Escrito por: Fabiana Faleiros, Deyse Cardoso de Oliveira Braga, Soraia Dornelles Schoeller, Sílvia Helena Henriques, Naira Beatriz Favoretto Cunha, Lorena Gomes Neves Videira e Adriana Cordeiro Leandro da Silva Grillo
Um estudo recente e importante dedicou-se a investigar uma questão crucial: quais são as principais dificuldades e expectativas de pesquisa das pessoas com lesão medular (LM) no Brasil? O objetivo central foi garantir que a ciência se alinhe às necessidades dessa população, permitindo que suas vivências e desafios guiem a agenda de pesquisa científica. A pesquisa, de caráter quantitativo, exploratório, analítico e transversal, foi conduzida online.
O estudo, que envolveu 618 adultos brasileiros com lesão medular e acesso à internet, revelou dificuldades significativas no dia a dia. As mais citadas foram ligadas à locomoção e acessibilidade (70,9%), disfunção da bexiga neurogênica (68,8%), intestino neurogênico (48,2%) e sexualidade (36,1%). Tais desafios cotidianos impactam diretamente a autonomia e a participação social dos indivíduos, sublinhando a urgência de intervenções eficazes.
Quanto às expectativas de pesquisa, os participantes demonstraram grande interesse em estudos experimentais com células-tronco (22,5%), reabilitação (14,2%) e curas (13,9%). Esses resultados são um chamado para que a ciência se alinhe às reais necessidades e desejos das pessoas com LM, combinando a esperança de recuperação com os desafios práticos da vida. Para se aprofundar em todos os detalhes e insights valiosos dessa investigação, convidamos você a ler o artigo completo no link abaixo!
https://www.nature.com/articles/s41598-022-26733-7
Leia também:

