5 pessoas que superaram a deficiência e fizeram a diferença

Você já se perguntou o que fizeram algumas pessoas com deficiência que superaram as barreiras e fizeram disso um objetivo de vida? Elas lutaram!

A pessoa com deficiência tende a enfrentar diariamente uma série de obstáculos. Mas o que mais temos visto são pessoas que conseguem superar essa situação e se destacam em diversas áreas, seja na educação, no esporte, nas artes, em projetos sociais e até mesmo no mundo da moda. O que não nos falta são exemplos de coragem, dedicação e persistência.

Confira algumas histórias inspiradoras de pessoas que superam a deficiência e fizeram a diferença em suas vidas, até mesmo, na do próximo.

1. Dudu Braga

Publicitário, produtor musical, palestrante, radialista e jornalista, Roberto Carlos Braga II ficou conhecido em todo o Brasil em 2005 quando interpretou a si mesmo na novela América. Entre outros assuntos, a trama abordava a inclusão social de pessoas com deficiência visual.

Dudu, que é filho do cantor Roberto Carlos, nasceu com glaucoma congênito. Enfrentou uma série de cirurgias até os 3 anos de idade, o que permitiu que tivesse uma vida considerada normal até os 22 anos, quando um deslocamento de retina fez com que ele perdesse a visão quase por inteiro — deixando-o com apenas 5% de visão no olho esquerdo. No entanto, isso não o impediu de ter uma carreira de sucesso.

A deficiência visual apareceu logo depois de sua graduação, mas, segundo Dudu, ao invés de limitar suas possibilidades, isso acabou contribuindo para que pudesse ampliá-las. Possui uma vida ativa, atuando em diversas áreas e tendo seu trabalho reconhecido, como em 2002, quando ganhou um Grammy como produtor musical.

Conhecido pelo bom humor, Dudu já disse em diversas entrevistas que viver com alegria foi um dos principais fatores que o ajudou a enfrentar obstáculos e novas descobertas. Ao reconhecer as boas condições em que cresceu, Dudu faz questão de lembrar-se daqueles que não têm a mesma oportunidade e, por isso, participa ativamente de diversas ONGs e campanhas de cuidado com o glaucoma.

Há algum tempo, Dudu viaja o Brasil com a palestra motivacional “É preciso saber viver”, em que conta sua história e como lidou com a pressão estética da sociedade. Segundo ele, isso é uma forma de despertar nas pessoas uma reflexão e também a inspirá-las.

2. Mara Gabrilli

Em 1994, um acidente de carro deixou Mara Gabrilli tetraplégica. Três anos depois do ocorrido, Gabrilli fundou uma ONG para promover a acessibilidade, pesquisas sobre a cura da paralisia e outros fatores fundamentais para a inserção de pessoas com deficiência na sociedade.

Hoje chamada Instituto Mara Gabrilli, a ONG tem impacto direto na vida de mais de 3 mil famílias, oferece suporte a 20 atletas de alto rendimento, além de incentivar pesquisas científicas em busca da cura da paralisia.

Publicitária, psicóloga e empreendedora, Gabrilli também foi Secretária da Pessoa com Deficiência da Prefeitura de São Paulo, vereadora e deputada federal. Em sua carreira política, levanta a bandeira pela igualdade de direitos.

Por cinco vezes recebeu o Prêmio Congresso em Foco, que escolhe os melhores parlamentares da Câmara dos Deputados de São Paulo através de uma eleição feita por jornalistas e veículos de comunicação. No ano de 2007 foi eleita a Paulistana do Ano e em 2008 esteve na lista dos 100 Brasileiros Mais Influentes, realizada pela revista ÉPOCA.

A sua história foi contada em 2013 no livro Depois daquele dia, escrito pela jornalista Milly Lacombe.

3. Ricardo Tadeu Marques

Ricardo Tadeu Marques nasceu com retinopatia da prematuridade, doença que desde sempre lhe causou problemas de visão. Aos 23 anos, quando ainda era aluno da Faculdade do Largo São Francisco, na Universidade de São Paulo (USP), parou totalmente de enxergar. Entretanto, isso não foi um empecilho para que se tornasse um profissional de sucesso, respeitado e admirado.

Com a ajuda dos colegas, que gravavam as aulas e repassavam os áudios com ele, Ricardo conseguiu se formar com destaque. Porém, nos anos 90, Ricardo sofreu uma das maiores decepções da carreira: aprovado como juiz do TRT-SP (Tribunal Regional do Trabalho de São Paulo), foi desclassificado em razão de sua deficiência visual.

Apesar da desilusão, Ricardo voltou aos estudos e foi aprovado em sexto lugar para uma vaga no Ministério Público do Trabalho. Tornou-se promotor, procurador e desde 2009 é desembargador do TRT-PR (Tribunal Regional do Trabalho do Paraná).

Ricardo desenvolveu um método próprio de trabalho e, com a ajuda de uma assessora, memoriza os casos. Por mês, analisa aproximadamente 400 processos e se destaca por um ritmo intenso e dedicado ao trabalho.

4. Fernando Fernandes

Fernando Fernandes tornou-se conhecido no país após participar da segunda edição do Big Brother Brasil, em 2002. No entanto, a grande mudança em sua vida aconteceria em julho de 2009, quando sofreu um acidente de carro após dormir ao volante e bater em uma árvore. Com a força do impacto, fraturou duas vértebras e ficou paraplégico.

Fernando sempre foi apaixonado por esportes, mas foi durante a sua recuperação ainda no hospital que descobriu uma modalidade que mudaria sua vida novamente: a canoagem. Com a ajuda da fisioterapia e da musculação, começou sua preparação e passou a se dedicar a conhecer e se aprimorar no esporte.

O paratleta conquistou diversos títulos, como o tricampeonato sul-americano de canoagem, o tetracampeonato mundial e o bicampeonato pan-americano, entre outros. Em 2016 foi comentarista durante as Paralimpíadas do Rio de Janeiro e hoje faz reportagens especiais sobre esportes radicais para pessoas com deficiência.

5. Maria da Penha

Aos 38 anos, mãe de três crianças, Maria da Penha levou um tiro de espingarda e ficou paraplégica. Quando retornou a sua casa, já em uma cadeira de rodas, foi agredida pelo marido, que tentou eletrocutá-la no chuveiro elétrico.

Pouco tempo depois, os investigadores do caso descobriram que o tiro havia sido disparado pelo próprio marido de Maria da Penha, que tinha um histórico de violência contra ela. Com proteção policial, Maria conseguiu sair de casa com as filhas e iniciou uma longa batalha pela condenação de seu agressor.

Quase vinte anos depois do ocorrido, Maria conseguiu colocar seu ex-marido na cadeia e se tornou um exemplo de luta e força para muitas mulheres que convivem com a violência doméstica.

Em 2006, deu nome à Lei que pune a violência doméstica no Brasil, a Lei Maria da Penha. Além disso, seu caso foi incluído pela ONU Mulheres entre os dez que mudaram a vida de outras mulheres no mundo.

E você? Tem uma história inspiradora ou conhece pessoas com deficiência que se destacaram em alguma área ou que auxiliam outras? Então faça o contato conosco! Queremos compartilhar o que você tem para contar!

Fonte: https://blog.freedom.ind.br

O quanto cabe em uma foto?

Essa é a Waldorf Buriti , escola da Amora. Vou contar pra vocês um pouco do que essa escola, e as pessoas incríveis que fazem parte dela, trazem na vida da Amora.


Pra começar, Amora tem 4 anos. Tem paralisia cerebral, não fala, não anda, não senta sozinha, não come comida sólida.

  • Conheça mais sobre a Amora clicando aqui.

Na escola, a Amora:
– sobe em árvore; brinca de boneca; brinca de passa anel; brinca de pega pega; toma banho de mangueira; brinca de casinha; anda em uma caixa de papelão chamada pelos amigos de “trenó”; mastiga pão de queijo, maçã, pão, biscoito e até consegue engolir; toma suco no copo de vidro; aprendeu a fazer xixi e cocô na privada; fica deitadinha descansando o corpo, enquanto os amigos brincam no parquinho; brinca de fantasia amarrando tecidos no corpo; faz aquarelas lindas; brinca no parquinho; balança na rede e no balanço; tenta fazer os gestos das músicas; se orgulha por levar lanche para os amigos; se orgulha quando faz cocô grandão na privada; fica feliz quando vira na rua antes da escola; chega sorrindo e manda tchau e beijo feliz na hora de ir embora.
Amora tem 4 anos. Tem paralisia cerebral, não fala, não anda, não senta sozinha, não come comida sólida. Mas na escola, ela faz tudo isso e muito mais.

#waldorf #pedagogiawaldolf #inclusao

Fonte: Agda Dias, mãe da Amora

Sobre o livro

Meu nome é Solange, tenho 36 anos, sou discente em Enfermagem e portadora da Síndrome de Moebius.
Sempre tive um sonho de escrever um livro, desde muito cedo eu gostava de ler e escrever. Brincava de escolinha com minhas amigas de infância, e até poesia eu escrevia.
Agora na idade adulta resolvi que era o momento. Não foi fácil, muitas pessoas tentaram destruir esse meu sonho, mas quando Deus tem um plano em nossas vidas homem nenhum consegue parar nosso sucesso.
No livro escrevi o que a minha alma almejava, passar à mães e portadores como era a minha vida, assim como ajudar de alguma forma. Fiquei muito feliz quando ele ficou pronto, é uma sensaçao de dever cumprido. É uma sensação indescritível!

Sobre ser diferente…

“Olá, primeiramente vou me apresentar!

Meu nome é Solange, mas todos me chamam de Sol, tenho 36 anos, discente em enfermagem, palestrante, autora e escritora do livro: “Síndrome de Moébius, uma História de luta e determinação” e portadora da Síndrome de Moébius.

Ser diferente exige muito de você, não é fácil, mas temos sempre a recompensa.

As diferenças no mundo de hoje envolvem os preconceitos, ao qual temos que lidar dia após dia.

Ter uma síndrome não quer dizer que você “não pode fazer nada”, “nem ficar parada no tempo”, mas lutar por nossos sonhos e objetivos.

Não é nada fácil, passamos por muitas coisas que são “impublicáveis”…

Mas eu, Solange, por ser diferente estou chegando a lugares extraordinários. Só para deixar registrado, estou quase me formando em Enfermagem e vem muito mais por aí!”

Fonte: Solange, portadora da Síndrome de Moébius.

Síndrome de Moébius

A Síndrome de Moébius foi descrita pela primeira vez em 1880, por Von Graaefe. Consiste na paralisia parcial ou total do VII par de nervo craniano, geralmente associada à paralisia do nervo abducente e menos frequentemente a outros pares de nervos cranianos. Trata-se de uma síndrome rara, entretanto sua incidência no Brasil vem aumentando, devido provavelmente ao uso ilegal do Misoprostol. Além disso, há outros fatores de risco para o desenvolvimento da síndrome, como: uso de drogas, ruptura prematura das membranas amnióticas, hipertermia, hipotensão grave, cirurgia uterina prévia, choque elétrico e falha da tentativa de aborto.

Os aspectos clínicos mais recorrentes são as alterações ortopédicas, principalmente malformações dos membros e estruturas orofaciais.  O diagnóstico pode ser dado logo após o nascimento, devido a incapacidade de sugar e pelo fechamento incompleto da pálpebra durante o sono. Mais tarde há outras manifestações como o estrabismo, dificuldade em movimentar os olhos lateralmente, problemas com a ingestão e deglutição, problemas auditivos e na fala também são frequentes.

Referência: ALMEIDA M.B.V., ROLIM FILHO E.L., MALHEIROS H.A., AMARAL A.P.C.A., ALMEIDA R.C., GUSMÃO A.M.V. Síndrome de Moébius. Rev. Bras. Ortop., v. 39, n. 7, jul. 2004.

Acesse o artigo completo aqui.

Um dia de cada vez…

Demorou muito e foi bem difícil conseguir que o Lorenzo passasse a se alimentar pela boca. Foram quatros anos de estímulo diário, ininterruptos, com diversos profissionais e especialidades. Tudo se iniciou com a fonoterapia particular, para orientar a sucção, ainda no hospital.

Quanta luta! Quantas fases. Foram muitas lágrimas, gritos e sorrisos. Muitas emoções! Quem vive situações parecidas deve imaginar como é. Foi combinado com a médica de não passar nada via gastrostomia, então no dia seguinte precisei voltar dezz passos atrás. Após todas as emergências, Lorenzo perdeu muito peso e foi preciso aumentar o aporte em mais de 30% da dieta enteral.

No entanto, ele é esforçado e voltou a aceitar o estímulo via oral, após a última cirurgia. Nas últimas três semanas ele já evoluiu muito. Às vezes, tem umas recaídas. Recentemente não quis comer nada no almoço e foram necessários malabares para que ele aceitasse meia colher de sobremesa de arroz com legumes, no jantar. 

Teve colinho de mamãe e rolou até vídeo para o Papai Noel trazer os presentes que ele quer. No entanto, o que importa é que sua movimentação de língua e lábios; a contração muscular; a mastigação em si, está evoluindo. São passos de tartaruga, mas, está acontecendo. 

Um dia comer não será uma tarefa tão árdua e não será preciso treinar mais de quatro ou cinco horas por dia. Enquanto isso, Lorenzo segue com muita fono e muita terapia ocupacional; Assim como muita brincadeira e criatividade, para que todo esse estímulo também não seja exaustivo para ele. 

Acompanhe mais o Lorenzo pelas redes sociais: @todospelolorenzo

Déficit auditivo na Síndrome de Goldenhar

Há um ano Lorenzo teve que realizar uma reavaliação audiológica. Uma das alterações que ele possui, em decorrência da Síndrome de Goldenhar, é a má formação da hemiface do lado direito. Por isso, os ossículos do ouvido médio sofreram alterações, fazendo com que a condução do som até a cóclea não fosse adequada, o que gerou nele um déficit auditivo.

Há divergências enormes em todos os exames (bera ósseo; aéreo; impedancio; audiometria; tomografia), mas, durante a rotina, é possível perceber que ele é capaz de escutar sim, porém, não sabe-se com exatidão a qualidade e frequência de sons.


Este é mais um ponto incerto na imensa incógnita sobre a comunicação do Lorenzo. Será que ele irá falar? Isso ainda é um questionamento que paira em torno de sua família.  Contudo, Lorenzo já evoluiu bastante até aqui. A partir de fonoterapia e acompanhamentos profissionais, assim como com o incentivo de todas as pessoas a sua volta, seu progresso foi além do imaginado. 


No entanto, é preciso o constante acompanhamento e realização de novas avaliações em Lorenzo, bem como realizar a manutenção de seu aparelho auditivo, o que demanda tempo e também dinheiro.   

Saiba mais sobre a Síndrome de Goldenhar aqui.

O “poderzinho” da Amora

Essa é uma das frases do lindo relatório de fim de ano escolar da Amora, feito pela professora.
Nós sempre falamos que a Amora tem o poderzinho de fazer as pessoas sorrirem. Quando alguém se diz encantado por ela, já falamos “é o poderzinho dela”.

E ontem, na nossa primeira reunião de fim de ano letivo, sentimos que ela espalha esse poderzinho por onde passa.
Eu, que antes morria de medo dessas reuniões e avaliações, fui tranquila, mas sem querer pensar muito.
Eu já sabia de todo o desenvolvimento que a escola trouxe para a Amora, mas não sabia o que estava por trás disso.
A tia @kynicaires fez um trabalho fantástico adaptando algumas atividades para que a Amora se acostumasse com o ambiente e rotina da escola. Eu sentei ali e, enquanto ela falava, só conseguia pensar em quanta sorte nós tivemos.
Nossa Amorinha se saiu muito bem esse ano! Melhorou sua comunicação, postura e até sua alimentação. Adora histórias, rodas de música e brincar na rede.
Fiquei muito emocionada com tudo, mas o que mais me tocou foi a relação da Amora com os amigos. As crianças foram fundamentais para que ela se desenvolvesse tanto e, em troca desse aprendizado, Amora proporcionou a eles mais empatia e companheirismo.
Ficou claro para nós que esse lindo trabalho deu certo por ter o empenho de todos – escola, AT, terapeutas e familiares.
A inclusão da Amora foi abraçada por cada um que participou dese processo. Pelos pais, avós e tias que me encontravam na saída e falavam “como a Amora tá bem!”. Pelos amigos que a defendem e a incentivam, que me levam a ela eufóricos, dizendo “tia, vem ver a Amora sentada sozinha”.
É uma sensação incrível saber que nossa filha está se desenvolvendo em meio a tanto amor.
Obrigada Kyni e @psi.mariaeugenia ! Obrigada @buriti.escola.waldorf !

Fonte: Agda, mãe da Amora.

Sobre Bullying

Não tenho um rosto angelical (talvez você se assuste, mas pode chegar perto, eu sou legal!)

Você vai achar que eu sou séria demais, mas são só os meus pares de nervos que não existem (por isso pareço brava).

Eiiii, eu sou diferente, mas não me exclua porque não me conhece, se tem dúvida ou curiosidade me pergunte. Não faça piadas sem graça, isso machuca e não é legal.

Não é porque sou diferente que eu não posso ter um convívio social, ter amigos e me relacionar com as pessoas.

Só gostaria de fazer uma pergunta, e se fosse com você?

Bullying não tem graça. E você já passou por alguma situação?[…]

Esta postagem foi feita para dizer NÃO AO BULLYING em qualquer idade! E SE FOSSE COM VOCÊ?

Fonte: Solange

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