistas conduzidas pela pesquisadora, as professoras afirmam ter tido pouco contato com a educação antirracista na graduação. “Eu mesma não estudei nenhum escritor negro enquanto estava na faculdade de pedagogia”, denuncia Luciana.

A falta de referências bibliográficas e docentes negros instaura não só um desconhecimento, mas também medo de abordar o racismo — especialmente entre as professoras brancas, que relatam ter receio de errar. “Na minha pesquisa quis mostrar que não precisa ter medo de praticar a educação antirracista”, acrescenta Luciana. As professoras negras, por outro lado, relataram ter mais consciência da importância de uma educação antirracista, e a praticam frequentemente em sala de aula.

“A escola não acompanha os avanços da sociedade”, afirma Luciana, defendendo que a escola precisa mudar, e o caminho é a formação dos professores.

Referências:

Redação. Lei do ensino de História da África nas escolas completa 20 anos e escancara lacunas na formação de professores antirracistas. Jornal da USP, 2023.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Pular para o conteúdo